terça-feira, 22 de outubro de 2019

RESUMO| THE 100: LIVROS E SÉRIE




            Eu conheci a história dos Escolhidos através da série de televisão, ainda bem no começo e me apaixonei por essa aventura no espaço. Aos que assistem a série e como eu ainda preferem a primeira temporada, uma super dica de leitura são os livros em que a série foi baseada. Apesar de bem diferentes da adaptação os livros são igualmente bons, e a Kass Morgan tem uma escrita cativante.

"Mas a verdade é que as coisas mais bonitas são as que mais podem magoar."

            O segundo livro da trilogia, Dia 21 é o meu favorito e por isso acho bem superior a série. É uma leitura agradável que oferece um conteúdo interessante que não foi explorado na adaptação. Podem ler sem arrependimentos!
       Umas das minha cenas favoritas de Dia 21 é a cena final de quando os Colonos estão abandonando a nave e semelhante ao naufrágio do Titanic, a ficção se utiliza da realidade e cria um cena linda. As naves a disposição da população eram poucas então as pessoas de Phoenix (classe rica) foram as únicas que tiveram acesso no início, além disso enquanto as pessoas tentam desesperadamente entrarem numa nave em direção a Terra, há um violinista que continua tocando até Walden e Arcadia serem destruídas...


"O dia em que a maioria dos pacientes ficava mais doente. O dia 21."

            O volume 3, De Volta, encerra a jornada da humanidade de volta ao planeta Terra, com um desfecho bem elaborado e com bastante potencial para futuras continuações. E detalhe, tem algo destruidor sobre duas pessoas super importantes na série que só é revelado no livro...

"Os cem logo não seriam mais os cem"

            A  primeira temporada de The 100 é basicamente os três livros juntos e apesar da série ter ficado boa, uma temporada por livro não seria má ideia... Assisti o primeiro ano e amei, mas me desiludi com a temporada seguinte e com a protagonista. Daí que surgiu minha relação de amor e ódio com a Clarke...

Eu iludido acreditando que tinha terminado todos os livros de The 100, aí de repente surge um volume 4, Rebelião...

            Depois dos rumos da segunda temporada me senti frustrado com a série e a deixei de lado. Até que dois anos depois resolvi dar uma segunda chance, e o que vi me surpreendeu. Na terceira temporada a maior parte do tempo a série conseguiu se manter boa o suficiente, e reascendeu o meu interesse que surgiu lá atrás com aquela temporada de estreia sobre os tais "escolhidos" e toda aquela viagem rumo ao desconhecido.
            A capacidade de criar material novo me pareceu inesgotável o que tornou a terceira temporada melhor que a segunda, mas nada superior a primeiraAh, sim e essa temporada também marcou o início da versão Octavia assassina...
           


Será que alguém que já assistiu The 100 ainda consegue ouvir Radioactive do Imagine Dragons e não lembrar da Octavia saindo da nave?

            Antes de assistir a quarta temporada recebi tantos spoilers que não esperava mais nada. Felizmente não lembrei dos spoilers  e fiquei em choque com o final da temporada. E novamente surpreso com a capacidade dos produtores de adicionar conteúdo para as próximas temporadas.
            Nessa quarta temporada ficou mais evidente que The 100 funciona assim: todo mundo só fala da Clarke, Octavia e do Bellamy mas no fim das contas quem faz a parada toda funcionar é a Raven! A melhor personagem do ano é a Luna. Entra no conclave apenas pra ficar com o bunker e deixar todos os outros morrerem na radiação. Bem egoísta.
            A coisa mais chata em The 100 é que todo mundo quer sempre bancar o herói. Sério isso é insuportável e na quarta temporada parece que a Clarke e o Jasper estão competindo para o papel de personagem mais chato da série.



Apesar de ter sido uma temporada extremamente apressada, com viagens ao espaço acontecendo em menos de 3 minutos, o quinto ano da série rendeu um ano mediano.
Imitando os acontecimentos da primeira temporada mais inúmeras reviravoltas o show conseguiu uma completa revitalização, o que sem dúvida, garantindo mais estórias para contar.
A trama da quinta temporada foi muito similar as demais: o eterno embate de forças do bem e do mal que no fim das contas se mostram sendo 'farinha do mesmo saco'. O elemento 'guerra' apesar de já está visivelmente esgotado ainda é o principal motor da trama. O enredo sofre com a falta de drama e romance, mas insiste em repetir as sempre 'novas' lutas pelo poder.
            Os personagens novos e antigos compartilham das mesmas personalidades, as mesmas dores e os mesmos anseios. Poucos se destacam no decorrer nos 13 episódios, e mesmo após 6 anos de 'hiatus' quase nada evoluiu.
A morte é reservada apenas para os figurantes, o que causa zero impacto no público. Bellark nunca desapareceu completamente e continuo torcendo por: NINGUÉM...



