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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

RESENHA - OUTLANDER (O Círculo das Sete Pedras)



Outlander novamente, e desta vez um livro de contos.

O Círculo das Sete Pedras é uma coletânea com 7 histórias com personagens e períodos diferentes.

Concebidas para ser lidas de maneira independente, essas tramas se conectam com os romances principais e preenchem lacunas da vida dos personagens da saga.

Os contos são relativamente longos então sempre demorava para engatar a leitura.

Além disso, o livro em si é um dos maiores que li esse ano, daí os quase dois meses para terminar...

Eles variam muito em qualidade, principalmente no interesse que despertaram em mim.

Apenas Diana Gabaldon é a mesma, com sua escrita rica em detalhes que nos proporciona uma imersão total no texto.

Um livro que contém um pouco das aventuras dos nossos personagens favoritos e serve principalmente para diminuir a saudade da série e dos livros.

Tem romance, drama, aventura e muita ação. Uma dica de leitura para os fãs de James e Claire Fraser.

 

Minha ordem de preferência:


"O espaço intermediário", é sobre mestre Raymond, Conde Saint-Germain, e a filha da Laogharie e um sobrinho do Jaime. Basicamente traz mais informações sobre os viajantes o tempo.


"Uma folha ao vento de Todos os Santos", sobre os pais do Roger.

"Um verde fugidio", Hal, irmão do lorde John e sua esposa, Minnie. Personagens pouco conhecidos, porém um conto muito bem escrito.

"O costume militar", Lorde John.

"Virgens" James Fraser e o cunhado Ian Murray.

"Uma praga de zumbis", Lorde John.

"Sitiados" Lorde John. Sim, quase metade do livro é sobre o Lorde John e eu não aguentava mais.

O Círculo das Sete Pedras
Ano: 2021 / Páginas: 544


Sinopse em português

 

Uma magnífica coletânea de histórias do universo de Outlander – série com 28 milhões de exemplares vendidos – estrelando Jamie Fraser, lorde John Grey, Ian Murray e muitos outros personagens inesquecíveis.

“O círculo das sete pedras é Diana Gabaldon em sua melhor forma. Ela entremeia a vida dos personagens, conecta tramas e mostra vislumbres tentadores do seu vasto universo, matando um pouco da insaciável curiosidade dos leitores.” – Historical Novels Review

“Fiquei completamente encantado com a forma como Diana evoca períodos históricos e com o espírito irresistível de maravilhamento e aventura que suas palavras transmitem em cada página. Os leitores vão se deleitar.” – BookPage

Ao longo da série Outlander, Diana Gabaldon criou um mundo fascinante, amado por legiões de fãs. Agora, ela reúne sete histórias mais curtas que expandem seu universo de forma brilhante.

Concebidas para ser lidas de maneira independente, essas tramas se conectam com os romances principais e preenchem lacunas da vida dos personagens da saga. Diana também apresenta aos fãs uma cronologia geral da série, explicando a linha narrativa em que se encaixa cada história, mas dando liberdade ao leitor para apreciá-las na ordem que preferir.

Prepare-se para mergulhar ainda mais fundo no mundo mágico de Outlander!

Sinopse em inglês (Seven Stones to Stand or Fall)

 

A Collection of Outlander Short Stories

 

Among the seven spellbinding pieces there is "The Custom of the Army," which begins with Lord John Grey being shocked by an electric eel and ends at the Battle of Quebec.

Then comes "The Space Between," where it is revealed that the Comte St. Germain is not dead, Master Raymond appears, and a widowed young wine dealer escorts a would-be novice to a convent in Paris.

In "A Plague of Zombies," Lord John unexpectedly becomes military governor of Jamaica when the original governor is gnawed by what probably wasn't a giant rat.

"A Leaf on the Wind of All Hallows" is the moving story of Roger MacKenzie's parents during World War II.

