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domingo, 21 de junho de 2020

13 REASONS WHY: O FINAL TARDIO


Antes de criticar 13 REASONS WHY é preciso ler o livro, ou assistir a série da Netflix. Eu fiz as duas coisas. Logo após a estreia da primeira temporada, a série se tornou sensação do momento para jovens e fãs de séries. O livro de Jay Asher é um fenômeno mundial há alguns anos e voltou com uma cara diferente. A série Netflix tem 13 episódios por temporada, uma coincidência com o número de razões? Acho que não!

 

"É necessário saber que não foi apenas um motivo, não foi um incidente isolado. Foram vários, e tudo se tornou uma bola de neve. Desde o momento em que a borboleta encontra o furação, foram diversas as tentativas de fugir. Mas no final, mesmo após uma última tentativa não foi suficiente"



Durante a leitura, acompanhamos a história de Hannah Baker, uma jovem que cometeu suicídio. Além disso, antes de cometer suicídio, Hannah deixou 7 cassetes e cada cassete conta um motivo que a levou a cometer suicídio.


A primeira temporada é um trabalho excepcional. O assunto da discussão, suicídio, é um tema muito importante do século XXI, e o autor conseguiu criar uma situação formidável para falar sobre o bullying. A abordagem me agradou muito e o desenvolvimento da história é surpreendente. Além de ser um exemplo de excelente adaptação de livro.


"E agora, sempre que alguém disser 'Sinto Muito', vou pensar nela."


Confirmada uma segunda temporada, aguardei para ver que tipo de continuação dariam a  estória, diga-se de passagem desnecessária. Tentei assistir a segunda temporada assim que estreou e não consegui. Gostei muito do livro e como a primeira temporada foi adaptada. Quando a nova temporada veio, achei forçada.


Entretanto fiquei sem opção do que assistir e resolvi dar uma nova chance a segunda temporada de 13 Reasons Why. A pior coisa foi ver a Hannah versão fantasma, a trama está boa e voltar a ver a Hannah a partir da versão da história dos outros personagens é incrível, mas o Clay conversando com o fantasma da Hannah e muito sem noção.



O elenco se resumiu muito mais aos personagens masculinos e a abordagem da série para com assuntos sérios ainda soa um tanto superficial o que continua para a terceira temporada, que apesar de introduzir uma nova personagem feminina não consegue chegar a um equilibro. Novamente o final é forçado e longe da realidade.


Após a segunda temporada me esforcei para continuar a série. O roteiro passou a ser repetitivo: morte, diálogos com os mortes e investigação policial. Selena Gomez foi produtora da série nas duas primeiras temporadas, mas depois da forte polêmica entorno do programa ela se afastou. Outra que também se afastou depois da segunda temporada foi a interprete da protagonista Hannah Baker (Katherine Langford)  que inclusive não retornou nem para o nostálgico episódio final. A produção utilizou uma gravação da primeira temporada para a despedida da personagem.



A última temporada de 13 Reasons Why voltou com apenas 10 episódios e não mais 13, porém igualmente ruim. Cada episódio foi um momento clichê na vida dos estudantes americanos: visita a Universidade; Baile de Dia dos Namorados; Viagem da Escola; Entrevista para a Faculdade; Baile de Formatura etc.

 

A quarta temporada voltou mais adolescente que nunca. Tentou imitar as outras séries de sucesso e falhou. Os adolescentes nessa série são extremamente infantis - uma tendência que se agravou depois do primeiro ano. O pior é que a série criou vários momentos impossíveis de acreditar que poderiam ser verdadeiros, principalmente a causa da morte de um personagem. Falando dos mortos, como nos anos anteriores, alguém morto da temporada antecedente voltou a aparecer. Na verdade esse último ano foi basicamente de diálogos com fantasmas.



Fico feliz por essa série ter acabado, a primeira temporada é excelente, uma ótima adaptação do livro. Porém as continuações ficaram horrendas. Além da irresponsabilidade dos produtores ao abordar vários problemas ligados a saúde mental sem o aprofundamento necessário.

 

Sobre os personagens: finalmente tiraram o personagem gay do armário e ainda tentaram criar um romance, mas tudo aconteceu tão rápido que ficou impossível criar empatia por qualquer coisa na temporada inteira.



