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domingo, 20 de setembro de 2015

A HISTÓRIA DO PETRÓLEO


 “Pegue madeira boa e construa para você uma grande barca. Faça divisões nela e tape todos os buracos com piche, por dentro e por fora.” (Gêneses 6:14).

Essa citação bíblica nos permite saber que a origem do petróleo é mais remota do que imaginamos, já que, o piche é uma substância originada a partir da evaporação natural do petróleo. Os povos antigos e medievais faziam pouco uso deste combustível fóssil usando-o no tratamento de doenças, no embalsamento de múmias, em guerras, na iluminação, entre outras aplicações.
Foi no início do século XIX que o petróleo atingiu um nível industrial, com a produção do óleo de iluminação a partir do combustível, o que originou o primeiro magnata da história do petróleo, o austríaco José Hecker. Porém, a lâmpada criada por Hecker, apresentava certas falhas que foram superadas quando o farmacêutico Josef Lukasiewicz se propôs a criar uma lâmpada melhor, também a partir do petróleo. O sucesso da sua lâmpada criada em 1852 foi tão grande que esta se tornou o produto que influenciou o consumo em larga escala do petróleo em toda a Europa, já que ele era mais barato e consumia menos combustível.
Com as revoluções industriais houve a evolução do maquinário que exigia dos donos de indústrias lubrificantes mais eficientes do que o azeite que era usado. Estudiosos concluíram que a melhor opção era o petróleo. A busca pelo lubrificante levou à obtenção de querosene a partir do carvão betuminoso.
Porém foi somente em 1855 que o americano Benjamin Silliman, depois de vários estudos, submeteu o petróleo a aquecimento e verificou que este se dividia em diversos subprodutos, dois dos quais ainda não eram conhecidos na época, mas que futuramente seriam produtos de alto valor econômico. Um era a gasolina, produto muito leve e facilmente inflamável que aos poucos se tornava popular. O outro era a nafta, produto mais pesado, menos inflamável, mas também com grande capacidade energética.
A gasolina foi usada primeiramente como combustível  trinta anos depois pelo alemão Gottlied Daimler em um motor que o mesmo tinha inventado. Já a nafta, foi posteriormente usada por outro alemão, Rudolf Diesel, que faria o mesmo com esse produto, mas num tipo diferente de máquina a combustão interna, que atualmente é conhecido como motor diesel.
Com essas e outras descobertas, como, por exemplo, a do escocês John Loudon McAdam – que pôs em prática suas teorias sobre pavimentação com piche ou asfalto – o petróleo tornou-se inteiramente aproveitável, e passou a ser procurado com maior frequência em diversas regiões do mundo, como na Rússia, na Romênia, no Oriente Médio e na Venezuela. Mas foi nos Estados Unidos que a busca do petróleo assumiu grandes proporções. E como a maior parte das usinas era estadunidense e estas também eram as mais ricas, o país logo se tornou o primeiro produtor mundial.
O petróleo também foi descoberto durante a colonização por acaso. Os colonos procuravam sal e em vez disso encontravam petróleo, porém ainda não tinham noção de como usá-lo e o deixava, após muito trabalho cavando poços, para ir cavar em outro lugar.
Samuel Kier foi o primeiro homem a explorar o petróleo na Pensilvânia, Estados Unidos, pois possuía muitos prejuízos com seus poços de sal inundados do óleo escuro. Passou a utilizar o petróleo, visto somente como prejuízo, e o tratou, fazendo do líquido malcheiroso derivado para uso medicinal e compensar seus prejuízos.
Kier alavancou o uso do petróleo e este se tornou muito procurado, porém a procura do petróleo era sem técnica e a ordem era cavar poços até acontecer exsudações, método que, apesar de suas precariedades, se conseguiam grandes depósitos petrolíferos.
A ciência avançou e junto com ela os técnicos da área arranjaram novas formas para modernizar a extração do petróleo, alguns sem êxito, outros muitos pensativos, tendo ideias revolucionárias e sendo chamados de “loucos”. Entretanto são essas ideias, algumas inventadas por Edwin Drake, que o desenvolvimento de técnicas de perfuração de poços aconteceu, dando aos EUA novas técnicas as quais permitiram que o país fosse buscar petróleo no interior da terra, em vez de esperar que ele aflorasse à superfície.
A divulgação de novos métodos tornou-se mais difundidos e a produção americana desenvolveu-se. A industrialização do petróleo chegou e junto a ela a concorrência, refinarias se instalaram, grandes empresas enriqueceram visando levar o petróleo ao consumo cotidiano, transformando-o em derivados como querosene, parafina, lubrificante e gasolina. Até então a concorrência era entre as empresas dos EUA, como a organização de John Davison, a chamada Standard Oil Company, as organizações Texas Oil Company e Gulf Oil Corporation que disputavam sem conseguir superar o domínio de vendas mundial da empresa de Rockfeller na época.
A cada dia, a concorrência, a busca pelo antigo óleo escuro continua e a industrialização avança transformando o que conhecemos hoje em passado e fazendo do petróleo, um dos produtos mais utilizados e extraídos do mundo.


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XENOFOBIA NA ALEMANHA


A xenofobia (termo derivado do grego – xénos: "estrangeiro"; e phóbos: "medo”) é um dos fenômenos mais presentes na história e também um dos mais característicos de nossa sociedade. Em uma definição mais geral, pode-se dizer que é uma aversão pelo que é diferente, pelo outro, que geralmente nos assusta com sua alteridade. Mas é também um termo usado para denominar um transtorno psiquiátrico que gera um medo excessivo, sem controle algum, ao que é desconhecido – objetos ou pessoas.
Este conceito também se estende, de forma um tanto polêmica, a qualquer discriminação de ordem racial, grupal – em referência a grupos minoritários – ou cultural. Esta acepção causa certa ausência de clareza, pois é assim confundida com preconceitos, e nem todos eles são considerados fobias. 
Ocorre principalmente nos países mais desenvolvidos, onde há maior contingente de imigrantes. Isso devido, basicamente, às diferenças socioculturais existentes entre pessoas de países diferentes e, principalmente, à relação tensa entre os trabalhadores dos países ricos e os estrangeiros, vindos de países mais pobres, que disputam os mesmos postos de trabalho.
Os impulsos migratórios são, geralmente, motivados por questões econômicas: de um lado, ligados a fatores de repulsão de emigrantes (crises econômicas, guerras, conflitos em geral, fome, etc.); e, de outro, a fatores de atração (oportunidades de emprego, sonhos de enriquecimento rápido, melhoria na qualidade de vida, etc.).
Embates sociais e xenofobia crescente marcam o momento da História em países da Ásia, América e Europa. Na Europa, alguns grupos xenófobos são conhecidos entre nós, como os Skinheads, na Inglaterra, e os Neonazistas, na Alemanha. Outros grupos não são tão conhecidos assim, como os Bloc Identitaire (França), Casa Pound (Itália) e English Defence League (Reino Unido).

