Mostrando postagens com marcador Anna Gavalda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anna Gavalda. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

RESENHA – Je voudrais que quelqu'un m'attende quelque part (Anna Gavalda)



C'est comme un pèlerinage. À croire que ton visage est un endroit qui a marqué ma vie.

 

Anna Gavalda não decepciona, mesmo com o livro de estreia.


  


Eu gostaria que alguém me esperasse em algum lugar, em tradução literal, é uma coletânea de 12 contos sem qualquer ligação entre si. São principalmente histórias do cotidiano, que abordam diferentes temáticas (amor, raiva, frustração, vingança) e por isso o título pode induzir ao engano. Não é uma narrativa triste, bem, ao menos não todas as vezes.






 

Je lui dis que mon cœur est comme un grand sac vide, le sac, il est costaud, y pourrait contenir un souk, pas possible et pourtant, y'a rien dedans.


 

É uma ótima leitura, curtinho e escrito sem muitos rodeios. São narrativas bem elaboradas e com o humor típico da autora. Aliás, algo que eu adoro nos livros da Anna Gavalva. Terminei todos com 5 estrelas.


  

L'important ce n'est pas le lieu où on se trouve, c'est l'état d'esprit dans lequel nous sommes.

 

Comecei lendo Ensemble, c’est tout (publicado em 2004, 603 p.), inclusive foi o primeiro livro que li em francês, em 2017. Je l’aimais (publicado em 2002, 216 p.) em 2023. E agora em 2024 Je voudrais que quelqu'un m'attende quelque part (publicado em 1999, 224 p.).


 

Elle pleure pour tellement de raisons qu'elle n'a pas envie d'y penser. C'est toute sa vie qui lui revient dans la figure. Alors, pour se protéger un peu, elle se dit qu'elle pleure pour le plaisir de pleurer et c'est tout.


 

Os três livros também foram adaptados para cinema:

2007 : Ensemble, c'est tout de Claude Berri, avec Audrey Tautou, Guillaume Canet, Laurent Stocker.

2009 : Je l'aimais de Zabou Breitman, avec Daniel Auteuil et Marie-Josée Croze.

2019 : Je voudrais que quelqu'un m'attende quelque part de Arnaud Viard.


 

CONTOS:

Petites pratiques germanopratines

I. I. G

Cet homme et cette femme

The Opel touch

Ambre

Permission

De onde vem o título:"Je voudrais que quelqu'un m'attende quelque part."

Le fait du jour

Catgut

Junior

Pendant des années

Clic-clac

Epilogue


Ano: 1999 / Páginas: 224

Idioma: francês 

Editora: Diletante

 

SINOPSE




Les personnages de ces douze nouvelles sont pleins d'espoirs futiles, ou de désespoir grave. Ils ne cherchent pas à changer le monde. Quoi qu'il leur arrive, ils n'ont rien à prouver. Ils ne sont pas héroïques. Simplement humains. On les croise tous les jours sans leur prêter attention, sans se rendre compte de la charge d'émotion qu'ils transportent et que révèle tout à coup la plume si juste d'Anna Gavalda. En pointant sur eux ce projecteur, elle éclaire par ricochet nos propres existences.

 

Je voudrais… se dévide sous nos yeux comme une chanson sans refrain : germanopratineuse, femme enceinte, drague-king troublé, toute la petite foule d'Anna Gavalda circule et s'affaire, chacun selon sa tragédie quotidienne. Parfois, ce train-train sourdement mortel tombe le masque et avoue sa part noire. De rendez-vous manqués en collisions brusques, les héros d'Anna Gavalda ne savent qu'une chose : qu'on les attend. Alors ils tendent la main pour voir s'il goutte, et leur paume rencontre du plomb fondu.

   

 

sábado, 15 de abril de 2023

Resenha - Je l'aimais (Eu A Amava) – Anna Gavalda




"O perigo é pensar que temos o direito de ser felizes". 


 

Eu adoro livro assim, curtinhos e que são basicamente uma conversa entre os personagens. Esse e super simples. São menos de 160 páginas de uma narrativa fluida e pouco usual:


 

Uma conversa entre Chloe e seu sogro Pierre. O motivo? Chloe acaba de se separar do marido após ser traída por ele.  Pierre ao mesmo tempo está triste pelo filho Adrien que abandona a família e admirado com a coragem deste.


 

Com isso vocês podem esperar um pouco de literatura para quem tem pressa, edição fininha, de bolso, para ler no metrô e depois guardar na mochila sem ocupar muito espaço.


 

A maior parte do texto são diálogos, e a gente termina com a impressão de estar ali do lado, ouvindo tudo, a ironia das palavras, os risos, os infortúnios. Uma narrativa bem construída, um romance da vida real, e por ser tão real pode acontecer com qualquer um. Os assuntos tratados são bem corriqueiros, o que torna a experiencia ainda mais comovente.


 

Anna Gavalda também e escritora de um dos meus livros favoritos e um dos primeiros títulos que li em francês, ainda no Brasil: Ensemble, c'est tout (Enfim, juntos). Esse bem maior com suas mais de 500 folhas e também é um ótimo filme com a atriz de O fabuloso Destino de Amélie Poulain (Audrey Tautou). Como descobri que J’ai L’aimais virou filme quase na mesma época, já marquei de assistir.


 

A escritora é bem apreciada pelo público francês (detalhe aleatório é que moramos a 1h de distância um do outro), principalmente por conta dessa obra. Minha próxima leitura da autora será: Je voudrais que quelqu'un m'attende quelque part (Queria ter alguém à minha espera em algum qualquer).


 

Engraçado que o título no original pode levar a pensar que que seria Chloe contando de seu infortúnio, mas a escolha no português para “Eu a Amava” faz pensar que é a história de infidelidade do sogro a mais importante. No inglês deixaram mais em aberto apenas com “Someone I Loved”.


 

JE L'AIMAIS - Anna Gavalda

Ano: 2002 - Páginas: 157

Idioma: francês - Editora: J'ai lu


 

SINOPSE



Uma mulher jovem, largada há pouco pelo marido, confronta a perda no reencontro com o sogro, homem à primeira vista rígido e lacônico. Aos poucos, o ressentimento dela é invertido pela ternura dele; no lugar de farpas, eles trocam atenção. Assim, sem perceber, somos fisgados pela escrita sem ornamentos da autora, pelo modo como ela, discretamente, tinge um retrato que poderia ser só cinza. O passado imperfeito que as lembranças trazem nos leva a mudar de lado no jogo, perceber que afetos se soldam e enferrujam, dissociar desejo de culpa, não contrapor masculino a feminino. Enquanto isso, Gavalda alcança algo mais raro: liberar o amor do perpétuo romantismo sem condená-lo à banalidade.


 

A-t-on le droit de tout quitter, femme et enfants, simplement parce que l'on se rend compte – un peu tard - que l'on s'est peut-être trompé? Adrien est parti. Chloé et leurs deux filles sont sous le choc. Le père d'Adrien apporte à la jeune femme son réconfort. À sa manière: plutôt que d'accaber son fils, il semble lui porter une certaine admiration. Son geste est égoïste, certe, mais courageux. Lui n'en a pas été capable. Tout au long d'une émouvante confidence, il raconte à sa belle-fille comment, jadis, en voulant lâchement préserver sa vie, il a tout gâché. Après le départ d'Adrien, son mari, Chloé est restée seule avec leurs deux filles. Un soir elle se retrouve face au père d'Adrien, 65 ans, où pour la première fois, il se raconte et livre sa vie. Ou plutôt ce qu'il n'a pas vécu.