In "Virgins," Jamie Fraser, aged nineteen, and Ian Murray, aged twenty, become mercenaries in France, no matter that neither has yet bedded a lass or killed a man. But they're trying. . . .

"A Fugitive Green" is the story of Lord John's elder brother, Hal, and a seventeen-year-old rare book dealer with a sideline in theft, forgery, and blackmail.

And finally, in "Besieged," Lord John learns that his mother is in Havana--and that the British Navy is on their way to lay siege to the city.

Filling in mesmerizing chapters in the lives of characters readers have followed over the course of thousands of pages, Gabaldon's genius is on full display throughout this must-have collection.




quinta-feira, 30 de novembro de 2023

RESENHA - Outlander: Diga às Abelhas Que Não Estou Mais Aqui (Go Tell the Bees that I am Gone)



Me preparando para o final!

 

1050 páginas depois e o livro 9 chega ao fim. Diana Gabaldon não cansa, e enquanto ela escrever eu vou ler.

 

“Você sabe disso. Mesmo assim, por algum motivo, nunca acha que vai ser hoje."

 

Acho que gosto de Outlander principalmente por ser uma ficção histórica. A autora faz um excelente trabalho de pesquisa e isso fica claro nas cenas muito bem descritas. Ainda tem o romance que eu adoro.

 


E se o seu futuro fosse o passado?

 

Esse livro 9 parece ser simplesmente uma preparação para o encerramento da saga. Traz ainda muitos arcos diferentes, histórias secundárias, terciárias e uma infinidade de conexões que me deixaram realmente confuso. Infelizmente um ponto negativo é justamente por isso. Muitos acontecimentos parecem se repetir várias vezes na saga.

 

"Tudo que fere você parte meu coração"

 

Apesar de ser um verdadeiro calhamaço eu li relativamente rápido. Foi sem dúvidas um livro que gostei, muito familiar, romântico, digno de pequenas intrigas, e ótimo para nos fazer esquecer a vida real, aquecer o coração, e relaxar a mente.

 


"- Você não deixa de amar uma pessoa só porque ela morreu."

 

Com é típico da Diana Gabaldon o final deixou vários ganchos para os próximos livros, muitos mistérios ainda sem resolução. Como os livros levam anos para serem escritos, o próximo só vem lá para 2025 ou 2026. Por enquanto vou tentar ler as várias outras histórias publicadas, os contos e os prequels desse universo literário fascinante.


Ano: 2022 / Páginas: 1056

Idioma: português

Editora: Arqueiro

 

Escri­tora ame­ri­cana de ascen­dên­cia mexicano-​americana e inglesa. Gabal­don é autora da famosa série Outlan­der. Os seus livros são difí­ceis de cata­lo­gar den­tro de um género espe­cí­fico, pois con­têm ele­men­tos de fic­ção român­tica, fic­ção his­tó­rica e fic­ção cien­tí­fica (sob a forma de via­gens no tempo). Os seus livros já foram publi­ca­dos em 23 paí­ses e tra­du­zi­dos para 19 lín­guas.

 


SINOPSE EM PORTUGUÊS

Jamie e Claire levaram vinte anos para se reencontrar. Agora, em 1779, o casal está finalmente reunido com a família, reconstruindo seu lar na Cordilheira dos Frasers, uma comunidade que pode protegê-los contra os gelados ventos da guerra... ou pelo menos era isso que eles esperavam.

As tensões nas colônias não param de crescer. Jamie sabe que a lealdade dos moradores da Cordilheira está dividida e que não vai demorar muito para que o conflito chegue à sua porta.

Recém-chegados do século XX, Brianna e Roger estão preocupados, achando que os perigos do futuro podem alcançá-los de alguma forma. Às vezes eles se questionam se voltar a viver em uma época tão instável foi a melhor escolha.

Não tão longe deles, William Ransom e lorde John Grey precisam aceitar sua nova vida após a revelação da verdade sobre sua família. Já mais ao norte, o jovem Ian Murray trava uma batalha entre o passado e o futuro e as duas mulheres que amou.