HISTÓRIA DA XENOFOBIA NA EUROPA E NA ALEMANHA

         A Reconquista Cristã da Península Ibérica, que levou à formação de Portugal em 1147, foi a grande responsável pela primeira tentativa consciente de separação das raças. Foi nesta época que se criou o mito dos aristocratas terem sangue azul. Especialistas afirmam que o conceito de sangue azul era um conceito racista, tendo sido criado como um eufemismo para ser branco, visto que as veias das pessoas muito brancas parecem ser de cor azul.
         Após a “Reconquista” e a expulsão das forças árabes para fora da Península, fez-se aquilo que ficou conhecido por “Limpeza do Sangue”. Numa primeira fase a “Limpeza” consistia em vedar o acesso a alguns dos direitos mais importantes na sociedade aos “Cristãos-novos” (Judeus e Muçulmanos convertidos à força pela Inquisição Católica). Esta “Limpeza” acabou por se fixar mais na raça da pessoa do que na religião dos seus antepassados, visto que para aceder às ordens religiosas e militares era necessário que as pessoas entregassem o comprovativo em como o seu sangue era “limpo” (não eram ou não descendiam de Cristãos-novos).
Esta perseguição aos Judeus feita pela Igreja Católica na Península Ibérica provocou a debandada de uma enorme massa de Judeus para a Europa Central (Holanda, Alemanha, etc.) e fez com que Portugal e Espanha perdessem uma média e alta burguesia culta e empreendedora, o que mudou para sempre a história socioeconómica da Europa e do Mundo.
No Holocausto, ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, os nazistas exterminaram aproximadamente seis milhões de judeus. Isso por que acreditavam que os judeus eram uma raça inferior e manchavam o nome da Alemanha de Hitler, e, logo, deveriam ser exterminados.

XENOFOBIA NOS DIAS ATUAIS

Em meados do século 20, os fluxos migratórios internacionais conheceram uma inversão. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), existem cerca de 200 milhões de migrantes no mundo, sendo que 60% deles são pessoas que saíram de países subdesenvolvidos rumo a países desenvolvidos, tendo como principais destinos os Estados Unidos (35 milhões, em 2000), a Europa (56 milhões, em 2000) e o Japão (1,5 milhões, em 1998).
Porém, esse novo fluxo de imigração internacional, acirrado pelas desigualdades entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos, deve ser entendido a partir de dois momentos.
O primeiro deles ocorre entre a década de 50 e fins da de 70, quando alguns países da Europa, os Estados Unidos e o Japão estimulavam a imigração, a fim de conseguir mão-de-obra para ocupar as vagas de menor qualificação e baixa remuneração, desprezadas por suas populações locais. Os imigrantes, então, eram bem-vindos, mas controlados. Geralmente, na Europa, chegavam imigrantes vindos de suas colônias (ou ex-colônias); nos Estados Unidos, mexicanos eram convocados a trabalhar no campo através do "bracero program"; e, no Japão, os "dekasseguis" (trabalhadores brasileiros com ascendência japonesa) eram bem recebidos.
Quanto ao segundo momento, da década de 80 em diante, a intensificação do processo de globalização e a ascensão do neoliberalismo trouxe maior pressão à abertura dos mercados e acelerou o desenvolvimento técnico-científico, o que possibilitou maior aceleração da produção e da circulação de mercadorias no mundo - e menor (ou diferenciada) participação do Estado nos assuntos ligados à economia.
Todos esses elementos acabaram permitindo às indústrias dos países ricos que elas migrassem pelo mundo, em busca de novos mercados e de mão-de-obra barata, gerando crescente desemprego e diferenças salariais entre os trabalhadores dos países desenvolvidos.
Desse período em diante, com exceção dos trabalhadores com alto grau de qualificação vindos de países mais pobres (a chamada "fuga de cérebros"), os trabalhadores com baixa qualificação já não seriam mais bem-vindos, pois passariam a disputar diretamente os postos de trabalho com parte da população local, gerando cada vez mais discriminação e preconceito.
          As reações contra os trabalhadores estrangeiros ainda são pequenas, mas a tendência é aumentar prevê Gabriela Boeing, da Organização para Migração Internacional, em Londres. Tem sido comum em pesquisas ver imigrantes roubam nossos empregos. É mais fácil culpar estrangeiros do que a política econômica. Trabalhos que vinham sendo feitos por imigrantes como serviços domésticos, de limpeza, construção civil, agricultura são cada vez mais disputados. O governo também está tomando medidas para diminuir o número de estrangeiros oferecendo pacote de retorno voluntário, com adiantamento do seguro desemprego.
Na Alemanha, onde imigrantes representam importante parcela da mão-de-obra em vista do envelhecimento da população, a crise aumentará a xenofobia se durar e terá repercussões, crê Udo Ludwing, do Instituto de Pesquisa Econômica de Halle.

XENOFOBIA NA ALEMANHA NOS DIAS ATUAIS

Um relatório apresentado em Berlim e que compõe a segunda parte de um estudo iniciado em 2006. Na primeira fase, cinco mil alemães acima dos 14 anos foram interrogados sobre suas opiniões a respeito do extremismo de direita. Concluiu-se que um entre cada quatro alemães defendia pontos de vista xenófobos.
Nesta segunda fase, os pesquisadores procuraram estabelecer as raízes dos preconceitos. Para tal, convidaram uma seleção de 150 dos participantes para discussões em grupo. "Queríamos examinar as opiniões dos entrevistados no contexto de suas vidas", explica Decker coordenador das pesquisas.
A conclusão foi surpreendente: a xenofobia está se tornando cada vez mais mainstream na Alemanha. Os participantes do debate expressaram rejeição em relação a estrangeiros "com uma trivialidade preocupante, inclusive pessoas que na primeira enquete não haviam chamado a atenção por atitudes de extrema direita", comentou o psicólogo.
"Foi assustadora para nós a facilidade com que os entrevistados estavam dispostos a trocar a democracia mais modesta em favor de estruturas autoritárias, nas quais supostamente reinassem ordem, tranquilidade e igualdade de chances", comenta Oliver Decker.
Outra revelação chocante é que o problema se encontra no próprio centro da sociedade alemã, contradizendo a teoria de que os celeiros do extremismo de direita se encontrariam nas partes do país afetadas pelo desemprego e a decadência social.
Segundo 37% da população, os imigrantes viriam para a Alemanha "para explorar o Estado de bem-estar"; 39% consideram o país "perigosamente superpovoado de estrangeiros". E 26% gostariam que houvesse "um único partido forte para representar a comunidade alemã".
Ficou ainda claro que a maioria dos participantes só apoia a democracia na medida em que garante a prosperidade pessoal. Caso contrário, passam imediatamente à intolerância. Uma atitude semelhante marcou também a década de 1950 na Alemanha, observaram os pesquisadores da Fundação Friedrich Ebert. Na época, o milagre econômico provou-se um obstáculo à reelaboração do passado nazista.
 Normalmente só se discute sobre isso quando um perigo emergente já se torna tão perceptível que a situação possa vir a piorar. Até então, costuma-se acreditar que esse problema seja coisa passada e que a discriminação nos últimos anos tenha diminuído. Mas a realidade, que novamente confirma o caráter contraditório da existência humana, demonstra que a história não necessariamente ruma numa direção positiva, como se quer acreditar, mas que avanços contrastam com recuos. Ideias que se tinha como fora de moda, absurdas e retrógradas, podem novamente vir a ser atuais e modernas. Isso significa que as ideais não morrem pelo simples decurso do tempo e que, em conformidade com o espírito de uma época, podem retornar.
Na Alemanha, onde especialmente o antissemitismo marcou a história, impera o silêncio diante do avanço da extrema-direita nos países vizinhos. O NPD (Partido Democrático Nacional da Alemanha) que, segundo o atual governo, deveria ser proibido comemora o sucesso da extrema-direita na Europa, especialmente na França e na Holanda. Apesar dos partidos de extrema-direita na Alemanha estar fragmentados e até agora não terem conseguido o mínimo de 5% de votos necessários para ocupar uma vaga no Congresso, eles vislumbram, agora, boas perspectivas para frente.