Infelizmente colocaram a menina que sobreviveu a um estupro e estava com um arco super desenvolvido para ficar fazendo ciuminhos para macho. Estragaram a Jessica, tornando-a cada vez mais superficial, e com uma existência a mercê do Justin.


O Clay mais insuportável que nunca, participou da última temporada com um arco que ignora completamente as três temporadas anteriores. Acredito que ele só continuou vivo até o final pois era o vínculo mais forte com a Hannah, e assim com a origem do show. Por sorte falaram pouco da Hannah: uma vez mencionam o nome dela e uma foto e depois no último episódio voltam a fazer referência as fitas, como se ainda precisasse de algum encerramento ao arco dela.

 


Com um elenco majoritariamente masculino quase não havia mais o que ser explorado e tampouco havia tempo para introduzir novos personagens. A última temporada surgiu com um roteiro raso, baseado na suposta necessidade de encerrar a série com a formatura dos alunos e só. Por fim tudo acabou. Um final tardio mas um final.

 

As 4 temporadas estão disponíveis no catálogo da Netflix. Recomendo apenas a primeira temporada. Depois finge demência e ignora a existência da temporada 2, 3 e 4.

 

segunda-feira, 4 de maio de 2020

CRÍTICA| The Last Man on Earth: o cancelamento depois de 4 temporadas



O ano é 2022. Um vírus mortal destruiu a humanidade. 3 anos depois os últimos sobreviventes agora vivem reunidos e diariamente enfrentam o tédio, a falta do que fazer e por vezes momentos de aventura repletos de perigo e muita comédia. Tinha deixado de ver essa série, mas achei a ocasião oportuna para voltar a assistir. Amo a temática pós apocalipse e pela primeira vez me deparei com uma comédia deste tipo. A produção da Fox possui um humor que é na maior parte do tempo irritante, mas aborda umas questões bem interessantes sobre o que você faria se fosse a última pessoa viva na Terra.



A segunda temporada continuou com a mesma qualidade da primeira. A ideia original é o melhor ponto positivo do show. Outro ponto positivo é a série contar com apenas 18 episódios de 20 minutinhos. É rápida e descontraída.


A terceira temporada explorou bem a natureza humana perante a iminente extinção. Traz um argumento bastante válido sobre que coisas começariam a dar errado em um mundo sem humanos. Ah, a série merece o prêmio de protagonista mais irritante, que provavelmente só continua no elenco por também ser criador do show.


O final da quarta temporada foi ótimo, ficando obvio que a produção foi cancelada, pois terminou com um ótimo gancho para continuação. Após uma excelente primeira temporada a série parecia sobreviver graças aos últimos episódios que ficavam bons e compensavam uma temporada inteira arrastada. A série acabou do jeito que começou: protagonistas irritantes e figurantes que só aparecem para morrer.









sábado, 11 de abril de 2020

CRÍTICA| THE MAN IN THE HIGH CASTLE - LIVRO E SÉRIE DE TV



"Verdade, ela pensou. Tão terrível quanto a morte. Mas mais difícil de encontrar"

Conheci O HOMEM DO CASTELO ALTO através do piloto da série lançado em 2014. Apenas com um episódio me encantei com trama, os personagens e a ideia do programa. Logo em seguida descobri seguida que a série não teria continuação e aguardava até que uma emissora comprasse a produção. 


Por acaso chegou ao meu conhecimento que O HOMEM DO CASTELO ALTO na verdade se chamava THE MAN IN THE HIGH CASTLE e era um livro bem conhecido do Phillip K. Dick, mesmo autor do livro que inspirou o filme Blaide Runner, além de outras grandes produções como Minority Report, O Vingador do Futuro, e Os Agentes do Destino.


Pois bem, consegui ler o livro, que particularmente é bem diferente da série. A ideia do K. Dick é que em um mundo alternativo a Segunda Guerra Mundial durou de 1939 até 1948, e que o final desse grande capítulo da história da humanidade aconteceu diferente de como conhecemos. Seguimos então a seguinte prerrogativa: 

"E SE NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL AO INVÉS DOS ALIADOS (EUA, FRANÇA, INGLATERRA) TEREM VENCIDO A GUERRA, QUEM VENCEU FOI O EIXO (ALEMANHA, JAPÃO, ITÁLIA)?"