Com a Guerra Revolucionária se aproximando, Jamie afia sua espada e Claire aguça a lâmina do bisturi: é hora de proteger a Cordilheira.

 


SINOPSE EM INGLÊS

Jamie Fraser and Claire Randall were torn apart by the Jacobite Rising in 1743, and it took them twenty years to find each other again. Now the American Revolution threatens to do the same.

It is 1779 and Claire and Jamie are at last reunited with their daughter, Brianna, her husband, Roger, and their children on Fraser’s Ridge. Having the family together is a dream the Frasers had thought impossible.

Yet even in the North Carolina backcountry, the effects of war are being felt. Tensions in the Colonies are great and local feelings run hot enough to boil Hell’s tea-kettle. Jamie knows loyalties among his tenants are split and it won’t be long until the war is on his doorstep.

Brianna and Roger have their own worry: that the dangers that provoked their escape from the twentieth century might catch up to them. Sometimes they question whether risking the perils of the 1700s—among them disease, starvation, and an impending war—was indeed the safer choice for their family.

Not so far away, young William Ransom is still coming to terms with the discovery of his true father’s identity—and thus his own—and Lord John Grey has reconciliations to make, and dangers to meet . . . on his son’s behalf, and his own.

Meanwhile, the Revolutionary War creeps ever closer to Fraser’s Ridge. And with the family finally together, Jamie and Claire have more at stake than ever before.


CITAÇÕES FAVORITAS

 

"Você sabe que algo está para acontecer. Algo específico, difícil e ruim vai acontecer. Você visualiza esse algo e o afasta. Mas ele avança, de modo lento e inexorável, de volta para sua mente.

Você se prepara - ou acha que se prepara -, mas sente a verdade em seus ossos: não há como se esquivar, absorver ou diminuir o impacto. Quando acontecer, você estará impotente diante da situação.”

 

“Mas cada um de nós é chamado para viver sua vida nos pequenos instantes: para praticar a gentileza, arriscar os sentimentos, apostar em outra pessoa, prover às necessidades daqueles que nos são caros. Porque Deus está em tudo e vive em todos. Esses pequenos instantes são d’Ele. E Ele transformará essas pequenas coisas em glória e permitirá que a Sua grandiosidade brilhe em vocês.”

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

RESENHA – OUTLANDER, LIVRO 8 - ESCRITO COM O SANGUE DO MEU CORAÇÃO


"Eu amei outras pessoas e ainda amo muitas, Sassenach... mas é você quem guarda o meu coração inteiro nas mãos"

Oito livros. Próximo de 10 mil páginas lidas e aqui estou eu com mais uma leitura de Outlander concluída. Sem dúvidas minha história favorita. Mais de 6 anos desse relacionamento que toda vez que penso que terminou a Diana Gabaldon lança uma nova continuação.

 

Esse último volume eu tardei para terminar, e com suas quase 900 páginas é um dos mais curtos da saga. Presente da Nayara, foi o único livro que guardei da minha coleção quando vendi todos, inclusive os outros livros da série. Trouxe aqui para França, ainda que tenha começado a leitura em julho de 2021 perdi a vontade de ler diversas vezes e só terminei agora. Tardei por conta da vida e, sobretudo por conta da costumeira enrolação dos capítulos super descritivos e ainda mais os infindáveis capítulos de batalhas e personagens novos surgindo a todo instante.


Infelizmente a saga está saturada. Os acontecimentos passaram a ser muito repetitivos, inclusive coisas ruins acontecem a todo tempo e de forma muito semelhante. O livro tem bons momentos, Diana escreve uma narrativa envolvente misturando realidade e ficção, passado e presente e muito romance. A história de amor entre Claire e Jamie ainda é o centro do livro, mas fora os poucos momentos de ação quando alguém está prestes a morrer, o enredo segue monótono. Acho que é hora de dar um descanso para os dois.