            Com o final da sexta temporada, concluo que The 100 tem material para continuar por mais infinitas temporadas. A cada nova ano são adicionados elementos que tornam a trama cada vez mais longe de terminar. Apesar de anunciar que a próxima temporada (7ª) será a última eu vejo que ainda poderia ser explorada muita coisa. Desde outros 3 planetas além de Sanctum, até vida alienígena.
            Quem hoje vê Os Escolhidos, nunca imagina que a aventura que iniciou na volta para Terra chegaria tão longe. E quando falo de distancia me refiro a ESPAÇO e TEMPO.
            A série já experimentou de quase tudo nos roteiros das seis temporadas: brincou de distopia pós-apocalíptica, batalhas de clãs, inteligência artificial tentando dominar a humanidade (ou o que sobrou desta), e mais recentemente chegou bem perto de Carbono Alterado, e ainda prevejo que esse último ano será algo bem ao estilo de Prometheus, a busca pelo Criador no espaço. Com o formato compacto de  13 episódios é uma boa opção para maratonar, e tentar não ter uma overdose de personagem chato buscando redenção.


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CRÍTICA| 13 REASONS WHY



Antes de criticar 13 REASONS WHY é preciso ler o livro, ou assistir a série da Netflix. Eu fiz as duas coisas. Logo após a estreia da primeira temporada, a série se tornou sensação do momento para jovens e fãs de séries. O livro de Jay Asher é um fenômeno mundial há alguns anos e voltou com uma cara diferente. A série Netflix tem 13 episódios por temporada, uma coincidência com o número de razões? Acho que não!

Durante a leitura, acompanhamos a história de Hannah Baker, uma jovem que cometeu suicídio. Além disso, antes de cometer suicídio, Hannah deixou 7 cassetes e cada cassete conta um motivo que a levou a cometer suicídio.

"É necessário saber que não foi apenas um motivo, não foi um incidente isolado. Foram vários, e tudo se tornou uma bola de neve. Desde o momento em que a borboleta encontra o furação, foram diversas as tentativas de fugir. Mas no final, mesmo após uma última tentativa não foi suficiente"

A primeira temporada é um trabalho excepcional. O assunto da discussão, suicídio, é um tema muito importante do século XXI, e o autor conseguiu criar uma situação formidável para falar sobre o bullying. A abordagem me agradou muito e o desenvolvimento da história é surpreendente. Além de ser um exemplo de excelente adaptação de livro.

Confirmada uma segunda temporada, aguardei para ver que tipo de continuação dariam a  estória, diga-se de passagem desnecessária. Tentei assistir a segunda temporada assim que estreou e não consegui. Gostei muito do livro e como a primeira temporada foi adaptada. Quando a nova temporada veio, achei forçada.

Entretanto fiquei sem opção do que assistir e resolvi dar uma nova chance a segunda temporada de 13 Reasons Why. A pior coisa foi ver a Hannah versão fantasma, a trama está boa e voltar a ver a Hannah a partir da versão da história dos outros personagens é incrível, mas o Clay conversando com o fantasma da Hannah e muito sem noção.

O elenco se resumiu muito mais aos personagens masculinos e a abordagem da série para com assuntos sérios ainda soa um tanto superficial o que continua para a terceira temporada, que apesar de introduzir uma nova personagem feminina não consegue chegar a um equilibro. Novamente o final é forçado e longe da realidade.

Nunca foi preciso uma continuação, mas ainda temos uma quarta temporada para só assim encerrar o show. Nem sei o que esperar da quarta temporada....




quinta-feira, 26 de setembro de 2019

RESENHA| SINGLETASKING




Longe de ser uma de minhas leituras favoritas, livros de auto-ajuda, negócios e coach são sempre um desafio para mim. Dessa vez me obriguei a ler "Faça mais Coisas se Fizer uma de Cada Vez". Ganhei de, e presente é presente. A gente tem quer ler (a menos que seja algum livro religioso, aí pode pular)!

O próprio título já resumo bem o conteúdo do livro. São 7 capítulos com dicas para evitar os perigos de tentar fazer várias coisas ao mesmo tempo, iniciar uma tarefa e repentinamente mudar para outra sem ter finalizado a anterior. Essa falta de foco segundo a autora diminui o desempenho durante o dia e está diretamente relacionada a baixa produtividade no trabalho.

Infelizmente eu sou 100% esse indivíduo que sempre está fazendo duas, três coisas ao mesmo tempo. E realmente acabo levando muito mais tempo para concluir uma única tarefa que seja. Baseado na minha própria experiência concluo que multitasking é sim ineficaz, porém mais difícil ainda é colocar o singletasking em prática. No meu caso poso por a culpa em minha forte inclinação a impaciência e ansiedade. Não preciso citar a recorrente falta de foco também.

Preciso dar um crédito a autora, Devora Zack, que escreve de forma simples e acessível mesmo para os que não estão familiarizados com a vida em empresas de negócios. Tem bastante experiência no ramo e formação acadêmica na área.