"O QUE ACONTECERIA COM UMA AMÉRICA DIVIDIDA EM DOIS PAÍSES, IGUAL O QUE ACONTECEU COM A ALEMANHA DO PÓS-GUERRA?"


"Para cada evento no nível quântico, o universo atual se divide em múltiplos universos. Isso significa que, para cada escolha que você faz, existe um número infinito de universos nos quais você fez uma escolha diferente"
~Nicola Yoon (tradução literal)

A criação de mundo do K. Dick aborda justamente essa duas questões, em uma América dividida, conquistada em um lado pelo Japão Imperial e no outro pela Alemanha Nazista, que após conquistar a Eurásia e destruir a África segue com seus planos de dominação do mundo. O livro é bem original, mas deixa muito a desejar, e a série acaba sendo um ótimo complemento.

A série ainda na primeira temporada avançou em muita a ideia original do Phillip K. Dick. Foram 4 temporadas, 40 episódios, baseados em um único livro. Uma única ideia. O drama se passa em 1962, quando a jovem Juliana Crain (Alexa Davalos) recebe uma misterioso fita em que é possível assistir um filme em que os Estados Unidos da América vence a guerra. A partir desse momento Juliana passa a questionar sua realidade, e mesmo sem querer acaba envolvida em uma conspiração liderada pelo Homem do Castelo Alto.



A série então rapidamente se tornou uma das maiores produções da atualidade. O crédito se deve a produção que conseguiu adaptar os melhores momentos do livro e superou de maneira grandiosa a trama escrita por Phillip K. Dick, trazendo muito mais mistério e aquilo que não pode faltar em tudo que é bom: romance! Aliás, tem o melhor triangulo amoroso ever. 

Lançada uma segunda temporada, ficou claro que o show só melhoraria. Incrivelmente a segunda temporada conseguiu ser ainda melhor que a primeira. É uma ótima opção pra quem gosta de dramas sobre a Segunda Guerra Mundial, não só isso, mas também pra quem se amarra em uma boa obra de ficção! A ideia original da série, que é baseada no livro do Philip K. Dick, ainda continua forte na segunda temporada com vários elementos novos adicionados que deixam a trama ainda melhor. 
EDELWEISS: Canção de abertura de THE MAN IN THE HIGH CASTLE. 

O terceiro ano da série marcou um novo começo para a trama. Algo totalmente diferente dos anos anteriores, que inclusive abriu precedentes para para os acontecimentos da temporada final. As realidades alternativas (multiverso) ganharam mais destaque, mostrando ser o principal motor do show. O enredo tornou-se mais denso, mais sombrio, mais cruel. Mais audacioso...

A produção não hesitou em matar personagens queridos, além de trazer um elenco mais diversificado (de figurantes, pelo menos). O show tornou-se menos conservador (finalmente!) e mais cheio de ficção científica! O seriado, como aconteceu com a oitava temporada de The Walking Dead, sofreu de um sério problema de iluminação. As cenas estavam muito mais escuras, além do ar sombrio típico da série. Por vezes era impossível reconhecer muitos detalhes na cena por conta de isso.


A nossa heroína, dona das realidades alternativas, Juliana Crain continuou como minha preferida. Perspicaz e sedutora, ela fez a série acontecer. Houve maior desenvolvimento dos co-protagonistas, Ed e Robert Childan, personagem característico dos livros. Além da Helen Smith que ganhou uma estória sensacional. Do lado japonês, o Inspetor Chefe Kido continua insuportável, fazendo questão de querer se intrometer em tudo sem saber de nada! Tagomi-san se mostrou de grande utilidade e cada vez mais disposto a impedir uma 3ª Guerra Mundial com consequências em diferentes dimensões. Sem dúvidas um ano excelente para a adaptação do Phillip K. Dick.


Já o primeiro episódio da quarta temporada de TMITHC denuncia uma mudança no foco da narrativa da série, que deixa de ser apenas um drama focado na Juliana (rainha da série) e sua contribuição para a queda do Reich e passa a mostrar a participação de outros grupos. A Juliana parece mais paranormal que nunca no início, mas depois tudo é explicado.

Uma coisa que muito me agradou foi que finalmente o show colocou em centro o protagonismo dos afroamericanos na resistência aos japoneses, e contra o Reich. Até então a série dava pouco destaque a lutas dos negros para libertar a América.