UMA HISTÓRIA SOBRE AMOR


Junho de 1778. Perseguido pelas tropas de George Washington, o exército britânico está se retirando da Filadélfia. Pela primeira vez, os rebeldes têm a esperança de vencer. Mas, para Claire Fraser e sua família, há questões mais urgentes que uma revolução.


Jamie voltou dos mortos exigindo saber por que ela se casou com seu melhor amigo, lorde John Grey. Ao mesmo tempo, ele precisa enfrentar William Ransom, que está furioso porque acabou de descobrir que é seu filho ilegítimo e foi enganado por anos.

Enquanto Claire tenta impedir que seus maridos se matem, Brianna lida com os próprios problemas no século XX. Seu marido, Roger, foi para o passado em busca do filho raptado, mas na verdade o sequestrador está no presente, ameaçando a vida de sua família…

Diana Gabaldon leva cerca de 4 anos para escrever cada livro e o resultado não poderia ser outro. São enormes e você sente nas páginas a preocupação da autora em pesquisar os acontecimentos históricos e visitar os locais descritos. Esse mesmo tempo também é o que a editora Arqueiro leva para trazer a tradução para o português. Por isso, nesse momento estou em dias com a saga. O nono livro acaba de ser lançado, mas ainda sem tradução. Enquanto isso o décimo livro já está sendo escrito...

 

ESCRITO COM O SANGUE DO MEU CORAÇÃO traz alguns encerramentos importantes, mas está longe de encerrar a série. O retorno a casa é um dos momentos mais aguardados. O estado de calma que permite momentos do tempo em que a Claire fala sozinha em monólogos (Beauchamp!) que eu gosto bastante. Sem dúvidas o talento da autora é deixar o final tão emocionante que fica impossível não ansiar por uma continuação. Livro 9 vem logo!!!

Também vim do futuro para dizer que essa próxima temporada da série vai ser muito boa. Vão tratar, com atraso, de um dos melhores arcos da história, e que segue impactando a vida dos protagonistas por muito tempo. Assistam!

 

Written in My Own Heart's Blood

Outlander, Book 8

Ano: 2020 / Páginas: 896

Editora: Arqueiro

Idioma: português


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

RESENHA| UM SOPRO DE NEVE E CINZAS (OUTLANDER 6)



Resta pouco a dizer sobre a Diana Gabaldon e sua épica saga Outlander. Esse é o sexto livro da série e em todos os anteriores eu repeti a mesma coisa: essa mulher escreve de uma forma sensacional! Novamente quase 1200 páginas de texto e um romance histórico primoroso. Gabaldon pesquisa bastante antes de escrever e são os detalhes históricos somados a perfeita descrição dos costumes da época que tornam sua narrativa tão única.

 

Mesmo sendo o sexto livro, e mais de 7 mil páginas desde o início da saga, a trama mantém um frescor de livro de estreia. Consegue cativar e surpreender ao não deixar pontas soltas. Todas as perguntas em detalhes são respondidas antes do livro chegar ao fim. Coisas que pareciam não ter mais importância ressurgem para deixar a estória mais interessante.

 

O sexto livro se situa nos acontecimentos que precedem à independência das colônias britânicas e como destacado na sinopse do volume, é uma história sobre escolhas difíceis. A guerra pela libertada da América se aproxima e os caos se torna comum na Carolina do Norte. Nem mesmo a Cordilheira dos Frases cravada no interior das montanhas está imune aos conflitos entre vizinhos, saqueadores e rebeldes contra o domínio da Coroa britânica.

 

É o momento de Jamie Fraser escolher de qual lado está, sabendo as consequência futuras pois foi alertado por Claire, a viajante no tempo nascida no século XX. Além da guerra, diversos incêndios criminosos começam a se espalhar pelo interior da Colônia, colocando em xeque a nota de jornal de 1776 que relata a morte dos dois num incêndio. Seria esse o fim da jornada de ambos?




