segunda-feira, 28 de setembro de 2020

TOP 10| LIVROS SOBRE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

 



A Segunda Guerra Mundial é um tema recorrente na literatura. Nos últimos anos o mercado literário tem produzido muitos romances e dramas sobre esse período da história. A maior parte são biografias, autobiografia ou memórias mas há também ficção.


Cidade do México, junho de 2019: Visita ao Museu Memória e Tolerância sobre os maiores genocídios da história. Sessão Segunda Guerra Mundial. Vagão utilizado para levar prisioneiros aos campos de concentração na Polônia.


Na adolescência eu era particularmente viciado em romances narrados na guerra, tendo começado esse vício após ler O Diário de Anne Frank. A obra é um verdadeiro clássico, e possui inúmeras adaptações ao cinema, séries de TV e outras adaptações literárias, inclusive uma "continuação" fictícia intitulada "O Anexo".



 

De um esconderijo fugindo dos nazistas, um pequeno anexo em um prédio comercial na Holanda, Anne Frank entrou para a eternidade! Outro livro emocionante do início ao fim e com direito a um crossover com "O Diário de Anne Frank" é A Bibliotecária de Auschwitz. Por fim temos o Menino do Pijama Listrado e A Menina Que Roubava Livros que são amplamente conhecidos pelos filmes e livros.


Portão de entrada do campo de contração de Auschwitz.

 

A lista ainda contêm títulos menos conhecidos mas igualmente bons. Dois são de escritores brasileiros, contemplando tanto a ficção quanto o relato pessoal de um sobrevivente dos campos de concentração alemães. Espero que gostem das dicas, separei com carinho os melhores e depois procurei a sinopse de cada obra para que fique aqui um resuminho de cada livro.

 

1: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak


Às vezes as pessoas são bonitas. Não por causa da aparência. Não pelo que dizem. Só pelo que são.


Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos.


E o riso dela? Era algo absolutamente dominador. Ninguém tinha a menor chance diante dele.

 

O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.



 

2: O Menino do Pijama Listrado - John Boyne




Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.




Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.



3: O Diário de Anne Frank - Anne Frank


"Pense em toda beleza que existe ao seu redor e seja feliz"

 

O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seus diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.

 

Lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tronou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial,



 

Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O Diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.

 

O Anexo - Sharon Dogar



 

Das oito pessoas que viveram escondidas com Anne Frank no anexo de um armazém em Amsterdam, durante dois anos da Segunda Guerra, apenas uma resistiu à barbárie dos campos de extermínio: o pai de Anne Frank, que se encarregou de publicar os diários da filha sobre o período em que viveram reclusos. Em O anexo, a escritora inglesa Sharon Dogar faz com o personagem Peter van Pels, de quinze anos, o que Otto fez com Anne: dar a oportunidade para que “fale” sobre a vida naquele ambiente claustrofóbico.



 

Dogar inverte a perspectiva do diário da menina judia, fornecendo uma nova visão sobre os dois anos em que os Frank e os Van Pels (que Anne chamava de Van Daan em seus escritos) se esconderam dos nazistas. No período em que Peter ansiava pela liberdade das ruas e Anne se dedicava com afinco ao diário, ela imagina que os dois teriam se envolvido num romance furtivo.

 

Para além do diário, a ficção de Sharon Dogar narra de forma comovente a chegada dos nazistas ao esconderijo, a viagem de trem até o campo de concentração - quando homens e mulheres são separados - e a luta de Peter, seu pai e Otto Frank para sobreviver ao horror dos campos. A autora recria assim uma história imperdível para os fãs do famoso diário.

 

4: O Diário de Mary Berg - Mary Berg



 

Memórias do Gueto de Varsóvia. Relato sobre um dos capítulos mais obscuros da história, 'O diário de Mary Berg' descreve a organização do gueto de Varsóvia e a luta diária de seus moradores pela sobrevivência.



 

5: O Sobrevivente - Aleksander Henryk Laks.