Muita coisa mudou no último ano da série. No afã para finalizar a série, cortaram o suspense e em alguns momentos parece que ignoraram boa parte dos acontecimentos das outras temporadas, ou deixaram a entender que elas acrescentaram pouca coisa. Queriam porque queriam terminar a série com reunificação dos EUA e fim do Reich . Ignoraram o triângulo amoroso Frank - Juliana - Joe que eu tanto amava. Inclusive lá vai o SPOLIER: Frank Frink (Rupert Evans) e Joe Blake (Luke Kleintank) não voltam para o último ano do programa.


Apesar dos pesares, gostei bastante do final, até porque seja qual for a série os finais sempre me emocionam. A ideia do fim me atrai. O episódio final é de um desagrado em consenso geral. Poderia ter sido melhor? PODERIA! ah, e ainda sobrou muito material para continuar a história do homem do castelo alto.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

CRÍTICA| IZOMBIE - TODAS AS TEMPORADAS




Depois de 5 temporadas chega ao fim uma das últimas séries que eu acompanho desde o início. Na verdade o fim foi em 2019, mas só agora assisti. Conheci IZombie em 2014 na minha época de vício por The Walking Dead e tudo relacionado a zumbis.


            
Para quem não conhece, IZombie é uma série do CW, mais tarde adquirida pela Netflix, que teve 5 temporadas e 71 episódios. O primeiro ano foi tão bom para o show, que já na segunda temporada foram acrescentados mais três episódios (19). Infelizmente a audiência diminuiu, e no ano seguinte a temporada três voltou ao formato de 13 episódios.


            
Foi justamente depois da segunda temporada, quando mais uma vez o apocalipse zumbi havia sido adiado, que eu deixei de assistir. Demorei mas em 2020, nas idas e vindas da vida resolvi voltar a assistir IZombie.



Quando terminei a terceira temporada, a qual gostei bastante, aceitei que IZombie definitivamente não seria uma série sobre zumbis do jeito que eu estava acostumado. Na verdade a série é inovadora, e traz uma abordagem bem diferente dos zumbis. Cada episódio se reinventa de uma forma tão engraçada que é impossível não gostar.


Concluída a quarta temporada, segui aguardando uma guerra entre zumbis e seres humanos. Mas nada muito grande aconteceu. Liv continuava trabalhando no necrotério e ajudando nas investigações criminais. O show seguia cômico e bem equilibrado. O casal Liv e Major sempre enrolando. A pobre da Liv em toda temporada consegue um namorado novo só para ver ele morrendo antes do final da temporada e depois ter que voltar para o ex noivo, Major.


            
A última temporada continuou boa, mantendo o padrão das anteriores. Mas meu tempo de fã já havia passado. Gostei muito de IZombie no começo e até comentava cada episódio, cada sequência de mudanças da protagonista, e cada nova investigação. Fico feliz por ter chegado ao final, de forma tão emocionante e respeitando os fãs que acompanharam todos esses anos. Obrigado IZombie!



terça-feira, 3 de março de 2020

CRÍTICA| A GAROTA NA TEIA DE ARANHA



Confesso que esperava bem mais de um filme sobre a Lisbeth Salander, e se estou decepcionado a culpa é toda minha por gostar tanto da trilogia Millennium. Os personagens são os mesmos da trilogia original, escrita por Stieg Larsson e que eu amo, porém, o livro que origina essa nova adaptação, A GAROTA NA TEIA DE ARANHA, foi escrito por David Lagercrantz, após a morte precoce do Larsson. Não cheguei a ler a nova trilogia, de autoria do Lagercrantz, e estou com receio de começar a leitura e não gostar por não ser idêntica a escrita do Larsson.

Outro ponto é que quando assisti pela primeira vez a versão americana de Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres senti uma vontade imensa de ler o livro logo após, e não sosseguei até conseguir. Infelizmente não senti essa curiosidade de leitor com essa nova adaptação. Lagercrantz fez um bom trabalho, e soube aproveitar o passado da personagem Lisbeth e sua irmã Camila, que é sem dúvida a maior incógnita da trilogia do Larsson, mas faltou a áurea de mistério característica da narrativa do Larsson.