Um drama da vida cotidiana que nem de longe é comum. Gabaldon transforma pequenos acontecimentos do dia a dia em excelentes estórias. As tramas secundárias, em destaque Tom Christie e sua família e Lizzie e os gêmeos são as melhores, mas infelizmente não chegaram a ser adaptadas para a série de TV. No texto há muito mais personagens e somente alguns arcos receberam atenção no programa de TV, que optou por focar mais no Casal Jamie e Claire e mais recentemente Brianna e Roger.

 

Ainda falando sobre a série, o quinto livro é extremamente monótono apesar de suas 1200 páginas então os produtores juntaram os livro 5 e 6 na quinta temporada da série. Diferente do anterior, o livro 6 tanta ação, tanto sequestro, guerra e perseguição que fica repetitivo. Só não é pior porque se tratando de uma leitura enorme é preciso ler aos poucos então a sensação de mesmice é atenuada.

 

Por conta deste ritmo mais acelerado o começo do livro 6 foi completamente utilizado na última temporada, e somente alguns poucos acontecimentos ficaram de fora e devem aparecer na sexta temporada que promete juntar os livros 6 e 7.

 

Outro detalhe é que antes reclamávamos que os livros eram divididos em dois volumes e isso tornava o produto mais caro. Agora que a editora voltou a publicar em volume único ficou ainda pior. É incomodo de manusear um calhamaço, e a leitura leva tanto tempo para terminar que ao final o livro está todo amassado. Sem contar que o peso do livro cansa as mãos.

 

Ano: 2018 / Páginas: 1168 / Editora: Arqueiro

terça-feira, 23 de junho de 2020

RESUMO| OUTLANDER: LIVROS X SÉRIE DE TV

OUTLANDER: LIVRO 1 - TEMPORADA 1



SINOPSE OFICIAL


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.


Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro das Terras Altas, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo pelo escocês. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?


***


Outlander é tema da minha admiração por muitos motivos. Começando porque a trama é uma das melhores que eu já vi. Diana Gabaldon escreve de uma maneira única. Demonstra ter total conhecimento sobre o que está escrevendo. Entende de história, medicina, ervas e do amor.

 

Cria personagens vivos e dá vida aos que já morreram. Mescla ficção e acontecimentos reais do passado numa narrativa de tirar o fôlego. A mulher é surpreendente, tanto a escritora quanto a personagem protagonista, a Claire.

 

Sobre a adaptação, perde pouca coisa quem opta apenas por assistir. O seriado é muito fiel aos livros. Note que cada livro tem enredo fechado: começo, meio e fim, apesar de serem parte de uma série de 8 livros. Essa característica é transportada para a adaptação televisa, onde cada temporada acompanha os eventos de um único livro (talvez por enquanto). Isso serve para renovar a trama a cada nova temporada e nos deixar ávidos por uma continuação.

 

Novamente deixo minha recomendação de leitura para Outlander. É uma super opção de romance de época, mas longe de ser apenas um romance bobo, a série é repleta de ação, aventura e paisagens incríveis.

 


E para aqueles que não curtem muito o mundo dos livros, recomendo a série homônima que atualmente se encontra disponível na Netflix. Outlander no momento é minha maior recomendação de programa de TV. A recomendação é para os que gostam de romance, mas também ficção, aventura, ação mistério, intrigas, amor, sexo (e muito sexo!). É uma excelente adaptação da obra. Vale super a pena assistir.

 

Sucesso garantido, a série tem previsão de retorno para uma 6ª temporada e provavelmente ainda terá uma 7ª e 8ª temporada, se continuar adaptando um livro por temporada.


A LIBÉLULA NO ÂMBAR (LIVRO 2)

 


Vou iniciar minha fala sobre o segundo livro da série dizendo que este possui um dos melhores finais. O momento da separação da Claire e o Jamie foi um dos mais tristes que eu já li na vida. Um dos momentos mais tristes da saga dos dois é o retorno a Craigh na Dun, o círculo de pedras. Mesmo anunciada logo no início da narrativa, quando o momento chega é tão comovente e tão verdadeiro que me leva a pensar se realmente poderia existir um amor assim, capaz de sobreviver a um hiato de 200 anos de história.