Aleksander Henryk Laks

 

Memórias de um Brasileiro que Escapou de Auschwitz. Aleksander Henryk Laks, relata os sofrimentos inimagináveis aos quais foi submetido e conta como conseguiu a eles sobreviver. Seu calvário começou quando o exército nazista invadiu a Polônia, em setembro de 1939. A partir daí, sua vida e de sua família transformou-se numa luta diária pela sobrevivência. Aleksander , deparou-se com amigos e parentes amarrados ou enforcados no alto de postes da sua cidade natal, Lodz, e viu soldados alemães arrancarem as barbas de judeus com as mãos, deixando suas faces em carne viva.



 

No entanto, este foi apenas o começo da série de crueldades impingidas aos judeus. Levados para diversos campos de concentração, Aleksander viu sua mãe pela última vez ao descer do trem que os levou para Auschwitz, lugar onde viveu os momentos mais torturantes da sua vida. Uma das torturas mais comuns era o método número 25. Os judeus eram amarrados de bruços em cavaletes e espancados nas costas com pedaços de pau, esmigalhando os rins que saiam junto com o sangue através dos poros. Depois de ver sua mãe caminhar para a câmara incineradora, assistiu a morte de seu pai que não resistiu às semanas de caminhada na chamada "Marcha da Morte", de mais de 500 quilômetros, entre vários campos de concentração.

 


Dos 600 prisioneiros que partiram de Auschwitz, apenas 50 sobreviveram. E novamente Aleksander estava entre eles. A redenção veio junto com a chegada do exército aliado. Aleksander foi salvo pelas tropas que interceptaram o trem que o levava de um campo de concentração para outro. A certeza de que seu calvário teria fim veio na forma de um copo de leite quente, entregue por um soldado aliado. 

 

6: Auschwitz - O Testemunho de um Médico - Miklos Nyiszli


A premissa de Médico em Auschwitz é uma das mais mórbidas de toda literatura do século XX: um médico criminologista, judeu húngaro, trabalha forçadamente no campo de Auschwitz, sob o comando do próprio Dr. Josef Mengele. Infelizmente, é um livro de não-ficção.

 


 

A auto-biografia de Miklos Nyiszli, médico em Auschwitz, possui descrições vivas dos acontecimentos no campo. Sob a ótica do meticuloso Dr. Nyiszli, nada escapa. Descreve vivamente a rotina de Sonderkommando (prisioneiro especial: tratado melhor que os outros, trabalhava diretamente nas câmaras de gás e era executado depois de dois ou três meses).

O livro de Nyiszli revelou ao mundo muito da crueldade dos campos, da natureza dos nazistas: Nyiszli pinta oficiais cruéis, mas ainda humanos - mesmo o Dr. Mengele, ocasionalmente, parece um ser humano.

 

7: Stef - A Sobrevivente - Vera Lucia Claro



Ambientada na Alemanha, a história narra o drama de uma garota alemã. Que descobre ser meio judia em plena Segunda Guerra Mundial. Stef é uma jovem adolescente, nascida em uma família feliz, que vive o primeiro e único amor de sua vida ao mesmo tempo a guerra avança. Sem entender o porquê, torna-se alvo da paixão de um major oficial nazista.

 

8: Escondendo Edith - Kathy Kacer



 

Uma história real. Escondendo Edith apresenta o drama de uma garota judia que precisa enfrentar os horrores da Segunda Guerra Mundial. Edith Schwalb tem apenas seis anos quando Hitler invade a Áustria. De repente, a garotinha se vê obrigada a deixar uma vida confortável em Viena para entrar em uma rotina de fugas e incertezas. Primeiro, sua família se muda para a Bélgica, mas é perseguida e foge para a França. Escondendo Edith tem o objetivo de mostrar os horrores do Holocausto às crianças, para que episódios como esse nunca mais voltem a acontecer.

