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domingo, 5 de julho de 2015

Estúdios Vera Cruz serão revitalizados



Criados em 1949 pelo produtor italiano Franco Zampari e o industrial brasileiro Francisco Matarazzo Sobrinho, para ser uma espécie de "Hollywood brasileira", os estúdios chegaram a ser um dos maiores do mundo até fechar as portas em 1954, após uma grande crise financeira.
Os antigos estúdios de cinema Vera Cruz, que funcionaram em São Bernardo do Campo, no ABC paulista serão enfim revitalizados depois de anos de discussões.
O novo projeto para o espaço, que conta com uma área de mais de 45 mil metros quadrados no bairro Jardim do Mar, será apresentado no dia 5 de agosto. A ideia é, dentro de um prazo de cinco anos, transformar o local em um amplo complexo de produção audiovisual.
O empreendimento será gerido por 30 anos pela empresa Telem, que venceu o processo de licitação promovido pela Prefeitura de São Bernardo. O contrato foi assinado em junho.
A revitalização prevê o aumento do número de estúdios de duas para sete, além da instalação de um Centro Cultural, com teatro de 850 lugares, e um Centro de Audiovisual.
O projeto para os estúdios Vera Cruz também inclui sala de cinema, incubadora de empresas ligadas à área, um restaurante e um espaço para todo o antigo acervo da companhia cinematográfica.

De lá saíram títulos importantes para o cinema nacional, como o longa "O Cangaceiro" (1954) e o curta "Painel" (1950), ambos do cineasta Victor Lima Barreto Barreto e premiados no Festival de Cannes. Ao todo a Companhia Cinematográfica Vera Cruz produziu e coproduziu mais de 40 longas.

domingo, 28 de junho de 2015

Crise na Petrobras faz minguar patrocínio para o cinema brasileiro



A Petrobras, que sempre foi considerada a grande patrocinadora das artes no Brasil, poderá reduzir ao máximo a verba para patrocínio, especialmente para projetos audiovisuais e festivais de cinema.
"O cinema brasileiro já não conta mais com os recursos da Petrobras", lamenta André Sturm, empresário cultural, gestor do Cine Caixa Belas Artes e dono da distribuidora Pandora Filmes. A redução da receita, a queda nos lucros e escândalos de corrupção da companhia podem impactar fortemente a indústria cinematográfica no Brasil, prevê o setor.
A última vez em que a Petrobras abriu uma seleção pública nacional foi em 2012, ano em que destinou o maior volume de recursos na história do programa –R$ 67 milhões para 133 projetos aprovados. O maior montante --R$ 25 milhões-- foi repassado para o setor audiovisual.
A depender de recursos da maior produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto no mundo, o cinema não conseguirá sobreviver. As perspectivas são sombrias quanto ao financiamento de próximos projetos cinematográficos e de festivais para este ano e o ano que vem.

Ha possibilidade de a Petrobras retomar os investimentos no cinema brasileiro poderá vir apenas depois de 2017.