QUEM SOFRE MAIS COM A XENOFOBIA NA ALEMANHA?

Os principais alvos de preconceito são os turcos e os russos, considerados parasitas e gananciosos. Entretanto, os pesquisadores também identificaram a emergência do que denominaram "racismo cultural": preconceitos contra grupos marginais, tais como os desempregados e os socialmente desprivilegiados. Tal fato revelaria uma forte pressão para corresponder à norma social percebida, e a consequente condenação dos que fracassam neste processo.
Aproximadamente 10% da população alemã são compostas por estrangeiros, dos quais 28% são turcos, os mais atingidos pela discriminação. A discriminação é especialmente visível em demonstrações da extrema-direita e músicas, sendo que estas últimas já criaram um novo mercado: o mercado do rock de direita. Felizmente, ocorrem paralelos a muitas demonstrações nazistas – que já há bastante tempo vem acontecendo, com ódio a imigrantes e resistência contra o governo alemão –, manifestações contrárias de combate a um possível crescimento da xenofobia.
Evidentemente, o avanço da extrema-direita não ocorre por acaso. A crise da economia e do Estado de bem-estar social, associada às rápidas transformações tecnológicas, ocasionou um crescente desemprego e colocou a competitividade a qualquer custo como única alternativa de sobrevivência. Esta conjuntura gera insegurança, ressentimento e violência.
A extrema direita procura enfocar os problemas dos países que afetam diretamente a maioria da população e propõe soluções simples e discriminadoras, mas que exercem um forte poder de atração. É, por exemplo, mais fácil responsabilizar os estrangeiros pelo desemprego, pela criminalidade e pela insegurança, do que entender as complexas razões dos problemas. As soluções apresentadas são, então, também bem simples e conduzem à xenofobia, quando os estrangeiros são tratados como concorrência indesejada.
A Alemanha, por exemplo, continua sem ratificar o Protocolo nº 12 da Convenção Europeia para os Direitos Humanos, que estabelece a proibição geral da discriminação. As autoridades alemãs continuam com objeções na hora de deixar de fazer distinções sobre a base da nacionalidade, por exemplo, em relação aos benefícios sociais cuja aplicação é contrária ao Protocolo nº 12.
Motivações racistas não foram inclusas no Código Penal alemão como circunstância agravante de um crime. Duas iniciativas neste sentido foram bloqueadas em 2008 e em 2012 pelo Conselho Federal da Alemanha. E ainda, segundo uma apreciação do Conselho Europeu, o ódio e a incitação ao ódio desfrutam, na Alemanha, de um “considerável grau de impunidade”, conforme informou a publicação semanal Der Spiegel. Os colégios alemães adverte um informativo da Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância, constituem um alarmante criadouro de ódio baseado na etnia e na orientação sexual, sem que exista uma estratégia federal que esclareça sobre esses assuntos e estipule tolerância.
A Lei de Igualdade no Tratamento (AGG) alemã não menciona explicitamente os critérios de língua e nacionalidade como motivo de discriminação passível de punição, brecha normativa que prejudica muitas crianças espanholas nos colégios alemães, onde são discriminados inclusive por parte dos professores e de outros alunos porque, ainda recém-chegados, não sabem falar alemão corretamente.
Segundo dados do informativo “Jovens na Alemanha como responsável e vítimas da violência”, do Ministério do Interior germânico, um em cada sete adolescente alemães, 14,4%, se consideram “muito racistas diante dos estrangeiros”, e 30% responderam “sim” ao serem questionados se há estrangeiros em excesso no país. Essa pesquisa também mostra que 5% dos 44.600 jovens de quinze anos consultados são membros de algum grupo de extrema direita e que 6.4% dos adolescentes homens têm pontos de vista antissemita.
A maior proporção de neonazistas está no leste da Alemanha, antiga região comunista, onde mais dos 14% dos participantes do estudo tendiam a olhar o Holocausto como um fato “não horrível”, enquanto um número similar acreditava que os judeus, por seu comportamento, não foram totalmente inocentes.

A xenofobia (termo derivado do grego – xénos: "estrangeiro"; e phóbos: "medo”) é um dos fenômenos mais presentes na história e também um dos mais característicos de nossa sociedade. Em uma definição mais geral, pode-se dizer que é uma aversão pelo que é diferente, pelo outro, que geralmente nos assusta com sua alteridade. Mas é também um termo usado para denominar um transtorno psiquiátrico que gera um medo excessivo, sem controle algum, ao que é desconhecido – objetos ou pessoas.
Este conceito também se estende, de forma um tanto polêmica, a qualquer discriminação de ordem racial, grupal – em referência a grupos minoritários – ou cultural. Esta acepção causa certa ausência de clareza, pois é assim confundida com preconceitos, e nem todos eles são considerados fobias. 
Ocorre principalmente nos países mais desenvolvidos, onde há maior contingente de imigrantes. Isso devido, basicamente, às diferenças socioculturais existentes entre pessoas de países diferentes e, principalmente, à relação tensa entre os trabalhadores dos países ricos e os estrangeiros, vindos de países mais pobres, que disputam os mesmos postos de trabalho.
Os impulsos migratórios são, geralmente, motivados por questões econômicas: de um lado, ligados a fatores de repulsão de emigrantes (crises econômicas, guerras, conflitos em geral, fome, etc.); e, de outro, a fatores de atração (oportunidades de emprego, sonhos de enriquecimento rápido, melhoria na qualidade de vida, etc.).
Embates sociais e xenofobia crescente marcam o momento da História em países da Ásia, América e Europa. Na Europa, alguns grupos xenófobos são conhecidos entre nós, como os Skinheads, na Inglaterra, e os Neonazistas, na Alemanha. Outros grupos não são tão conhecidos assim, como os Bloc Identitaire (França), Casa Pound (Itália) e English Defence League (Reino Unido).