Singletasking: Get More Done—One Thing at a Time


RESENHA| THE UPSIDE OF UNREQUITED





Depois de ler Simon vs A agenda Homo Sapiens (Com Amor, Simon) eu tive a certeza de que qualquer coisa que a Becky Albertalli escrevesse eu iria gostar. Apesar de The Upside of Unrequited ter sido escrito depois de sua obra mais conhecida é um livro igualmente fantástico.

A sensibilidade que a autora dedica aos personagens, os diálogos do tipo "ei, isso já aconteceu comigo também!" e a narrativa leve e sem pretensão são as principais características da escrita da Becky.

Ler esses romances teens se tornou um vício que mesmo tentando eu não consigo largar! São leituras rápidas, maior parte das vezes simples porém capazes de ensinar muito sobre a vida, sobre aceitar o próprio corpo, gênero, sexualidade, amizades, amor e tudo isso de forma honesta e divertida. São verdadeiramente apaixonantes!

Em "The Upside of Unrequited" ou "Os 27 Crushes de Molly" em português, acompanhamos a história da Molly, que tem 17 anos mas nunca beijou um garoto, ou garota. Molly já teve 26 crushes e em nenhum foi correspondida o que parece estar preste a mudar quando ela conhece o Will, um garoto meio hipster com todo potencial para ser o crush número 27 e até evoluir para mais que um simples crush... O problema é que para deixar a situação mais confusa, surge o Reid, colega de trabalho da Molly e um excelente competidor para o título de crush número 27...

"Here's the thing they don't tell you about time: there are spaces in between seconds. And sixty seconds is actually a pretty huge number. Three hundred seconds might as well be infinity seconds"

Netflix faz o favor de adaptar esse livro eu te imploro!


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

RESENHA| SANTA



Escrito no inicio do século 20, Santa é o retrato da sociedade mexicana neste período. A história da moça pobre nascida em um pequeno povoado mexicano e que acaba se tornando a prostituta mais cobiçada da Cidade do México é de causar uma subida de calor até nos leitores mais acostumados.

No livro de Federico Gamboa, Santa era uma moça pobre do interior que se apaixona por um soldado cujo batalhão estava de passagem pelo seu povoado. O amor dos dois marca o fim da inocência de Santa, que abandona pelo soldado descobre estar grávida. Rejeitada pela família por conta da gravidez, a moça sofre um aborto. Esse é o ponto de virada na vida de Santa, que decide ir para capital tentar a vida em um bordel.

A história da Santa me lembrou muito a de uma personagem da série Gabriela (2012), a Lindinalva, ou Linda como ficou conhecida no prostíbulo. Na série a Linda estava noiva de um rapaz de família, que se aproveita da inocência da moça e acaba por colocá-la em situação idêntica a de Santa.

Como prostituta mais cobiçada da capital, Santa é alvo de fofocas e uma série de mentiras a seu respeito é espalhadas por todos os bordeis. A situação piora quando a moça é atacada por uma doença misteriosa.

Do lixo ao luxo, e depois ao lixo de novo, a história dessa moça foi a minha melhor leitura em espanhol. Melhor e mais difícil. Leitura clássica na língua materna já é complicado, imagina em um segundo idioma.

RESENHA| LA IMPROBABLE TEORÍA DE ANA E ZAK







Um romance inusitado entre o garoto geek e a menina mais inteligente da escola. Dois adolescentes desenvolvendo a relação mais improvável de acontecer. Tudo em meio a correria de uma convenção de comics e um campeonato de perguntas e respostas.

A improvável teoria de Ana e Zak é uma leitura super fácil, com uma narrativa centrada em diversos acontecimentos no decorrer de pouco mais de 24 horas. Os capítulos são curtinhos e divididos entre os dois protagonistas. Foi uma leitura rápida, Brian Katcher escreve bem, e o livro é genuinamente young adult, repleto de referências a cultura pop, nerdices e um romance fofinho. Entretanto a trama não é das melhores. A ideia é boa, mas as tentativas do autor de tornar a estória mais emocionante acaba por deixar tudo muito fora da realidade.

"- No, está fuera de mi alcance. No creo tener demasiada suerte en ese sentido - me gustaría alardear, pero sé que no tengo esperanzas.

- Sí, pero mira, habían dicho que para 1990 tendríamos ciudades en la luna, pero nadie predijo que existiría el Internet ni las cámaras digitales. A veces las mejores predicciones terminan siendo erróneas y las teorías más improbables terminan haciéndose realidad."


CRÍTICA| ORANGE IS THE NEW BLACK - 7ª E ÚLTIMA TEMPORADA!





O fim do primeiro grande sucesso da Netflix! Um encerramento emocionante e necessário, em vista do desgaste que a série vinha sofrendo desde a quarta-quinta temporada.