Outro ponto em desfavor a nova adaptação é que sou particularmente grande fã do Daniel Craig e da Roney Mara e acho que eles ficaram perfeitos no papel de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander, que nesta nova produção ficou protagonizado pela Claire Fox e o Sverrir Gudnason. Como eu disse no início, acredito que o fato de não ter gostado é puramente por comparar o trabalho de dois autores diferentes e esperar que não haja diferenças (detalhe é que eu deveria estar comparando os livros e não os filmes), pois no geral, A Garota Na Teia de Aranha, é um filme bacana e uma produção sofisticada, formidável para quem busca um filme com o simples objetivo de descontrair.


CRÍTICA| THE CHILLING ADVENTURES OF SABRINA



Eu amei O mundo Sombrio de Sabrina desde o princípio. A série atualmente é uma das que mais me atrai. Pelo conteúdo satânico e tudo mais. A gente acaba torcendo pelo lado mal da história?  Por exemplo, escolhendo torcer pelas bruxas ao invés de apoiar os anjos (adicione esse fato a sua lista de motivos para ganhar área Vip no inferno, taokei?). Ah, e alguém manda o Conselho Tutelar na casa da Sabrina, que ela ficou sem estudar a temporada inteira. A madame aparecia na escola de turista e sempre saía depois do recreio....

Tudo bem em dizer que a Sabrina não é a melhor protagonista de todas, sempre trouxa quando o assunto é macho, mas a série tem tanto outros personagens bacanas e o segundo ano foi legal por isso: maior desenvolvimento ao arco da Roz, Prudence, Tia Zelda... Personagens com um potencial enorme e com atrizes fantásticas. E cá entre nós, os homens dessa série são tudo um nojo! Ninguém merecia esse triangulo amoroso ao estilo Crepúsculo a temporada inteira...

Após as duas primeiras partes icônicas, a terceira parte chegou extremamente lenta, e não consegui gostar como as anteriores. A trama não ficou legal, fugiu bastante dos elementos mais interessantes da parte um e dois. Sabrina sempre boazinha que até parece algum tipo de heroína da Marvel. Apesar dos pesares, a terceira parte tem alguns bons momentos. Lilith na minha humilde opinião é a melhor personagem. Tia Zelda vem em segundo lugar.

CRÍTICA| LOST IN SPACE - 2ª TEMPORADA




A primeira temporada da série é lenta e pode até parecer entediante, mas com o decorrer dos episódios a trama começa a ficar interessante e melhora muito até chegar na segunda temporada. O formato compacto do programa torna a trama sólida, com começo, meio e fim bem definidos. A parte do espaço é bem explorada e os episódios possuem uma trilha sonora bem bacana. A produção surpreende nos efeitos especiais de ótima qualidade, pois quando pensamos em séries a espera é sempre de algo mais econômico. Então obrigado Netflix por investir dinheiro no projeto e tornar a série tão boa.


A narrativa no segundo ano da série inicia com um salto temporal, ou que eu gosto de chamar de "o problema de trabalhar com crianças que crescem na vida real além da idade de seus personagens". Mas esse detalhe não tem nenhuma relevância para o desenvolvimento da segunda temporada, que apresenta episódios realmente emocionantes. O episódio 4 meu foi meu preferido, que trouxe desde descrições geológicas até perfuração de poços, com direito a frase do Will "eu gosto de geologia".


Sobre os personagens, a pobre da Penny é a mais burra da família, palavras da Dra. Smith inclusive. É uma personagem subutilizada, e as linhas de roteiro são igualmente sofríveis, porque ela quase sempre não contribui em nada para a discussão e só acrescenta coisas como "acho uma boa ideia" e "eu também acho". Por isso concordo que a Penny deve passar mais tempo com a Dra. Smith e aprender mais da vida, já que inteligente ela não é, resta aprender outras habilidades.


Apesar da Penny ter passado no teste e o Will não, como a série é sobre o Will e o Robô, ele tem que sempre ser a criança prodígio. Esse segundo ano faltou romance, faltou acontecer algo entre a Judy e o Don, já que ambos do ponto de vista técnico são importantíssimos seria legal estarem juntos. Don West é o típico anti-herói, que sempre está tentando se dar bem, mas no fundo é um bom homem. Maureen e John são dois pés no saco, muito puros, bonzinhos demais e eu detesto esse complexo deles de sempre querer salvar todo mundo. Além do mais acho esse papo família bem entediante.