HISTÓRIA DA XENOFOBIA NA EUROPA E NA ALEMANHA

         A Reconquista Cristã da Península Ibérica, que levou à formação de Portugal em 1147, foi a grande responsável pela primeira tentativa consciente de separação das raças. Foi nesta época que se criou o mito dos aristocratas terem sangue azul. Especialistas afirmam que o conceito de sangue azul era um conceito racista, tendo sido criado como um eufemismo para ser branco, visto que as veias das pessoas muito brancas parecem ser de cor azul.
         Após a “Reconquista” e a expulsão das forças árabes para fora da Península, fez-se aquilo que ficou conhecido por “Limpeza do Sangue”. Numa primeira fase a “Limpeza” consistia em vedar o acesso a alguns dos direitos mais importantes na sociedade aos “Cristãos-novos” (Judeus e Muçulmanos convertidos à força pela Inquisição Católica). Esta “Limpeza” acabou por se fixar mais na raça da pessoa do que na religião dos seus antepassados, visto que para aceder às ordens religiosas e militares era necessário que as pessoas entregassem o comprovativo em como o seu sangue era “limpo” (não eram ou não descendiam de Cristãos-novos).
Esta perseguição aos Judeus feita pela Igreja Católica na Península Ibérica provocou a debandada de uma enorme massa de Judeus para a Europa Central (Holanda, Alemanha, etc.) e fez com que Portugal e Espanha perdessem uma média e alta burguesia culta e empreendedora, o que mudou para sempre a história socioeconómica da Europa e do Mundo.
No Holocausto, ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, os nazistas exterminaram aproximadamente seis milhões de judeus. Isso por que acreditavam que os judeus eram uma raça inferior e manchavam o nome da Alemanha de Hitler, e, logo, deveriam ser exterminados.

XENOFOBIA NOS DIAS ATUAIS

Em meados do século 20, os fluxos migratórios internacionais conheceram uma inversão. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), existem cerca de 200 milhões de migrantes no mundo, sendo que 60% deles são pessoas que saíram de países subdesenvolvidos rumo a países desenvolvidos, tendo como principais destinos os Estados Unidos (35 milhões, em 2000), a Europa (56 milhões, em 2000) e o Japão (1,5 milhões, em 1998).
Porém, esse novo fluxo de imigração internacional, acirrado pelas desigualdades entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos, deve ser entendido a partir de dois momentos.
O primeiro deles ocorre entre a década de 50 e fins da de 70, quando alguns países da Europa, os Estados Unidos e o Japão estimulavam a imigração, a fim de conseguir mão-de-obra para ocupar as vagas de menor qualificação e baixa remuneração, desprezadas por suas populações locais. Os imigrantes, então, eram bem-vindos, mas controlados. Geralmente, na Europa, chegavam imigrantes vindos de suas colônias (ou ex-colônias); nos Estados Unidos, mexicanos eram convocados a trabalhar no campo através do "bracero program"; e, no Japão, os "dekasseguis" (trabalhadores brasileiros com ascendência japonesa) eram bem recebidos.
Quanto ao segundo momento, da década de 80 em diante, a intensificação do processo de globalização e a ascensão do neoliberalismo trouxe maior pressão à abertura dos mercados e acelerou o desenvolvimento técnico-científico, o que possibilitou maior aceleração da produção e da circulação de mercadorias no mundo - e menor (ou diferenciada) participação do Estado nos assuntos ligados à economia.
Todos esses elementos acabaram permitindo às indústrias dos países ricos que elas migrassem pelo mundo, em busca de novos mercados e de mão-de-obra barata, gerando crescente desemprego e diferenças salariais entre os trabalhadores dos países desenvolvidos.
Desse período em diante, com exceção dos trabalhadores com alto grau de qualificação vindos de países mais pobres (a chamada "fuga de cérebros"), os trabalhadores com baixa qualificação já não seriam mais bem-vindos, pois passariam a disputar diretamente os postos de trabalho com parte da população local, gerando cada vez mais discriminação e preconceito.
          As reações contra os trabalhadores estrangeiros ainda são pequenas, mas a tendência é aumentar prevê Gabriela Boeing, da Organização para Migração Internacional, em Londres. Tem sido comum em pesquisas ver imigrantes roubam nossos empregos. É mais fácil culpar estrangeiros do que a política econômica. Trabalhos que vinham sendo feitos por imigrantes como serviços domésticos, de limpeza, construção civil, agricultura são cada vez mais disputados. O governo também está tomando medidas para diminuir o número de estrangeiros oferecendo pacote de retorno voluntário, com adiantamento do seguro desemprego.
Na Alemanha, onde imigrantes representam importante parcela da mão-de-obra em vista do envelhecimento da população, a crise aumentará a xenofobia se durar e terá repercussões, crê Udo Ludwing, do Instituto de Pesquisa Econômica de Halle.

XENOFOBIA NA ALEMANHA NOS DIAS ATUAIS

O fenômeno da xenofobia está de volta. Ou ele nem sequer foi superado?