Porém o final que assistimos está  longe de ser definitivo, deixando a possibilidade de retorno para daqui a alguns anos. Gostei do que vi, sobretudo os dois últimos episódios que contém uma carga dramática enorme.

Essa nova temporada trouxe temas bastante atuais nos EUA, o mais triste deles o caso dos milhares de imigrantes de diversas nacionalidade que escolhem os EUA como lar e acabam encarcerados em centros de detenção por estarem em situação "ilegal" no país.

Ao final de 7 temporadas, algumas detentas conseguiram passar pela experiência da prisão e se tornarem pessoas melhores, ou no mínimo dentro da lei. Outras acabaram se tornando pessoas muito piores, né Daya?

Foi de enorme satisfação voltar a ver personagens queridas que não víamos desde aquele momento fatídico de transferência de detentos na temporada 5.

Orange Is The New Black foi meu primeiro contanto com a Netflix, antes mesmo de saber o que era Netflix. Foi um show fantástico e nota 10 no quesito representatividade, um verdadeiro marco nesse sentido. Cumpriu um excelente papel, exaltou a diversidade e abriu espaço para que muitas outras produções ousassem ir além do homem/ mulher cis hétero.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

CRÍTICA| OUTLANDER - 4ª TEMPORADA



Para quem antes reclamava que a trama era muito focada no casal Claire+Jaime essa 4ª temporada é um agrado. Pela primeira vez temos um episódio completamente livre da participação da Caitriona Balfe e do Sam Heughan. Temos um episódio todinho com a Sophie Skelton e o Richard Rankin, a Brianna e o Roger como protagonistas. E podemos esperar mais do casal Brianna+Roger nas próximas temporadas, além de uma maior participação de outros personagens.


Esse quarto ano é o ano do recomeço para Claire e Jaime. Depois de 20 anos separados o casal finalmente encontra a chance de refazer a vida no Novo Mundo. Longe de ser um lugar tranquilo, e tranquilidade é uma palavra que não existe na vida desses dois, as Colônias acabam se tornando palco de momentos de perigo e reencontros inesperados...


A série continua uma ótima adaptação do material original. A temporada atual é adaptação do 4º livro da saga, intitulado Outlander - Os tambores do Outono, e até o momento é a que mais se distancia dos livros, na ordem dos acontecimentos e sobretudo com personagens assumindo arcos que diferem de suas contraparte nos livros.


Sucesso garantido, a série tem previsão de retorno no primeiro semestre de 2020 para uma 5ª temporada e já tem 6ª temporada confirmada. Provavelmente ainda terá uma 7ª e 8ª temporada, se continuar adaptando um livro por temporada (a série de livros é formada por 8 volumes).


Outlander no momento é minha maior recomendação de programa de TV. É uma super opção de romance de época, mas longe de ser apenas um romance bobo, a série é repleta de ação, aventura e paisagens incríveis. As três primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix, então corre lá e dá uma conferida...

RESENHA| CALL ME BY YOUR NAME



Sou suspeito de dizer qualquer coisa sobre esse livro por vários motivos, e o maior deles é que eu já amava a história do Oliver e do Elio antes mesmo de ler sobre eles. É de certo um dos melhores romances que eu li na vida. É a história do primeiro amor, da descoberta da própria sexualidade em uma paixão de verão que durará a vida inteira. O encontro de almas, as duas metades do pêssego.

Antes de ler o livro eu já havia assistido ao filme duas vezes. E me emocionei de igual forma em ambas as vezes. A leitura foi tudo que eu esperava. A narrativa é construída com um tom de confissão, algo bastante pessoal, como se estivéssemos lendo um diário sem permissão. Uma confusão de sentimentos que nunca conseguiria ser adaptada para o cinema. Comparações deste tipo são inevitáveis. Livro e filme possuem finais diferentes, e me atrevo a dizer que desta vez a adaptação conseguiu construir um desfecho melhor, mais real. De toda forma, meu muito obrigado ao André Aciman por presentear a humanidade com tão grande obra de amor.

“I stopped for a second. If you remember everything, I wanted to say, and if you are really like me, then before you leave tomorrow, or when you’re just ready to shut the door of the taxi and have already said goodbye to everyone else and there’s not a thing left to say in this life, then, just this once, turn to me, even in jest, or as an afterthought, which would have meant everything to me when we were together, and, as you did back then, look me in the face, hold my gaze, and CALL ME BY YOUR NAME”


RESENHA| LA LECCIÓN DE AUGUST (EXTRAORDINARIO)






São poucos os livros que eu li mais de uma vez na vida. Quando isso acontece é como o caso de Extraordinário, que eu li pela primeira vez em 2013 e reli agora, 6 anos depois, em outro idioma.