Gosto da Dra. Smith e adorei a personagem ter ganhado mais importância na segunda temporada. Ela é o que realmente se deve esperar de uma pessoa em uma situação de perigo e risco a própria vida. Autêntica. Outro personagem que gostei da evolução foi o Robô. "NÃO, WILL ROBINSON" foi o auge.


Resumindo: Lost in Space é um show para família, onde sempre reina a dicotomia entre bem e mal. O bem sempre vence e mesmo os personagens malvados são no fundo boas pessoas. Gosto de comparar essa série com The 100, e quem viu ambas as séries vai vez por outra reparar algo em comum, como a facilidade que a narrativa encontra em se prolongar, vulgo vamos passar cada temporada perdidos em um planeta diferente e nunca chegar a Alpha Century. Por fim, deixo meu "Boa sorte aos 98 escolhidos".


The 100 corre aquiiiiii.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

CRÍTICA| INDICADOS AO OSCAR 2020

MELHOR FILME







ERA UMA VEZ EM ... HOLLYWOOD



Achei o filme bem mediano, inclusive as atuações. Tarantino já fez coisa melhor...  A produção tem 10 indicações: Melhor Filme, Melhor Ator (Leonardo DiCaprio), Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt), Melhor Direção (Quentin Tarantino) e Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Design de Produção, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.

CORINGA
O mais indicado desta edição do Oscar! 11 indicações e eu tive a sorte de assistir no cinema. Concorre a Melhor Filme, Melhor Ator (Joaquin Phoenix), Melhor Direção (Todd Phillips), Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhor Roteiro Adaptado. É uma produção que consegue agradar crítica e público.


HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
6 indicações: Melhor Filme, Melhor Ator (Adam Driver), Melhor Atriz (Scarlett Johansson), Melhor Atriz Coadjuvante (Laura Dern), Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Roteiro Original. A trama se desenvolve de forma lenta, mas as atuações da Scarlett Johansson e do Adam Driver estão fantásticas!


O IRLANDÊS
Filme mais comprido que um dia de fome! Definitivamente não sou público consumidor deste tipo de história. 10 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Al Pacino), Melhor Ator Coadjuvante (Joe Pesci), Melhor Diretor (Martin Scorsese), Melhor Fotografia, Melhor Figurino,  Melhor Edição, Melhor Design de Produção, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Roteiro Adaptado. 


FORD vs FERRARI
Um filme sobre a Ford e a Ferrari e corridas de carros. Quem diria que eu não ia gostar? Todo mundo! 4 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Edição, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.


1917
Uma verdadeira experiência de cinema. O filme é belíssimo e não surpreende o número de indicações (10!). Um dos momentos mais bonitos é uma sequência de cenas noturnas em uma vila destruída em que apesar da escuridão da noite é perceptível diversos elementos da cena, iluminados pelo fogo que consome a cidade. Em 2017 me arrependi muito de não ter ido ao cinema assistir Dunkirk e dessa vez não deixei de ir ver 1917. Filmes de guerra não são aclamados pela Academia a toa e são sobretudo produções que precisam ser apreciadas na tela grande com uma qualidade de áudio superior ao convencional. Há uma dificuldade muito grande em produzir bons filmes assim, e não me surpreenderei se 1917 for aclamado Melhor Filme de 2019. O filme tem um roteiro bom e mais que isso surpreende no quesito fotografia, indicando nesta categoria inclusive, e edição e mixagem de som. Ah, o protagonista é interpretado pelo George MacKay. Ele é um fofo, bonito e talentoso. Participa com a Saoirse Ronan de un filme chamado "How I Live Now". É um romance teen apocalíptico que eu amo. Também pode ser visto no filme "Capitão Fantástico". Indicado a Melhor Filme, Melhor Direção (Sam Mendes), Melhor Fotografia, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Design de Produção, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Roteiro Original.


JOJO RABBIT
O filme não decepciona. Amo produções cinematográficas sobre a Segunda Guerra Mundial, e a narrativa em forma de sátira é maravilhosa. Scarlett Johansson dá um show como Rosie e a indicação na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante é mais que merecida. Concorrendo na categoria de Melhor Filme, Melhor Figurino, Melhor Atriz Coadjuvante (Scarlett Johanssson), Melhor Edição, Melhor Design de Produção e Melhor Roteiro Adaptado.