Um relatório apresentado em Berlim e que compõe a segunda parte de um estudo iniciado em 2006. Na primeira fase, cinco mil alemães acima dos 14 anos foram interrogados sobre suas opiniões a respeito do extremismo de direita. Concluiu-se que um entre cada quatro alemães defendia pontos de vista xenófobos.
Nesta segunda fase, os pesquisadores procuraram estabelecer as raízes dos preconceitos. Para tal, convidaram uma seleção de 150 dos participantes para discussões em grupo. "Queríamos examinar as opiniões dos entrevistados no contexto de suas vidas", explica Decker coordenador das pesquisas.
A conclusão foi surpreendente: a xenofobia está se tornando cada vez mais mainstream na Alemanha. Os participantes do debate expressaram rejeição em relação a estrangeiros "com uma trivialidade preocupante, inclusive pessoas que na primeira enquete não haviam chamado a atenção por atitudes de extrema direita", comentou o psicólogo.
"Foi assustadora para nós a facilidade com que os entrevistados estavam dispostos a trocar a democracia mais modesta em favor de estruturas autoritárias, nas quais supostamente reinassem ordem, tranquilidade e igualdade de chances", comenta Oliver Decker.
Outra revelação chocante é que o problema se encontra no próprio centro da sociedade alemã, contradizendo a teoria de que os celeiros do extremismo de direita se encontrariam nas partes do país afetadas pelo desemprego e a decadência social.
Segundo 37% da população, os imigrantes viriam para a Alemanha "para explorar o Estado de bem-estar"; 39% consideram o país "perigosamente superpovoado de estrangeiros". E 26% gostariam que houvesse "um único partido forte para representar a comunidade alemã".
Ficou ainda claro que a maioria dos participantes só apoia a democracia na medida em que garante a prosperidade pessoal. Caso contrário, passam imediatamente à intolerância. Uma atitude semelhante marcou também a década de 1950 na Alemanha, observaram os pesquisadores da Fundação Friedrich Ebert. Na época, o milagre econômico provou-se um obstáculo à reelaboração do passado nazista.
 Normalmente só se discute sobre isso quando um perigo emergente já se torna tão perceptível que a situação possa vir a piorar. Até então, costuma-se acreditar que esse problema seja coisa passada e que a discriminação nos últimos anos tenha diminuído. Mas a realidade, que novamente confirma o caráter contraditório da existência humana, demonstra que a história não necessariamente ruma numa direção positiva, como se quer acreditar, mas que avanços contrastam com recuos. Ideias que se tinha como fora de moda, absurdas e retrógradas, podem novamente vir a ser atuais e modernas. Isso significa que as ideais não morrem pelo simples decurso do tempo e que, em conformidade com o espírito de uma época, podem retornar.
Na Alemanha, onde especialmente o antissemitismo marcou a história, impera o silêncio diante do avanço da extrema-direita nos países vizinhos. O NPD (Partido Democrático Nacional da Alemanha) que, segundo o atual governo, deveria ser proibido comemora o sucesso da extrema-direita na Europa, especialmente na França e na Holanda. Apesar dos partidos de extrema-direita na Alemanha estar fragmentados e até agora não terem conseguido o mínimo de 5% de votos necessários para ocupar uma vaga no Congresso, eles vislumbram, agora, boas perspectivas para frente.

QUEM SOFRE MAIS COM A XENOFOBIA NA ALEMANHA?

Os principais alvos de preconceito são os turcos e os russos, considerados parasitas e gananciosos. Entretanto, os pesquisadores também identificaram a emergência do que denominaram "racismo cultural": preconceitos contra grupos marginais, tais como os desempregados e os socialmente desprivilegiados. Tal fato revelaria uma forte pressão para corresponder à norma social percebida, e a consequente condenação dos que fracassam neste processo.
Aproximadamente 10% da população alemã são compostas por estrangeiros, dos quais 28% são turcos, os mais atingidos pela discriminação. A discriminação é especialmente visível em demonstrações da extrema-direita e músicas, sendo que estas últimas já criaram um novo mercado: o mercado do rock de direita. Felizmente, ocorrem paralelos a muitas demonstrações nazistas – que já há bastante tempo vem acontecendo, com ódio a imigrantes e resistência contra o governo alemão –, manifestações contrárias de combate a um possível crescimento da xenofobia.
Evidentemente, o avanço da extrema-direita não ocorre por acaso. A crise da economia e do Estado de bem-estar social, associada às rápidas transformações tecnológicas, ocasionou um crescente desemprego e colocou a competitividade a qualquer custo como única alternativa de sobrevivência. Esta conjuntura gera insegurança, ressentimento e violência.
A extrema direita procura enfocar os problemas dos países que afetam diretamente a maioria da população e propõe soluções simples e discriminadoras, mas que exercem um forte poder de atração. É, por exemplo, mais fácil responsabilizar os estrangeiros pelo desemprego, pela criminalidade e pela insegurança, do que entender as complexas razões dos problemas. As soluções apresentadas são, então, também bem simples e conduzem à xenofobia, quando os estrangeiros são tratados como concorrência indesejada.
A Alemanha, por exemplo, continua sem ratificar o Protocolo nº 12 da Convenção Europeia para os Direitos Humanos, que estabelece a proibição geral da discriminação. As autoridades alemãs continuam com objeções na hora de deixar de fazer distinções sobre a base da nacionalidade, por exemplo, em relação aos benefícios sociais cuja aplicação é contrária ao Protocolo nº 12.
Motivações racistas não foram inclusas no Código Penal alemão como circunstância agravante de um crime. Duas iniciativas neste sentido foram bloqueadas em 2008 e em 2012 pelo Conselho Federal da Alemanha. E ainda, segundo uma apreciação do Conselho Europeu, o ódio e a incitação ao ódio desfrutam, na Alemanha, de um “considerável grau de impunidade”, conforme informou a publicação semanal Der Spiegel. Os colégios alemães adverte um informativo da Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância, constituem um alarmante criadouro de ódio baseado na etnia e na orientação sexual, sem que exista uma estratégia federal que esclareça sobre esses assuntos e estipule tolerância.
A Lei de Igualdade no Tratamento (AGG) alemã não menciona explicitamente os critérios de língua e nacionalidade como motivo de discriminação passível de punição, brecha normativa que prejudica muitas crianças espanholas nos colégios alemães, onde são discriminados inclusive por parte dos professores e de outros alunos porque, ainda recém-chegados, não sabem falar alemão corretamente.
Segundo dados do informativo “Jovens na Alemanha como responsável e vítimas da violência”, do Ministério do Interior germânico, um em cada sete adolescente alemães, 14,4%, se consideram “muito racistas diante dos estrangeiros”, e 30% responderam “sim” ao serem questionados se há estrangeiros em excesso no país. Essa pesquisa também mostra que 5% dos 44.600 jovens de quinze anos consultados são membros de algum grupo de extrema direita e que 6.4% dos adolescentes homens têm pontos de vista antissemita.

A maior proporção de neonazistas está no leste da Alemanha, antiga região comunista, onde mais dos 14% dos participantes do estudo tendiam a olhar o Holocausto como um fato “não horrível”, enquanto um número similar acreditava que os judeus, por seu comportamento, não foram totalmente inocentes.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O TEMPO GEOLÓGICO