A paixão que a Diana Gabaldon usa para escrever sobre a Claire e o Jamie é invejável. Cada pequeno detalhe do relacionamento dos dois é uma fonte de amor que se perpetua através do tempo, da dor e das infelicidades da vida. 


A obra como um todo é uma leitura extremamente cativante. Não somente o final é fantástico, mas todo o resto. Preciso urgentemente saber se a Claire escolhe ficar com a filha no presente ou volta para o amor da vida dela no passado. Eu particularmente voltaria... 


TEMPORADA 2

 


Assim como o livro, a segunda temporada é uma das minhas favoritas. O inicio é marcado pela indecisão da protagonista em voltar para o futuro ou permanecer no passado. Trocar o Jamie Fraser por Frank Randall. Mas o que chama mesmo a atenção são os diálogos bem elaborados em inglês e francês, e a coragem da série em não cair no comodismo das produção americanas ao mostrar personagens de outros países sempre falando inglês.

 

Também é na segunda temporada que pela primeira vez a abertura muda para incorporar elemenos da musicalidade do novo local de gravação. A música passa a ter uma parte cantada em galês ao invés do som da gaita de foles. Mudanças desse tipo acompanharão a série em todas as temporadas.

 

Catriona Balfe dá um show de atuação, sobretudo pelo episódio FAITH. A atuação dela superou a narrativa do livro, sendo um dos meus momentos favoritos de todas as temporadas. Apesar da excelente atuação, Balfe foi ser injustiçada pelo Globo de Ouro. A série voltaria ser indicada na terceira temporada, completando um total de 3 indicações sem nunca levar o prêmio. 


O RESGATE NO MAR (LIVRO 3)



Dividido em dois volumes, o terceiro livro da série A Viajante do Tempo soma mais de 1200 páginas (o maior até agora). Longe de ser uma leitura maçante, a narrativa é equilibrada e convincente.


A autora no primeiro volume busca inspiração nos romances de época e capricha no quesito "romance proibido".
Já o segundo volume vem para amarrar qualquer ponta solta que ainda restava dos dois primeiros livros. Destino e coincidência nunca foram tão presentes em outro momento da vida da Claire e do Jaime. Aventura, suspense, amor, traições e muito sexo são marcas registradas dessa jornada.


Vinte anos após a Batalha de Culloden e da dolorosa separação em Craigh na Dun, Claire está de volta a Escócia, e dessa vez na companhia da filha Brianna. Apesar de todos esses anos ter pensado que seu amado morreu em Culloden, Claire descobre evidências que Jaime continua vivo no passado. Longe de tê-lo esquecido, os anos de separação não foram capazes de apagar as lembranças do guerreiro escocês. O desejo continua vivo, e desta vez Claire terá que fazer uma escolha difícil: continuar em 1968 com Brianna, a filha dos dois ou voltar para o século XVIII e tentar reencontrar o amor da sua vida. Além da difícil decisão, ainda há os desafios de uma terceira viagem através do círculo de pedras. O tempo está passando e Claire precisa decidir novamente entre o futuro e passado.


É unânime, a Diana Gabaldon continua escrevendo com maestria uma estória que parece não se esgotar! Nessa nova fase da saga é explorado um número bem maior de lugares ao redor do mundo. Personagens novos e antigos tornam a trama tão cheia de surpresas e reviravoltas que é difícil conter a empolgação.