A vida do Auggie é um desses exemplos de superação capaz de inspirar qualquer pessoa. Guardo um carinho enorme por essa estória. E acredito que deve ser obrigação de todo leitor ter contato com essa obra. Se engana quem pensa que é um livro para crianças. Extraordinário nos ensina muito sobre empatia e ser amigável. A respeitar as diferenças e sempre tentar ser gentil com as pessoas.

Acredito que meu exemplar em português é o livro mais emprestado da minha coleção. A prova disso é que o pobrezinho está em bem acabado. É uma leitura fácil, com poucas páginas e capítulos bem curtinhos.

“Se nos debería recordar por las cosas que hacemos. Las cosas que hacemos son las cosas más importantes de todas. Son más importantes que lo que decimos o que nuestro aspecto. Las cosas que hacemos duran más que nuestras vidas… Las cosas que hacemos están hechas de los recuerdos que la gente tiene de ti. Por eso tus actos son como tus monumentos. Están construidos con recuerdos y no con piedras.”

L E I A

quarta-feira, 17 de julho de 2019

RESENHA| OUTLANDER: Os tambores do outono



O quarto volume desta saga épica continua surpreendendo. 1100 páginas divididas em duas partes e uma história que mais uma vez atravessa o tempo e espaço para mostrar a força do amor. E ao que parece a força do amor entre Claire e Jamie é inesgotável, assim como a habilidade da Diana Gabaldon de escrever sobre eles.

Confesso que fiquei um pouco apreensivo imaginando a motivação da autora para escrever um quarto livro e o que esperar de isso tudo. Outra vez não houve decepção. A trama é bem construída interligando passado, presente e futuro e uma forma cativante. Os detalhes são essenciais quando o assunto é Outlander. Nada acontece por acaso e a autora não cansa de mostrar isso.

Diana Gabaldon é mestra quando o assunto é romances históricos, seja na Escócia, Índias ou América. Nesta nova aventura o foco da narrativa deixa de ser meramente sobre Claire e Jamie e passa a envolver também a filha do casal, Brianna e o namorado Roger. A descoberta de Brianna em 1970 de que um incêndio no século XVIII acabaria com a vida de seus pais, leva a garota a tomar uma decisão drástica e atravessar o círculo em Craigh na Dun e avisar os pais sobre o incêndio fatal. Sem conseguir impedi-la do perigo da travessia, Roger resolve segui-la e apesar dos desencontros o destino guarda fortes emoções a esse novo casal rumo ao desconhecido.

Continuo recomendando OUTLANDER não somente para os que gostam de romance, mas também ficção, aventura e ação. As 3 primeiras temporadas da série de TV estão disponíveis na Netflix, e o material adaptado é bem fiel ao original.

terça-feira, 2 de julho de 2019

DIFERENÇAS ENTRE TURFA, TUFA, TURFO E TUFO



 TURFA

Carvão é o nome dado a diversas rochas sedimentares passíveis de uso como combustível, constituídas de um material heterogêneo originado de restos vegetais depositados em águas rasas, protegidos da ação do oxigênio do ar.  Do ponto de vista químico, os carvões caracterizam-se pelo alto teor de carbono, normalmente 55% a 95%. De acordo com esse teor, têm-se, dos tipos menos ricos para os mais ricos em carbono: turfa, linhito, hulha (ou carvão betuminoso) e antracito.
A turfa é um tipo de carvão húmico, e como tal é considerada uma rocha sedimentar de origem biogênica. Consiste de camadas fracamente consolidadas de várias misturas de plantas herbáceas, visíveis à olho nu e matéria mineral. Arde com chama fuliginosa e cheira a ervas secas queimadas. A porcentagem de carbono varia entre 55% a 60% tendo um alto teor de água e outras impurezas.

TUFA

A tufa calcária é uma rocha calcária muito porosa.Forma-se quando a água flui à superfície das regiões calcárias carregada de carbonato de cálcio dissolvido, ao encontrar-se com a atmosfera, ocorrendo a liberação do CO2 dissolvido (processo favorecido pela existência de vegetação), pelo que a componente calcária precipita, formando a rocha.A precipitação do carbonato de cálcio se dá pela perda de pressão e de temperatura da água.
É uma rocha muito leve e fácil de ser cortada a partir do solo, de modo que é fácil de trabalhar. É uma rocha bastante utilizada em trabalhos de esculpir.Sua coloração pode variar em função da presença de outros metais na água, indo do branco ao amarelo, até mesmo marrom ou preto. Vestígios da flora e fauna local pode ser encontrada no interior destes calcários.
Tipicamente apresentam granulação fina, alta porosidade, predomínio de cálcio em relação ao magnésio nos carbonatos, presença de restos de vegetais, de animais e baixos teores de terrígenos.