Na idade média, o conceito de tempo geológico era visto como algo curto, porém a curiosidade humana sempre faz o homem se questionar e junto com o avanço na ciência, química e física, os naturalistas puderam ter parâmetros diferentes ao observarem alguns processos que a Terra sofria. Um deles foi James Hutton que introduziu a teoria do uniformitarismo demonstrando uma Terra dinâmica e antiga havendo assim um debate intelectual, pois uma grande parte ainda pensava que tudo originava-se de grandes catástrofes e que sua existência não poderia ser tão longa. Assim Abraham Werner apresentou a teoria do surgimento das rochas a partir de um oceano primitivo recebendo apoio da igreja. Porém Charles Lyell consegue demonstrar a eficácia do uniformitarismo e apesar de incorreta a teoria de Werner conseguiu influenciar a estratigrafia de Nils Stensen, a qual, estuda as camadas rochosas sedimentares para a definição da ordem original de sucessão e a ordem de deposição dos extratos. Nesse contexto baseando-se no uniformitarismo William Smith cria primeiro mapa geológico de acordo com a correlação de fosseis que apresentam mudanças progressivas e que representam a evolução biológica o que vem dar ênfase as observações feitas por Darwin sobre a evolução das espécies através de transformações.Para obter-se a idade da Terra surgiram argumentos como os de Kelvin sobre a idade do sol e o resfriamento da terra, o de acumulação de camadas de rochas sedimentares e Edmound Hally tentou por extrapolação a salinidade dos oceanos.Atualmente utilizam-se as datações relativas e absolutas baseando-se nas correlações entre camadas e decaimento radioativo.Dessa forma obteve-se uma escala de tempo geológico que é aceita mundialmente segmentada em divisões com unidades crescentes de tempo, são: éon, era, período, época e idade. Éon significa um intervalo de tempo muito grande, a história da terra está dividida em quatro éons: Hadeano, Arqueano, Proterozóico e Fanerozóico.
Com exceção do Hadeano, são divididos em Eras. Uma Era geológica é caracterizada pela distribuição dos continentes e oceanos e como os seres vivos nela se encontravam, por sua vez, são divididas em Períodos que se subdividem em Épocas que são intervalos menores dentro do período. Algumas épocas também podem ser divididas em idades.

A MAGNITUDE DO TEMPO GEOLÓGICO


Durante a existência do ser humano, várias maneiras de se "contar" o tempo geológico foram idealizadas. As primeiras propostas, anteriores ao Iluminismo e à revolução industrial, eram baseadas nas escrituras bíblicas e promulgavam que a Terra teria aproximadamente 6.000 anos. O Arcebispo Usher (1581-1656), declarou que a Terra teria sido criada na noite anterior ao dia 23 de Outubro, um Domingo, do ano 4004 antes de cristo.
O tempo geológico começa a ser contado a partir do momento que a Terra alcançou sua presente massa. Provavelmente, este era o mesmo ponto em que a crosta sólida da Terra se formou de início, mas não se tem rochas que datem deste tempo inicia
Em 1830 Charles Lyell, introduziu o conceito de tempo ilimitado e fundou a Geologia Histórica. Atualmente, a rocha mais antiga da Terra, datada por espectrômetro de massa, tem idade 3,96 ba. E as rochas datadas mais antigas foram as da lua e de meteoritos, com idades na ordem de 4,6 bilhões de anos
A história da terra está hierarquicamente segmentada em divisões para descrever o tempo geológico. Com unidades crescentes de tempo, as divisões geralmente aceitadas são eon, era, período, época e idade.

METÓDOS DE DATAÇÃO

IDADE RELATIVA
A idade relativa não nos diz quantos milhões de anos a rocha tem. Ela nos informa que essa rocha é mais antiga ou mais jovem que outra ou então se ela se formou antes ou depois de um determinado evento geológico.

1. Princípio da superposição – em uma sequência de camadas de rocha não deformadas cada camada é mais jovem do que aquelas que estão abaixo dela e mais antiga do que as que estão acima.

2. Princípio da horizontalidade original – as formações sedimentares são depositadas originalmente na posição horizontal. Qualquer mergulho que elas apresentem é resultado de posterior dobramento ou basculamento.

3. Princípio da continuidade lateral original – sequencias estratigráficas idênticas expostas em lados opostos de um vale devem ser interpretadas como restos de camadas que já foram contínuas na área na qual o vale foi aberto.

4. Princípio das relações de interseção – qualquer rocha que foi cortada por um corpo intrusivo ígneo ou por uma falha é mais antiga que o corpo ígneo ou a falha.

5. Critérios Biológicos -  Fósseis são úteis porque certos conjuntos de espécies são característicos de determinadas épocas geológicas. Se a rocha contém fósseis, sua idade será a idade desses fósseis. Isso é muito simples, mas é um método com enormes limitações. Nem toda rocha contém fósseis; as ígneas, por exemplo, nunca os têm. E, mesmo quando a rocha contém restos ou vestígios de animais ou plantas, eles podem ser de difícil obtenção.

IDADE ABSOLUTA
A idade absoluta é aquela que nos diz, com maior ou menor grau de certeza, há quantos milhões ou bilhões de anos a rocha se formou. Este processo de datação, normalmente, é feito em milhões de anos e consiste na determinação da idade de formações geológicas ou acontecimentos, em valores numéricos.
    
1. Datação Radiométrica. Esta datação, consiste na desintegração de isótopos radioativos naturais. Quando a percentagem de isótopo-pai é elevada a rocha em estudo é mais recente, mas quando a percentagem de isótopo-filho vai aumentando, a rocha vai sendo mais antiga. A designação que se dá ao tempo que é necessário para que se dê a desintegração de metade do número de átomos iniciais da amostra em estudo, é de Semivida.

DIVISÕES E SUBDIVISÕES
Essas subdivisões foram estabelecidas ainda antes do desenvolvimento dos métodos de datação absoluta. As subdivisões de tempo definidas, portanto, não representam intervalos de tempo equivalentes, mas refletem a possibilidade de desvendar os detalhes da evolução geológica em todos os tempos. O registro geológico mais recente é mais completo e apresenta maior número de fósseis, permitindo delimitar intervalos temporais menores. O registro da evolução geológica antiga é muito mais fragmentado e com a ausência de fósseis possibilita apenas a delimitação de intervalos de tempo maiores, marcados por grandes eventos globais. 


A palavra éon significa um intervalo de tempo muito grande, indeterminado. A história da Terra está dividida em quatro éons: Hadeano, Arqueano, Proterozóico e Fanerozóico.
Com exceção do Hadeano, todos os éons são divididos em eras. Uma era geológica é caracterizada pelo modo como os continentes e os oceanos se distribuíam e como os seres vivos nela se encontravam.
O período, uma divisão da era, é a unidade fundamental na escala do tempo geológico. Somente as eras do éon Arqueano não são divididas em períodos.
A época é um intervalo menor dentro de um período. Somente os períodos das eras do éon Proterozóico não são divididos em épocas.
Das mais antigas para as mais jovens as eras geológicas são as seguintes:

Éon Hadeano (seu nome vem do grego Hades, que significa "inferno") -  Dificilmente pode ser caracterizado em escala temporal, tendo somente como prova de sua existência as rochas lunares. O mais antigo éon, não possui subdivisão formal pela ICS.
         Fase da história da terra iniciada há 4,54 bilhões de anos, quando começou a formação dos planetas do nosso sistema solar. Terminou há 3,85 bilhões de anos, quando aparecem as primeiras rochas.