TEMPORADA 3

 


Outlander é uma das melhores séries do momento. A trama e o elenco são sensacionais. São 3 temporadas e nenhuma sinal de desgaste da estória. É um exemplo de adaptação bem feita. Eu, fã dos livros, não tenho nada para reclamar. Inclusive desse terceiro ano, que posso caracterizar como a temporada mais original da série até o momento. É única e em alguns momentos bastante diferente da contraparte, o que em nada prejudicou a qualidade do show. Tudo está lá, mesmo que de uma maneira um pouco diferente...

 

Foi realmente um ano decisivo para a série e diferente de tudo já presenciado pelos fãs de Outlander. Distante dos ares frios da Europa e bem mais próximo do calor dos trópicos. A equipe técnica está de parabéns pela excelente qualidade das cenas no oceano, já que grande parte desse ano aconteceu em alto mar.

 

Houve uma grande redução dos arcos paralelos, e o enredo focou principalmente no casal Claire e James, e em apresentar os personagens que terão uma maior participação na próxima temporada.

 

O melhor episódio de certeza foi o 13 (olho da tempestade). Não apenas por ter sido o último, mas por conta da atuação do Sam Heughan e da Caitriona Balfe. A maneira como a América foi apresentada aos telespectadores é formidável, com uma trilha sonora de fazer o coração tremer.


OS TAMBORES DO OUTONO (LIVRO 4)

 


O quarto volume desta saga épica continua surpreendendo. 1100 páginas divididas em duas partes e uma história que mais uma vez atravessa o tempo e espaço para mostrar a força do amor. E ao que parece a força do amor entre Claire e Jamie é inesgotável, assim como a habilidade da Diana Gabaldon de escrever sobre eles.

 

Confesso que fiquei um pouco apreensivo imaginando a motivação da autora para escrever um quarto livro e o que esperar de isso tudo. Outra vez não houve decepção. A trama é bem construída interligando passado, presente e futuro e uma forma cativante. Os detalhes são essenciais quando o assunto é Outlander. Nada acontece por acaso e a autora não cansa de mostrar isso.

 

Diana Gabaldon é mestra quando o assunto é romances históricos, seja na Escócia, Índias ou América. Nesta nova aventura o foco da narrativa deixa de ser meramente sobre Claire e Jamie e passa a envolver também a filha do casal, Brianna e o namorado Roger. A descoberta de Brianna em 1970 de que um incêndio no século XVIII acabaria com a vida de seus pais, leva a garota a tomar uma decisão drástica e atravessar o círculo em Craigh na Dun e avisar os pais sobre o incêndio fatal. Sem conseguir impedi-la do perigo da travessia, Roger resolve segui-la e apesar dos desencontros o destino guarda fortes emoções a esse novo casal rumo ao desconhecido.


TEMPORADA 4

 


Para quem antes reclamava que a trama era muito focada no casal Claire e Jaime essa 4ª temporada é um agrado. Pela primeira vez temos um episódio completamente livre da participação da Caitriona Balfe e do Sam Heughan. Temos um episódio todinho com a Sophie Skelton e o Richard Rankin, a Brianna e o Roger como protagonistas. E podemos esperar mais do casal Brianna e Roger nas próximas temporadas, além de uma maior participação de outros personagens.

 

Esse quarto ano é o ano do recomeço para Claire e Jaime. Depois de 20 anos separados o casal finalmente encontra a chance de refazer a vida no Novo Mundo. Longe de ser um lugar tranquilo, e tranquilidade é uma palavra que não existe na vida desses dois, as Colônias acabam se tornando palco de momentos de perigo e reencontros inesperados...


A série continua uma ótima adaptação do material original. A temporada é adaptação do qaurto livro da saga, intitulado Outlander - Os tambores do Outono, e até o momento é a que mais se distancia dos livros, na ordem dos acontecimentos e sobretudo com personagens assumindo arcos que diferem de suas contraparte nos livros.


A CRUZ DE FOGO (LIVRO 5)

 


- Quando chegar o dia em que tivermos que nos separar - disse ele baixinho, e virou-se para me olhar-, se minhas ultimas palavras não forem "eu amo você" saiba que isso não aconteceu porque não tive tempo.