 

9: A Bibliotecária de Auschwitz - Antonio G. Iturbe



 

Uma garota de 14 anos. Um professor. Oito livros. Esperança. Em plena Segunda Guerra Mundial, no maior e mais cruel campo de concentração do nazismo, cerca de quinhentas crianças convivem todos os dias com a morte e com o sofrimento. No pavilhão 31, de vez em quando uma janela é aberta para férias. Obra de Fred Hirsch, o professor que consegue convencer os alemães a deixá-lo entreter as crianças. Desta forma, garante ele aos nazistas, seus pais - judeus - trabalhariam bem melhor. Os alemães concordam, mas com uma condição: seria terminantemente proibido o ensino de qualquer conteúdo escolar no local.


"... A umas fileiras de distância de sua cama, duas irmãs com tifo estão perdendo a disputa pela vida. A mais jovem, Anne, se agita na cama, delirando em febre. Sua irmã, Margot, está ainda pior. Permanece na cama de baixo, imóvel, conectada ao mundo por um fio de respiração que vai se apagando..."

 

Mal sabiam eles o que a jovem Dita guardava na barra de sua saia: livros. Baseado na história real de Dita Dorachova, A Bibliotecária de Auschwitz é o registro de uma época triste da história, mas também o relato de pessoas corajosas que não se renderam ao terror e se mantiveram firmes na luta por uma vida melhor, munindo-se de livros.



 

10: A mala de Hana - Karen Levine




Uma história real. A mala de Hana é um retrato singelo, mas mostra como era cruel a vida das crianças submetidas ao Holocausto.



 

A história se desenrola em três continentes durante um período de quase setenta anos. Envolve a experiência da garotinha Hana e de sua família na Tchecoslováquia (atual República Tcheca), nas décadas de 1930 e 40: e uma jovem e um grupo de crianças em Tóquio, no Japão: e um homem em Toronto, no Canadá, nos dias de hoje. Um relato que vai sensibilizar a todos, para que horrores semelhantes ao que atingiu Hana e outros inocentes nunca voltem a acontecer.

 

Cidade do México, junho de 2019: Visita ao Museu Memória e Tolerância sobre os maiores genocídios da história. Sessão Segunda Guerra Mundial. Memorial do Holocausto.

 

domingo, 27 de setembro de 2020

PARA TODOS OS CLÁSSICOS QUE JÁ ODIEI


            Dificilmente alguém passou ileso pelo ensino médio sem ter sido obrigado a ler alguma obra clássica da literatura brasileira. Os que não leram pelo amor, leram pela dor das leituras obrigatórias do Vestibular ou concurso. Não somente as obras de autores brasileiros, mas também inúmeros autores portugueses estão entre os detestáveis da literatura nacional.



            Considera-se odiar o ato de não entender nada do que se está lendo, como foi o caso de O Guarani ou Auto da Barca do Inferno. Ou então as leituras difíceis e repletas de palavras desconhecidas como em Iracema, a índia dos lábios de mel. Sem contar as obras que são um desafio para o leitor tanto pelo conteúdo como pela quantidade de páginas. Ainda há casos como o de A Moreninha que eu particularmente achei uma leitura entediante.


Guimarães Rosa: "-Dona. Ninguém lhe tira o amor. O que é seu, seu, ninguém lhe tira"


1: O Guarani - José de Alencar


            Em o guarani, considerado o maior romance épico da literatura brasileira, o leitor ira envolver-se com a historia de amor singular entre Cecília, a Ceci, e o índio Peri, em que a fusão branco-índio não ocorre no plano concreto, mas apenas simbolicamente. Obra fundamental, O Guarani conduz o leitor a um Brasil pujante, que se revela em toda a sua beleza.



2: A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo


            Como se manter fiel ao juramento de amor feito no passado, diante de uma nova e ardorosa paixão? É o que se pergunta Augusto ao conhecer Carolina, a Moreninha. Uma resposta surpreendente será dada ao personagem nas páginas deste agradável livro de Joaquim Manuel de Macedo. Publicado em 1844, este é o primeiro romance da nossa literatura. Esta divertida história de amor retrata com perspicácia a sociedade do Rio de Janeiro do Segundo Reinado.



3: Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente


            Trata-se de uma alegoria dramática: são duas as barcas em que os personagens podem subir: a do Inferno, encabeçada pelo Diabo e a da Glória, encabeçada pelo Anjo. Em cena, é realizado o julgamento das almas, onde a maioria vai para a primeira barca.