Éon Arqueano ou Arcaico - Começou há 3,85 bilhões de anos, com a formação das primeiras rochas, e terminou há 2,5 bilhões de anos. O interior da Terra, era, no início desta fase de sua história, muito quente, com um fluxo de calor era três vezes maior que hoje. Na superfície, porém, as temperaturas não eram muito diferentes das atuais, porque, acreditam os astrônomos, o Sol era 1/3 menos quente que hoje.
Das rochas formadas nesse éon, poucas existem hoje, devido às grandes transformações que a crosta terrestre sofreu desde então. São rochas principalmente ígneas intrusivas e metamórficas. A atividade vulcânica era consideravelmente maior que hoje. Não houve grandes continentes até a fase final desse éon, apenas pequenas porções de terra que não conseguiam se unir em massas maiores dada a intensa atividade geológica do planeta. A atmosfera era rica em dióxido de carbono (CO2) e praticamente sem oxigênio.
A vida no Arqueano já existia, mas era representada provavelmente pelos procariontes, organismos unicelulares primitivos, que não apresentavam seu material genético delimitado por uma membrana. Os eucariontes, animais em que o núcleo da célula está rodeado por essa membrana, não foram identificados em rochas desse período, mas podem ter existido e não terem ficado preservados. Cianobactérias formaram “tapetes” que ficaram preservados até hoje, e que são os estromatólitos.

Era Eoarqueano (3,85-3,6 bilhões de anos) - Fase em que a Terra era ainda muito bombardeada por meteoritos. Marcado pelo início das primeiras formas de vida unicelulares (Procariontes), entre 3 bilhões e 850 milhões atrás, aproximadamente. A escassez generalizada de rochas do Eoarqueno é explicada pela quantidade de detritos presentes dentro do sistema solar inicial. A Terra estava coberta em sua maioria por com água, vulcões e ilhas vulcânicas que surgiam por toda sua extensão. Os oceanos eram verdes e ácidos, devido ao compostos de ferro dissolvido e o céu era laranja por causa da alta concentração de amônia, metano e dióxido de carbono.

Era Paleoarqeano (3,6 a 3,2 bilhões de anos) - Quando surgiram os primeiros continentes. Mais para o final desta era, pode ter se formado um supercontinente, chamado Vaalbara. Alguns cientistas acham que ainda não havia placas tectônicas se movendo, mas outros acreditam que elas existiam e que sua movimentação era mais intensa que hoje. Bactérias de 3,46 bilhões de anos bem preservadas foram encontradas na Austrália.

Era Mesoarqueano (3,2 a 2,8 bilhões de anos) - No final desta era, o supercontinente Vaalbara começou a se partir. Os estromatólitos proliferavam na Terra.

Era Neoarqueana (2,8 a 2,5 bilhões de anos). Era em que a tectônica de placas pode ter sido bastante similar à de hoje. Há bacias sedimentares bem preservadas e evidência de fraturas intracontinentais, colisões entre continentes e eventos orogênicos de âmbito global bem disseminados. Pode ter surgido e sido destruído um supercontinente, se não vários. A água era predominantemente líquida e havia bacias oceânicas profundas que dariam origem a formações ferríferas bandadas, depósitos de chert, sedimentos químicos e basaltos na forma de pillow lavas (lavas em forma de almofadas).

Éon Proterozóico (do grego proteros = anterior + zoikos = de animais) -  Começou há 2,5 bilhões de anos e estendeu-se até 542 milhões de anos atrás. São dessa época rochas como as que formam o Gran Canyon, no Colorado (EUA).
Foi uma fase de transição, em que o oxigênio se acumulou na litosfera, formando óxidos, principalmente de silício e ferro. As camadas de óxido de ferro formaram-se sobretudo em torno de 2,5 a 2 milhões de anos.
Surgem os eucariontes e, um bilhão de anos atrás, muitos outros tipos de algas começaram a aparecer, incluindo algas verdes e vermelhas.
Cerca de 900 milhões de anos atrás os continentes estavam reunidos numa única massa, chamada Rodínia, que acabou se fragmentando no final desse éon, originando os paleocontinentes Laurentia, Báltica e Gonduana.

Era Paleoproterozóica (de 2,5 a 1,6 bilhões de anos) - Quando surgiram os primeiros seres eucariontes.

Período Sideriano (do latim sider = ferro) -  É o período da que está compreendido entre 2 bilhões e 500 milhões e 2 bilhões e 300 milhões de anos atrás, aproximadamente. Este período foi marcado pela fotossíntese oxigenada. Como os outros períodos de seu éon, não se divide em épocas. É caracterizado como um período de "calmaria" tectônica. Alguns elementos químicos (p. ex. Fe e U) começaram a reagir com o oxigênio dissolvidos em lagos e oceanos e iniciou-se o processo de oxidação.

Período Riaciano - É o período que está compreendido entre 2 bilhões e 300 milhões e 2 bilhões e 50 milhões de anos atrás, aproximadamente. É marcado pela Glaciação Huroniana, a mais antiga da qual há vestígios, ocorreu há 2 400 a 2 100 milhões de anos, durante os períodos Sideriano e Rhyaciano do Paleoproterozoico, após a Catástrofe do Oxigênio. Foi uma das mais severas glaciações da história geológica da Terra e alguns geólogos creem que foi muito semelhante à da Terra bola de neve ocorrida no Neoproterozoico.

Período Orosiriana (do grego orosira = cadeia de montanhas) - É o período que está compreendido entre 2 bilhões e 50 milhões e 1 bilhão e 800 milhões de anos atrás, aproximadamente. Período no qual, a atmosfera está livre de oxigênio.

Período Estateriano - Compreendido entre 1 bilhão e 800 milhões e 1 bilhão e 600 milhões de anos atrás, aproximadamente e como os demais períodos de seu éon, não se divide em épocas. Neste período aconteceu a expansão dos depósitos supercontinentais.

Era Mesoproterozóica (de 1,6 a 1,0 bilhão de anos) - Era em que se formou o supercontinente Rodínia e surgiu a reprodução animal sexuada.

Período Calimiano: Compreendido entre 1 bilhão e 600 milhões e 1 bilhão e 400 milhões de anos atrás, aproximadamente. É marcado pelo surgimento das primeiras eucariontes.

Período Ectasiano - Período marcado pelo surgimento das primeiras Rhodophytas, popularmente conhecidas como "algas vermelhas", está compreendido entre 1 bilhão e 400 milhões e 1 bilhão e 200 milhões de anos atrás, aproximadamente.

Período Steniano - É o período que está compreendido entre 1 bilhão e 200 milhões e 1 bilhão de anos atrás, aproximadamente. Marcado pelo surgimento dos primeiros animais.

Era Neoproterozóica (1,0 bilhão de anos a 542 milhões de anos). 