TUFO

O tufo é uma rocha sedimentar esponjosa de origem química que, em regra, deixa ver os órgãos vegetais, conchas, etc. sobre os quais fez o deposito.Possui baixa densidade, reduzida consistência intergranular que se traduz na presença de grãos (ou partículas de qualquer natureza) facilmente desagregáveis.Podem ser de dois tipos:

Tufo vulcânico: rochas piroclásticas originadas da consolidação de grãos finos que estiveram soltos, é uma rocha relativamente fácil de cortar e de esculpir, só que, como se forma apenas em erupções submarinas pouco profundas e sujeitas a erosão inicial, é relativamente raro. Seus componentes possuem diâmetro inferior a 4 mm. A maioria possui de 0,062 a 2 mm. Quanto à composição dos fragmentos, podem ser:

·         Vulcânico cristalino — O tufo vulcânico cristalino possui em sua composição mais de 75% de cristais vulcânicos e fragmentos de cristais ejetados.
·         Tufo vulcânico lítico — No tufo vulcânico lítico predominam fragmentos de rochas cristalinas geradas do resfriamento rápido dos materiais vulcânicos.
·         Tufo vulcânico vítreo — Mais de 75% da composição do tufo vulcânico vítreo é constituída por cinza vulcânica endurecida.

Tufo calcário: é uma rocha esbranquiçada originada a partir de sedimentos em água doce ou água subterrânea percolante, cujo depósito de carbonato de cálcio incorpora plantas e conchas ao longo do tempo. O travertino é um tipo mais compacto do tufo calcário.
    
TURFO
Não existe significado para a geologia.




REFERÊNCIAS

O TUFO VULCÂNICO NA CONSTRUÇÃO FAIALENSE. Disponível em <http://geocrusoe.blogspot.com.br/2008/05/o-tufo-vulcnico-na-construo-faialense.html>. Acessado dia 01/08/2016.
PRESS, F, SIEVER R.,GROTZINGER, J. & JORDAN, T. H., 2006. Para Entender a Terra. Tradução RualdoMenegat, 4 ed. – Porto Alegre: Bookman.
TEIXEIRA, Wilson (org.)  et. al; Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000.
TOLEDO, Sérgio L. V;Caracterização das tufas calcárias quaternárias de Ourolândia, Bahia; Universidade Estadual Paulista - UNESP, Rio Claro.



segunda-feira, 13 de maio de 2019

RESENHA| O MITO DA MATURIDADE EM SEDIMENTOLOGIA E ANÁLISE DE PROVENIÊNCIA



Plausible hypotheses often became established as generally accepted facts by the mere passage of
time and the lack of a direct challenge1.
R. Dana Russel (1937)

Neste artigo publicado em 2017 pelo Journal of Sedimentary Research na seção de trabalhos sobre novas perspectivas para a sedimentologia, o renomado cientista Eduardo Garzanti põe em cheque um dos maiores paradigmas da sedimentologia, e por que não dizer da geologia? Fundamentado em quais estudos científicos chegamos à conclusão de que os grãos de areia modernos se tornam mais facilmente arredondados dependendo do tipo de transporte? Em poucas linhas Garzanti apresenta-nos o paradigma em sua totalidade, indo mais longe e ainda discutindo assuntos como a maturidade textural, e como esta tem pouco a dizer sobre a energia e transporte do meio.

Antes de aprofundar-se propriamente sobre o tema, o autor busca definir o que se trata um mito, significância essencial para o entendimento do paradigma. De uma maneira geral, mito é uma narrativa que busca dar sentido para origens misteriosas e funcionamento da natureza. Na geologia os conceitos míticos tornaram-se mais utilizados conforme regredimos no tempo e tentamos explicar fenômenos que ocorreram no Paleozoico e Pré-Cambriano. Pode acontecer também teorias científicas expressas na linguagem de mitos, como a reunificação dos continentes Pangea ou a Teoria Terra Bola de Neve.

De volta a Petrologia Sedimentar, temos o mito que durante o transporte, minerais como olivina, piroxênio, anfibólio ou feldspato são rapidamente eliminados, enquanto os sobreviventes tornam-se cada vez mais arredondados, o que acaba por dar uma noção de distância da fonte desses sedimentos. Em simples palavras os sedimentos aumentam sua “maturidade” ao longo do tempo através de uma série de processos como se seu destino fosse alcançar um estágio final de perfeição representado por grãos de quartos na forma de esferas de igual tamanho.

A explicação de forma simples acabou se tornando popular por conta das razões plausíveis ao invés de evidências observacionais. Tal paradigma evolucionista muito se assemelha a teoria da evolução na biologia, entretanto em sedimentologia o conceito de maturidade caminha para um ponto em que o sedimento tende a adquirir uma forma final inerte e estável.

A partir dessa ideia do mito, palavra que inclusive o autor não se cansa de usar quando se refere às ideias já amplamente aceitas na Geologia, o artigo aborda a limitação dos processos físicos na determinação do enriquecimento progressivos dos grãos relativamente mais duráveis tanto pré deposicionais quanto pós deposicionais. Dessa forma Garzanti divide seu trabalho em duas partes, a primeira que se encarrega em apresentar os ‘equívocos’ do conceito de maturidade mineralógica e seus determinantes e a segunda, sobre os ‘equívocos’ do conceito de maturidade textural.

