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"O tempo é mais pesado que a mais pesada carga que o homem consegue aguentar”
Logo que terminei de ler Pedro Páramo marquei de ler outra obra do autor. É o conjunto de todos os contos que ele publicou, 17 ao total. Ruan Rulfo foi autor de apenas dois romances que compartilham muito dos mesmos temas.
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"Os mortos pesam mais que os vivos; esmagam a gente"
Em Planalto em Chamas os contos variam bastante em qualidade, têm alguns muito bons, outros nem tanto. No geral possuem ótimas descrições, ainda assim, difícil de se apegar. É um livro curto, o conto mais longo não deve ter mais de 15 paginas.
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"E é que lá o tempo é muito longo. Ninguém faz a conta das horas e ninguém se preocupa em ver como os anos vão se acumulando. Os dias começam e acabam. Depois vem a noite. Só o dia e a noite até o dia da morte, que para eles é uma esperança”
Como Pedro Páramo é uma narrativa regional com uma identidade latina muito forte. Por isso o autor rapidamente se tornou um classico da literatura mexicana e do realismo fantástico. A linguagem de seus personagens é sempre a mais próxima possível da fala do campo. O texto é cheio de expressões populares, porque o narrador é sempre amgueém humilde, do campo. Essa parte foi difícil de entender diretamente no idioma original. Por sorte a edição que li trazia os significados.
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"Nenhum de nós diz o que pensa. Já faz tempo que se acabou a nossa vontade de falar. Acabou com o calor. Eu mesmo conversaria à vontade em outro lugar, mas aqui dá trabalho. Aqui a gente fala, e as palavras ficam quentes dentro da boca por causa do calor que faz lá fora, e vão se ressecando na língua da gente até a gente ficar sem fôlego"
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Os contos "Luvina", "E nos deram a terra", "Talpa", "É que somos muito pobres", "Você não escuta os cães latirem" e "Anacleto Morones" foram os meus favoritos. No Brasil foi publicado sob o título de Chão em chamas e Planície em Chamas. Do autor ainda restam alguns textos, contos, novelas como El Gallo de Oro y Otros Relatos. Talvez um dia eu tire tempo para ler.
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Outros contos da coletânea sao: 1 E nos deram a terra; 2 A colina das comadres; 3 É que somos muito pobres; 4 O homem; 5 Na madrugada; 6 Talpa; 7 Macario ; 8 O chão em chamas; 9 Diga que não me matem; 10 Luvina; 11 A noite em que deixaram ele sozinho; 12 Passo do norte; 13 Lembre-se; 14 Você não escuta os cães latirem; 15 O dia do desmoronamento; 16 A herança de Matilde Arcángel; 17 Anacleto Morones.
Citações
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"E Tacha chora ao sentir que sua vaca não volta mais porque o rio a matou. Ela está aqui, ao meu lado, com seu vestido cor-de-rosa, olhando o rio do barranco e sem parar de chorar. Pela sua cara correm fiozinhos de água suja como se o rio tivesse entrado dentro dela. Ela chora cada vez mais. Da sua boca sai um ruído semelhante ao que se arrasta pelas beiras do río, faz ela tremer e se sacudir inteirinha, e enquanto isso a enchente continua subindo. O sabor de podre que vem de lá salpica a cara molhada de Tacha e os dois peitinhos dela se movem para cima e para baixo, sem parar, como se de repente começassem a inchar para começar a trabalhar pela sua perdição"
Sinopse em espanhol
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Desde su aparición en 1953, este libro de relatos del mexicano Juan Rulfo se ha traducido a más de veinticinco lenguas y ha dado lugar a múltiples y permanentes reediciones en los países de lengua hispana. Esta edición, unica revisada y autorizada por la Fundación Juan Rulfo, debe ser considerada como su edición definitiva.
Sinopse em português
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Livro de estreia do premiado escritor mexicano Juan Rulfo. Obra regionalista, com 17 contos que refletem, em parte, as origens do escritor, nascido em Jalisco, região semiárida e pobre do México. Com linguagem coloquial e extremamente enxuta, Rulfo apresenta um cenário de injustiça, violência, morte e falta de perspectivas, que em alguns casos é consequência da Revolução Mexicana (1910) ou da Guerra Cristera (1927-1929). Em 1945, Juan Rulfo teve seus primeiros contos publicados em revistas, mas foi a partir de Pedro Páramo que alcançou prestígio e passou a ser considerado um dos mais celebrados escritores de língua espanhola. Em Chão em chamas, Juan Rulfo não faz uso do realismo fantástico, como em sua obra célebre, Pedro Páramo; pelo contrário, emprega um realismo puro e intenso, que muitas vezes beira o naturalismo. A edição original de Chão em chamas é de 1953, com quinze contos; em 1970 o mesmo livro ganhou mais dois contos, é esta versão que ganha agora edição de bolso.

















