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“Voltando no tempo para encontrar lembranças e livros, tento não deixar o presente de todo mundo se introduzir no meu. Acho que é a solidão que faz leitores e escritores.”
Livro que encontrei no sótão do Benoit, dentro de uma caixa que pertenceu a outra pessoa. Por força do destino veio parar no interior da França, e eu querendo ler algo em português, dei uma chance. Principalmente porque antes de começar a leitura, eu folheei um pouco e encontrei umas passagens bem interessantes... Para não dizer outra coisa.
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“O insólito se encontra no banal. O extraordinário deve ser descoberto onde você está.”
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Publicado inicialmente em 1963 por Carl Solomon, teve tradução para o Brasil e 1985 e aparentemente uma reedição em 2007. Lendo o texto fiquei espantado e me perguntando, como publicaram isso? Muito absurdo, até mesmo na linguagem usada.
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“Acho que as pessoas deveriam se juntar por razoes de compatibilidade sexual e por mais nenhuma outra razão.”
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O livro e tudo que diz respeito a ele era uma completa incógnita para mim. Carl Solomon aparentemente publicou outro livro antes desse e fiquei curioso para conhecer. Na verdade, fiquei curioso para saber mais sobre o autor. É uma espécie de livro de poesia em prosa, com pensamentos e opiniões sobre a época.
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“Um sinal.
Em algum lugar
Não agora, nada a dizer.
Aonde vamos?
Crise, conflito, deboche.
Vamos a algum lugar.”
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O livro trata da onda beat dos EUA que eu não sabia e não sei nada sobre. Dadaísmo e vários personagens reais que só ficaram conhecidos nos EUA (acho, hein). Parece não levar a lugar nenhum, focando principalmente na vivência que o autor teve uma instituição de saúde mental e seus pensamentos sem noção.
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“Eu nunca vi um pensamento, nem livre, nem censurado, e duvido que tal coisa exista. Mas eu vi corpos, de todas as formas e tamanhos, em todos os tipos de posições e apuros e definiria então um pensamento livre como sendo um corpo sentado em um banco de praça. Enquanto que um pensamento censurado seria um corpo preso numa camisa-de-força.”
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De Repente, Acidentes
Carl Solomon
Trad. José Thomaz Brum.
Porto Alegre: LPM, 1985.
p. 132
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“A vida só não é um pesadelo
Quando você é jovem demais para saber ou se preocupar com
[a morte, sexo e negócios”
Sinopse
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O "dadaísta do Bronx", o "poeta metálico", o "poeta extinto": esse é Carl Solomon, para quem o longo e profético Uivo, de Allen Ginsberg, foi inteiramente dedicado. Mas Solomon não é apenas um nome numa dedicatória antológica – ele também escreve. E como! Poeta em migalhas, cronista do absurdo, contista fragmentário, Carl Solomon tem se dedicado ultimamente a empregos não-literários (vendedor, mensageiro). Os textos destes seus dois primeiros e únicos livros, Mishaps, Perhaps e More Mishaps, editados por Mary Beach em 1966 e 1968 respectivamente, nos oferecem uma visão intensa e singular do outro lado, sem Deus nem natureza. Espécie de Artaud com um riso michauxniano no canto da boca, Solomon se diferencia dos outros beats por ser escritor não-místico e demasiado urbano. Aqui o leitor encontrará indignados libelos contra a psiquiatria policialesca e repressiva dos asilos e hospícios, ensaios sobre Artaud, Van Gogh, Baudelaire e outros visionários, flashes da vida beat pelos becos, ruelas e apartamentos encardidos de Nova Iorque. Um livro ousado, digno e arrebatador.
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