O autor baseado em seus próprios estudos realizados anteriormente e apoiado em trabalhos de diversos outros autores (cerca de 130 trabalhos referenciados) não tem medo de polêmica e assume francamente os resultados de suas pesquisas. Sobre o intemperismo químico é sucinto e não tem papas na língua ao dizer que não passa de “a hyperbole that betrays mythical thinking2”. No que tange a abrasão mecânica afirma categoricamente “sediments do not ‘‘mature’’ during physical transport in water3’, sobre o grau de seleção dos sedimentos pela água afirma ‘hydrodynamic processes in the depositional environment can modify drastically the mineralogical composition of a sediment locally4’. Uma série de outras afirmações são apresentadas no escopo do trabalho, sendo umas das principais que ‘sediments do not ‘‘mature’’ during recycling5.

Longe dos laboratórios de pesquisa, a popularidade do conceito de maturidade é, sobretudo, uma ideia tendenciosa a partir da concepção comum para explicar por que as partículas de sedimentos detríticos mais finos são usualmente compostas de quartzo. A representação ideal do mito é principalmente observada em desertos, mas por conta dos longos períodos de atividade eólica, isso resultando, portanto de abrasão mecânica.

Essa ideia é atualmente bastante contestada pela falta de arenitos modernos quartzosos que hoje estão condicionados a ambientes bastantes específicos, principalmente hiperúmidos que no passado pode ter sido o responsável pela depletação de minerais menos estáveis e consequentemente enriquecimento do quartzo.

Ao fim da argumentação, Garlanzi volta a questionar o paradigma, apresentado-o agora com um ideal de pureza comum em todas as culturas e religiões, que sempre atraiu a mente humana a ponto de se tornar até mesmo uma obsessão criminal. A partir desse ponto de vista, o processo de maturação como geralmente é visualizado na sedimentologia pode ser percebido como um longo ritual de purificação, representado por dois extremos totalmente opostos que por fim nada mais é que uma representação dualista da natureza.

We need curiosity and spirit of observation to go beyond the comfort provided by armchair
representations of nature6.
Eduardo Garzanti (2017)

1Hipóteses plausíveis muitas vezes se estabeleceram como fatos geralmente aceitos pela mera passagem do tempo e a falta de um desafio direto.
2Um exagero que trai o pensamento mítico.
3Os sedimentos não amadurecem durante o transporte físico na água.
4Processos hidrodinâmicos no ambiente deposicional podem modificar drasticamente a composição mineralógica de um sedimento localmente.
5Os sedimentos não “amadurecem” durante a reciclagem.
6Precisamos de curiosidade e espírito de observação para ir além do conforto proporcionado pelas representações da natureza.

RESENHA| GEOLOGIA DO ESTADO DE RORAIMA, BRASIL

O trabalho escrito pelos geólogos Nelson Reis, Lêda Maria Fraga, Mário Sérgio Faria e Marcelo Almeida foi publicado em forma de artigo científico na edição número 2-3-4 do ano de 2003 da revista Géologie de la France. O texto intitulado “Geologia do Estado de Roraima, Brasil” conta com 13 páginas de um rico material sobre a geologia roraimense, com destaque para a geologia estrutural da região, o Cráton Amazônico e o Escudo da Guianas.

Roraima é uma região bem diversificada em domínios litoestruturais e, por conseguinte em tipos litológicos. São reconhecidos 4 desses domínios, a) Urariquera (WNW-ESE a E-W), terreno vulcano-plutônico-sedimentar em 1,98-1,78 Ga; b) Guiana Central (NE-SW), cinturão de alto grau em 1,94-1,93 Ga e Associação AMG (1,5 Ga); c) Parima (NW-SE a E-W), terreno granito greenstone em 1,97-1,94 Ga e d) Anauá - Jatapu (NW-SE, NE-SW e N-S), terreno granito-gnáissico em 2,03-1,81 Ga.

O Domínio Urariquera ocupa o quadrante nor-nordeste de Roraima e revela um importante arranjo de lineamentos estruturados em EW a WNW-ESE e NW-SE, onde predominam granitos e vulcanitos em corpos alongados, bem como extensa cobertura sedimentar junto à fronteira com a Guiana e Venezuela. A su-sudoeste do domínio ocorrem rochas metassedimentares.

A porção centro-norte de Roraima com prolongamento através da Guiana e Suriname é denominada de Domínio Guiana Central. Assinala lineamentos estruturais NE-SW, impressos em unidades litológicas do Paleo e Mesoproterozoico. Seus limites ao norte e sul estão em grande parte encobertos por sedimentos cenozoicos ou obliterados por intrusões graníticas.