LITTLE WOMAN
Cada linha do roteiro desse filme é impactante. Meu vicio por romances de época foi satisfeito com tudo que vi, e com um elenco de peso como esse, era de se esperar a aclamação. Espero muito que a Saoirse Ronan leve o prêmio desta vez. É a quarta nomeação dela com apenas 25 anos. Indicado a Melhor Filme, Melhor Atriz (Saoirse Ronan), Melhor Atriz Coadjuvante (Florence Pugh), Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Roteiro Adaptado. 

MELHOR ANIMAÇÃO



A primeira categoria que eu assistir qualquer um dos filmes indicados. Me considero um grande fã de todo tipo de animação, em especial as que são cantadas. Comecei por TOY STORY 4, indicado também pela canção I Can't Let You Throw Yourself Away (https://youtu.be/RQsV0HgCsYE) ainda no cinema, e mesmo o saudosismo não foi suficiente para me fazer gostar. Outra produção que vi no cinema foi Frozen 2 que infelizmente não chegou a ser indicado a categoria, mas apenas a canção Into the Unknown (https://youtu.be/gIOyB9ZXn8s) está concorrendo.
           
Ainda da mesma categoria, gostei de PERDI MEU CORPO. A produção é uma obra peculiar sobre um jovem rapaz vivendo em Paris e uma mão decepada buscando seu dono. Dica de filme para quem gosta de "desenho" adulto.



Mas o meu queridinho mesmo é KLAUS, essa animação definitivamente é fantástica. Grandes chances de levar o prêmio de Melhor Animação. “A true act of goodwill always sparks another”. 

Ainda tão bom quanto Klaus, é LINK PERDIDO, uma das melhores coisas do Oscar 2020. A gente passa tanto tempo sem assistir produções em stop-motion que até esquece o quão fascinante elas são. O filme tem uma mensagem linda, sobre amizade, companheirismo e acima de tudo, como estereótipos podem se mostrar tão equivocados.




COMO TREINAR SEU DRAGÃO 3, é um final formidável para a trilogia. O filme consegue ter uma boa história e se mantém no nível dos anteriores. Gostei bastante.



MELHOR CANÇÃO ORIGINAL


Além de TOY STORY 4, indicado pela canção I Can't Let You Throw Yourself Away (https://youtu.be/RQsV0HgCsYE) e FROZEN 2 que indicado pela canção Into the Unknown (https://youtu.be/gIOyB9ZXn8s) estão concorrendo nesta categoria a canção I'm Standing With You (https://youtu.be/s7CHl9cB-m8) do filme SUPERAÇÃO: O MILAGRE DA FÉ;  Stand Up (https://youtu.be/TNO40mDaOEY) do filme HARRIET e (I'm Gonna) Love Me Again (https://youtu.be/0LtusBN3ST0) da trilha sonora de ROCKETMAN.



MELHOR CURTA ANIMADO



    Nem todos estão disponíveis por completo no YouTube, mas é possível ver ao menos o trailer.

DCERA (Daughter) (https://youtu.be/0K4iTXElx4E)


MELHOR CURTA-METRAGEM



       Produções concorrendo na categoria "Melhor curta-metragem", com exceção de "SARIA" as demais todas estão disponíveis por completo no YouTube.


Nefta Football Club (https://youtu.be/YP30vp2mCeg)
The Neighbors' Window (https://youtu.be/k1vCrsZ80M4)







MELHOR DOCUMENTÁRIO
           
O primeiro ano em que assisto os indicados nessa categoria, em parte por estarem disponíveis no catálogo Netflix. O primeiro que vi foi AMERICAN FACTORY. Esse documentário é bem interessante. Fala sobre as fábricas chinesas que se instalam nos EUA e querem que os empregados americanos trabalhem nas mesmas condições dos trabalhadores chineses. Condições extremamente precárias, com turnos de trabalho de 12 horas, baixos salários e falta de segurança durante as tarefas. Também conta como no futuro as pessoas terão que buscar novas opções de trabalho, já que as fábricas estão cada vez mais automatizadas e precisando de menos mão de obra humana.
           
DEMOCRACIA EM VERTIGEM é uma produção genuinamente brasileira lançando um olhar sobre nosso frágil sonho de democracia. Importante assistir e tirar cada um as próprias conclusões.