Período Toniano (do grego tonan = extensão) - Compreendido entre 1 bilhão e 850 milhões de anos atrás, aproximadamente. Foi no período Toniano que a Terra começou a se congelar (hipótese da Terra bola de neve).

Período Criogeniano do (grego crion = frio) – É o período que está compreendido entre 850 milhões e 630 milhões de anos atrás, aproximadamente. Um período com temperaturas muito baixas e com seu oceano tendo uma capa de gelo que poderia ter em torno de um quilômetro de profundidade, acredita-se que a formação da Rodínia, um supercontinente que abrangia a maior parte da porção continental da Terra, e que quebrou-se em oito continentes cerca de 750 milhões de anos atrás aconteceu durante este período.

Período Ediacarano: período compreendido entre 630 milhões e 542 milhões de anos atrás, aproximadamente. Provém das Colinas Ediacara, no sul da Austrália – onde também foram encontrados fósseis similares, que constituem a Biota ediacarana. Foi neste período em que surgiram os primeiros corais, acredita-se que a formação da Panótia, é um supercontinente hipotético, descrito por Ian W. D. Dalziel em 1997, teria existido entre há 600 milhões de anos e até ao final do período Pré-cambriano há 540 milhões de anos.

Éon Fanerozóico - 542 milhões de anos atrás até agora. Significa vida visível, por ser o éon em que houve a grande explosão de vida no nosso planeta.

Era Cenozóica - "Cen " quer dizer recente e " Zoic " vem de "Zoo" que significa animal.

Período Quaternário (1,6 milhões de anos) - Clima flutuando entre frio e ameno. Avanços e recuos glaciais. Extinção de muitos mamíferos e aves de grande porte. Primeiros humanos modernos do gênero Homo. A era dos seres humanos.

Época Pleistoceno - Ocorreu uma grande glaciação no hemisfério norte e uma bem menor no hemisfério sul, daí ser essa época chamada de Idade do Gelo. Apareceu o hominídeo mais antigo que se conhece, o Homo heidelbergensis, há cerca de 450.000 anos.

Época Holoceno - o grupo animal dominante são os mamíferos

Período Neógeno (23 milhões de anos) - Vários surgimentos e formações de montanhas. Início de glaciação nos Hemisférios Norte e Sul. Elevação do Panamá e consequente união das Américas do Norte e do Sul. Primeiros macacos do Velho Mundo. Mamíferos pastadores em abundância. Primeiros hominídeos eretos. Grandes carnívoros. Aves e mamíferos marinhos diversificam-se.

Época Mioceno – Aquecimento.

Época Plioceno.

Período Paleógeno (65 milhões de anos) - Clima ameno a frio. Mares continentais largos e rasos. Elevação dos Alpes e Himalaia. A América do Sul separa-se da Antártida. Clima ameno a muito quente no final do período. Primeiros mamíferos insetívoros e primatas. Radiação extensiva de mamíferos e aves. Irradiação de famílias de mamíferos placentários. Primeiros macacos do Novo Mundo. Formação inicial de pradarias. Aves carnívoras gigantes, incapazes de voar, eram predadores comuns.

Épocas Paleoceno.

Época Eoceno - surgiu o cavalo primitivo, no hemisfério Norte. O cavalo atual apareceu na América do Norte, mas bem mais tarde.

Época Oligoceno - A Austrália separou-se completamente da Antártida.

Era Mesozóica - "Meso" quer dizer meio e " Zoic " vem de "Zoo" que significa animal

Período Cretáceo (135 milhões de anos, pela abundância de camadas de cré - calcário branco poroso, formado por conchas de forminífer) - Clima uniforme em todo o período. Níveis dos mares elevados. A África e a América do Sul se separam. Clímax dos dinossauros e répteis marinhos, seguido da extinção destes grupos. Início da irradiação de mamíferos marsupiais e placentários. Primeiras angiospermas. Declínio das gimnospermas. Aparecimento de muitos grupos de insetos.

Período Jurássico (205 milhões de anos, por ter sido estudado e definido pela primeira vez nos montes do Jura, localizados entre a França e a Suiça) - Clima ameno. Os níveis dos continentes são baixos com grandes áreas cobertas pelos mares. Primeiras aves. Abundância de dinossauros. Crescimento exuberante de florestas.

Período Triássico (250 milhões de anos, o nome tem a ver com a divisão em três camadas das rochas dessa idade na Alemanha, que se sobrepunham às rochas paleozóicas) - Continentes montanhosos, unidos em um supercontinente (Pangea). Extensas áreas áridas. Primeiros dinossauros. Primeiros mamíferos. Crescimento exuberante de florestas com predomínio de coníferas.

Era Paleozóica - "Paleo" quer dizer antigo e " Zoic " vem de "Zoo" que significa animal.

Período Permiano (290 milhões de anos, o nome foi dado porque as rochas desta idade situavam-se próximas à província de Perm, na Rússia) - Glaciação extensiva no Hemisfério Sul no início do período. Elevação dos Apalaches. Aridez marcante em algumas áreas. Origem das coníferas, cicadófitas e ginkgos. Desparecem os anteriores tipos de florestas. Irradiação dos répteis. O período termina com extinção em massa.

Período Carbonífero (355 milhões de anos, em virtude do grande desenvolvimento de camadas de carvão) - Clima quente com pequena variação sazonal nos trópicos. Níveis das terras baixos. Áreas pantanosas com a formação de depósitos de carvão. Irradiação dos anfíbios. Abundância de tubarões. Samambaias com esporos e árvores com "casca". Primeiros répteis. Insetos gigantes. Grandes florestas de pteridófitos.

Período Devoniano (410 milhões de anos, é uma homenagem a Devonshire, na Inglaterra onde estão expostas rochas dessa idade) - Mares na maior parte das terras, com montanhas locais. Primeiros peixes com nadadeiras raiadas e nadadeiras lobadas. Primeiros tetrápodes terrestres.

Período Siluriano (438 milhões de anos homenageia a tribo dos Silures, que habitava uma região de Gales) - Clima ameno. Topografia em geral plana. Primeiros peixes com maxilas. Primeiros invertebrados terrestres.

Período Ordoviciano (510 milhões de anos, vem de Ordovices, que é o nome de uma antiga tribo celta.) - Clima ameno. Mares rasos. Continentes em geral com topografia plana. Os mares cobrem boa parte do atual território dos Estados Unidos. Glaciação no final do período. Primeiros vertebrados (peixes sem maxila). Invertebrados marinhos em abundância. Primeiras plantas terrestres.


Período Cambriano (570 milhões de anos vem de Cambria, que é o nome latino para Gales, onde suas rochas foram primeiramente estudadas) - Extensos mares invadindo os continentes existentes. Origem de vários filos e classes de invertebrados. Primeiros cordados. Moluscos com conchas. Abundância de trilobitas.