O Domínio Parima recobre a porção oeste de Roraima e revela uma forte estruturação NW-SE a E-W (mesopotâmia Mucajaí - Urariquera). O arcabouço estrutural E-W, mais a leste do domínio é similar àquele do Domínio Urariquera e sugere sua integração em um arranjo de zonas de cisalhamento em um quadro de esforços transpressivos.

Por último, o Domínio Anauá – Jatapu recobre o quadrante sudeste de Roraima e articula-se em um arranjo de lineamentos com direções NW-SE e NE-SW. Os autores optam por adotar uma divisão de Almeida et al. (2002) que distinguiram duas principais áreas de ocorrência de granitos neste domínio: o Terreno Martins Pereira–Anauá, localizado na parte norte e nordeste, e unidades com idades entre 2,03 Ga (Complexo Metamórfico Anauá) a 1,96 Ga (Grupo Uai-Uai, Granito Serra Dourada e Suíte Intrusiva Martins Pereira). E o Terreno Igarapé Azul - Água Branca na porção sudoeste do DAJ, caracterizado por granitos calci-alcalinos com idades situadas no intervalo 1,88 a 1,90 Ga (granitos Igarapé Azul e Água Branca).

A região desempenha papel importante no entendimento da evolução do Cráton Amazônico e das principais características geotectônicas do escudo da Guiana, motivos suficientes para despertar o interesse de estudo de geólogos do Brasil inteiro para a região. Uma das questões pertinentes ao Cráton Amazônico está no reconhecimento de terrenos granito-gnáissicos de idade/herança arqueana ou transamazônica e pós-transamazônica.

Assim, o trabalho de Reis e colaboradores apresenta de forma mais concisa uma série de dados sobre o Cráton Amazônico acumulados no decorrer de vários anos de pesquisa por diversos autores. O diferencial da abordagem do artigo é a tentativa de integrar esses dados geológicos, geocronológicos e estruturais culminando na apresentação de novas informações para a evolução crustal do estado.

Além de apresentar fortes correlações entre os domínios litoestruturais de Roraima, a referência traz novos intervalos de idade correspondente a cada província, e reavalia algumas datações anteriores que atualmente foram obtidas novamente por métodos geocronológicos mais precisos. Diante dessa perspectiva, o texto é um ótimo aparato das novas contribuições geocronológicas para o Cráton Amazônico, avaliando os múltiplos registros de intensa deformação e metamorfismo e como a interpretação destes é essencial para uma melhor caracterização da região. Por fim, esse conhecimento é indispensável para trabalhos de mapeamento do Estado de Roraima.

RESENHA| A REVIEW OF THE RELATIONSHIPS BETWEEN GRANITOID TYPES, THEIRORIGINS AND THEIR GEODYNAMIC ENVIRONMENTS



O artigo intitulado "Uma revisão das relações entre tipos de granitóides, suas origens e seus ambientes geodinâmicos" foi escrito por Bernard Barbarin e publicado pela Revista Científica Elsevier no ano de 1998.
O trabalho aborda principalmente a classificação dos granitos e a correlação destes com o ambiente de formação. A fundamentação para esse tipo de correlação, parte do pressuposto que os principais tipos granitoides não são aleatoriamente distribuídos nos vários ambientes geodinâmicos. Segundo o autor, há evidências claras de fortes relações entre tipos granitoides e ambientes geodinâmicos. Além disso, a maioria dos ambientes geodinâmicos não é caracterizada por um único tipo granitoide.
A tipologia proposta baseia-se no conceito de tectónica de placas e a maioria dos estudos de caso referem-se a Pré-cambriano aos granitoides recentes. Granitoides mais antigos podem, no entanto, ser digitada usando os mesmos critérios que os aqueles usados para granitoides muito mais jovens, porque o paradigma tectônico placa pode ser aplicado de volta para o pré-cambriano
Esta tipologia complementa a maioria das classificações recentes porque não é com base unicamente em critérios químicos e isotópicos, mas também em campo, critérios petrográficos e mineralógicos. Tem assim a vantagem de distinguir os vários tipos granitoides no campo, na maioria dos casos.
O uso de granitoides como traçadores da evolução geodinâmica é possível a partir considerando-se que granitoides peraluminosos são de origem crustal; os granitoides «toleíticos», alcalinos e peralcalinos são de origem do manto; e ambos os tipos de cálcio-alcalino.
Dessa forma, os granitoides são de origem mista e envolvem materiais crustais e manto. Cada tipo de granitoide é gerado e colocado em um ambiente tectônico muito específico, onde cada estágio do ciclo de Wilson é caracterizado por associações típicas de granitoides.
Assim, o estudo das relações entre a origem dos granitoides e a tentativa de correlacionar estes com possíveis ambientes geodinâmicos é importante para trabalhos sobre a origem da crosta, independente do seu período de formação, desenvolvendo assim uma valiosa ferramenta para o entendimento da evolução crustal.