Ainda concorrem nesta categoria os documentários THE CAVE, FOR SAMA e HONEYLAND.





MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM


A VIDA EM MIM é um documentário de 45 minutos sobre como crianças refugiadas submetidas a situações traumáticas e de intenso estresse desenvolvem a chamada Síndrome da Resignação, um estado semelhante ao coma, em que a criança deixa de ter qualquer tipo de contanto com o mundo exterior, e passa a apenas a dormir um sono profundo por meses. Primeiramente relatado na Suécia, outros casos ao redor do mundo foram recentemente noticiados. Um filme bem produzido, que de certo levará umas estatuetas nas categorias técnicas, provavelmente as categorias de som, mas não faz meu tipo.




Ainda concorrem nesta categoria os documentários IN THE ABSENSE, LEARNING TO SKATEBOARD IN A WARZONE (IF YOU'RE A GIRL), ST. LOUIS SUPERMAN e WALK RUN CHA-CHA.


MELHORES EFEITOS ESPECIAIS



VINGADORES: ULTIMATO foi a maior bilheteria do ano e maior bilheteria da história, mas recebeu apenas uma indicação, assim como o tão aguardado STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER, indicado nesta categoria e também a Melhor Trilha Sonora Original.




REI LEÃO
Assisti apenas no áudio original com a voz da Beyoncé como Nala e Donald Glover como Simba. O filme é incrível com gostinho de infância e tudo mais.


Ainda concorrem nesta categoria o longa 1917 e O IRLANDÊS.



MELHOR MIXAGEM DE SOM



Sou super, hiper, mega fã de filmes no espaço. AD ASTRA é um dos poucos filmes que antes de ser indicado ao Oscar eu já tinha interesse em assistir. Mas infelizmente o filme decepcionou. O roteiro é fraco, e mesmo o fato de ser uma produção estrelada pelo Brat Pitt não torna a expêriencia mais agradável



Ainda concorrem nesta categoria FORD VS FERRARI, CORINGA, 1917 e ERA UMA VEZ EM... HOLLYWOOD.


MELHOR FOTOGRAFIA





O FAROL, filme protagonizado por Robert Pattinson (sim, o Edward de Crepúsculo). O filme é perturbador, do tipo difícil de entender e que nada parece fazer sentido. É uma produção em preto e branco.



Ainda concorrem nesta categoria O IRLANDÊS, CORINGA, 1917 e ERA UMA VEZ EM... HOLLYWOOD.


MELHOR ROTEIRO ADAPTADO



Como o cinema é mágico! Conseguiu vender a história de DOIS PAPAS, logo para mim que sou extremamente cético quando o assunto é religião. Assisti com receio e na obrigação de ver os indicados ao Oscar acabei gostando, e muito. 3 indicações: Melhor Ator (Jonathan Pryce), Melhor Ator Coadjuvante (Anthony Hopkins) e Melhor Roteiro Adaptado.



Ainda concorrem nesta categoria os longas: O IRLANDÊS, JOJO RABITT, CORINGA E ADORÁVEIS MULHERES.



































MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA




PARASITA
Fiquei bastante surpreso com o roteiro desse filme. Quando achava que as surpresas haviam acabado era só o começo da estória. É realmente bom quando o cinema consegue fazer isso, a junção de uma trama elaborada, do tipo que prende o telespectador, com uma produção bem-feita. Gostei de assistir pela primeira vez um filme sul-coreano, e como não entendo nada de coreano tive que prestar bastante atenção na legenda, coisa que pouco faço em inglês. O longa recebeu 6 indicações: Melhor Filme, Melhor Filme em Língua Estrangeira, Melhor Direção (Bong Joon Ho), Melhor Design de Produção e Melhor Roteiro Original.



Concorrendo nesta categoria estão CORPUS CHRISTI, HONEYLAND, OS MISERÁVEIS e DOR E GLÓRIA.




MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

ENTRE FACAS E SEGREDOS possui um roteiro fantástico, repleto de reviravoltas. É o tipo de filme que as pessoas buscam assistir no cinema: é divertido, bem produzido e com uma trama que prende o telespectador desde os primeiros minutos.




Os outros filmes que concorrem a esta categoria são: HISTÓRIA DE UM CASAMENTO, 1917, ERA UMA VEZ EM... HOLLYWOOD e PARASITA.