 

Sinto que quase não tenho mais o que dizer sobre a incrível capacidade da Diana Gabaldon de contar uma boa história. A Cruz de Fogo é o quinto volume da série, e mesmo que de início possa parecer que não há mais o que inventar, ela sempre dá um jeito. O problema é que os livros são verdadeiros calhamaços e somente umas duzentas páginas depois do começo é a que a narrativa passa a ficar realmente interessante. Quando o ritmo da estória acelera, é quase impossível parar!

 

A autora tece com maestria uma rede de intrigas na Carolina do Norte, e apresenta para os leitores um panorama do funcionamento da aristocracia colonial  do século XVIII. Claire e Jamie novamente se vêem no meio de uma disputa, desta vez entre a Coroa inglesa e os pioneiros europeus. A guerra pela Independência das colônias se aproxima, e Jamie é convocado para liderar uma milícia contra os insurgentes. Em seus esforços para construir uma comunidade na Cordilheira dos Frasers, proteger sua terra, e continuar fiel a Coroa ele contará com a ajuda da filha Brianna e do genro Roger, nascidos no século XX. Além do conflito histórico uma outra figura voltará do passado recente para atormentar a vida dos moradores da Cordilheira.

 

Uma das marcas mais claras da escrita da Gabaldon é que ela é muito detalhista, e mesmo depois de mais de mil páginas ela sempre deixa um gancho para a continuação. No caso continuações, no plural. A trama é complexa, mas bem humorada. Com muita aventura e personagens históricos quase sempre reais. Outra característica de sua prosa é o erotismo. A cenas de sexo são recorrentes, descritas de maneira sutil e cheias de emoção.

 

Eu amo quando surgem umas referências atemporais. Citações a bandas de rock dos anos 60-70, autores, ciência. Nessa época de quarentena, sem poder viajar, tem dias que a gente sente no fundo da alma a vontade de sair de casa sem necessidade. Para amenizar essa sensação nada melhor que ler um livro que é pautado por viagens, no tempo e na história.

 

Mesmo sendo o quinto livro da série Outlander é quase tão bom quanto o primeiro! É uma história fantástica e original. Todo mundo deveria ler esse livro. É maravilhoso e viciante. Agora preciso do caríssimo volume 6: um sopro de neve e cinzas.

 

Outlander, volume 5: A Cruz de Fogo. 2001. 1117 páginas.


TEMPORADA 5

 


Esse ano logo que terminei o livro comecei a ver a temporada, então passei mais tempo focado em perceber as diferenças que foram muitas. Inclusive fico mais ansioso por saber o que vai acontecer com a série e não com os livros. Os livros de Outlander apesar de serem majoritariamente narrados pela Claire se distanciaram de sua história, e a série é bacana porque acaba trazendo o protagonismo para ela.

 

Essa sem dúvida foi a temporada mais diferente do livro-base, os produtores escolheram encerrar alguns arcos que nos livros ainda estão acontecendo e apresentaram novos personagens e acontecimentos de forma distinta. O número de personagens é reduzido considerando que nos livros há sempre alguém novo aparecendo. A temporada deu mais espaço para o Roger e a Brianna, sobretudo para o Roger. Tornaram o personagem mais importante e com mais destaque. O argumento para a próxima temporada é diferente do que eu esperava após ler o quinto livro, mas sigo com expectativa elevada.

 

Acredito que seja uma tendência do programa se afastar cada vez mais das contrapartes. Uma tentativa de continuar atrativa para o público, considerando a complexidade da estória. Esse ano teve apenas doze episódios, alguns bons momentos, uma fotografia linda e a proeza de adaptar os melhores diálogos de A Cruz de Fogo. Entretanto me incomodo que haja muita violência, sobretudo violência sexual. A equipe de produção tem o desafio de buscar melhores maneiras de acrescentar reviravoltas no show e se manter interessante para a sexta temporada. Estou aguardando!