4: O Alienista - Machado de Assis


            As crônicas de Itaguaí, contam que viveu ali em tempos remotos um certo médico o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza do lugar e o maior dos médicos do Brasil, Portugal e Espanha. Com o fim de estudar a loucura, ele trancafia no asilo que construíra e dera o nome de Casa Verde, um quinto da população da vila. Para ele o normal seria algo homogêneo repetido ao infinito, qualquer pessoa com um gesto ou pensamento que fugisse a rotina era objeto de seus estudos. A população aterrorizada se revolta, e aí outros tantos passam a morar no asilo. Mas, Simão Bacamarte tão atento às estatísticas, lembra que a norma está sempre com a maioria, e que é esta afinal quem tem razão. Refaz a teoria, solta os recolhidos e sai ao encalço daqueles poucos que, possuíam coerência moral. Em pouco tempo ele cura a todos, ninguém mais possuía nobres sentimos morais. Só um. Ele o próprio alienista era o único digno de ser trancafiado na Casa.




5: Noites do Sertão - João Guimarães Rosa



           
As duas novelas que formam este livro, 'Dão-Lalalão (o devente)' e 'Buriti', têm em comum a sensualidade como força empolgante, que se sobrepõe a convenções e preconceitos, dominando totalmente o homem e a mulher. Terceiro dos volumes em que foram divididas as histórias originalmente publicadas em "Corpo de Baile". Prêmio Jabuti de Produção Gráfica (menção honrosa) em 2002.


Com o preto Iládio, você esteve?”

– “Iládio… Iládio, nunca vi branco nem preto nenhum com esse nome”

–“Carece de lembrar não, não maltrata tua memória. Mas tu esteve com pretos? Teve essa coragem?”.

“- Mas, Bem, preto é gente como os outros, também não são filhos de Deus?…”

 

6: Iracema - José de Alencar


            O romance conta o amor de um branco, Martim Soares Moreno, pela índia Iracema, a virgem dos lábios de mel. Entre guerras e conflitos, ciúmes e disputa de poder, a história desse amor proibido tem como pano de fundo a cultura indígena e a miscigenação do branco com o índio.


"Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira."

 

7: Triste fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto


            A paixão por seu país leva Policarpo Quaresma à loucura. Mas nem o patriotismo doentio é suficiente para protegê-lo da fúria repressiva do governo Floriano Peixoto. Nesta obra-prima da literatura brasileira, Lima Barreto faz crítica do nacionalismo exagerado e promove uma bem-humorada revisão da história de nossa República.




8: Esaú e Jacó - Machado de Assis


            Em "Esaú e Jacó" Machado de Assis aborda um período de transformações políticas no país, com espírito crítico e aguçado. O escritor promoveu uma revolução na literatura brasileira. Através da história de permanente rivalidade e discórdia entre os gêmeos Pedro e Paulo, Machado faz uma análise profunda da alma humana. Mostra ainda, com seu aguçado espírito crítico, a transição do Império para a República.




9: A escrava Isaura - Bernardo Guimarães


            Isaura é uma moça linda. É desejada por muitos homens. Tem a pele quase branca, sendo filha de uma mulata e um homem branco. Mas ela não tem liberdade para agir por sua vontade, porque é uma escrava. Ela pertence a Leôncio, um fazendeiro autoritário que não admite ser contrariado e quer o amor da moça. Por isso, Isaura é obrigada a fugir para longe. Essa é a história do romance de Bernardo Guimarães, escritor que estava interessado em discutir a maior vergonha social brasileira, a escravidão. Por mais de 300 anos o Brasil conviveu com gente sendo propriedade de gente. E Isaura, mesmo tendo pele quase branca, sofre os horrores da falta de liberdade, nesta história romântica com final feliz.



10: Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida


            Com um único romance que escreveu aos 21 anos - "Memórias de um Sargento de Milícias" - Manuel Antônio de Almeida conquistou na literatura brasileira uma posição também única, fixando a tradição do romance urbano e pressagiando Machado do Assis.