quinta-feira, 28 de novembro de 2019

RESUMO| GOTHAM - 5 TEMPORADAS




            Comecei a assistir GOTHAM porque já vinha assistindo outras séries de super-heróis como Arrow, The Flash, Agents of S.H.I.E.LD etc. Em geral gosto de séries de super-heróis e amei o  tom sombrio e mortal de Gotham. Bruce Wayne desde jovem já é um pé no saco, e além do detetive Gordon, Selina (futura mulher gato) é um espetáculo. Mas o começo mesmo é marcado pela Fish Mooney, interpretado por ninguém menos que Jada Pinkett Smith. Essa mulher é incrível!


            O segunda ano de Gotham vem com a mesma qualidade do primeiro. A série expõe os sentimentos humanos de uma maneira mais parecida com a vida real. O tom sombrio é sua marca registrada, o que garante na minha opinião o título de MELHOR SÉRIE DA DC COMICS! Difícil mesmo é aguentar esses 22 episódios por temporada, principalmente para quem como eu que só assiste atrasado... Mas a série é muito boa e realmente vale a pena assistir.


            A terceira temporada chegou, mas eu havia desisti de ver GOTHAM após o fim da segunda temporada por conta da quantidade de episódios. 22 por temporada, o que torna a trama muitas das vezes excessivamente cansativa. Quando um belo dia fiquei sem opção do que assistir, resolvi dar novamente uma chance a GOTHAM, que recentemente havia anunciada sua quinta e última temporada. Diferente da maior parte das séries da DC Comics, GOTHAM conseguiu se manter diferente em função da trama mais assustadora e dos personagens sombrios e suas ótimas atuações. Gostei do que vi na terceira temporada, e me surpreendeu principalmente o desenvolvimento do Bruce Wayne.


            GOTHAM conseguiu fazer uma quarta temporada bem melhor que as anteriores. Apesar do desgaste de 22 episódios por temporada, a série continuou com uma qualidade muito boa. Nesse quarto ano, meu favorito, temos um show repleto de reviravoltas, uma mais surpreendente que outra. Com cada vez mais vilões, GOTHAM comete o pecado de nunca deixar ninguém morrer. Todo mundo sempre acaba voltando dos mortos. A melhor parte desta temporada sem dúvida é o final. A série avançou muito e trouxe o surgimento do Cavalheiro das Trevas para bem perto.


            A série que assisti duas temporadas e gostei muito. Mas eram muitos episódios então desisti. Fiquei sem opção de séries e resolvi retomar. Por fim terminei a quinta temporada e com isso encerrei a série sobre a cidade do Batman e a origem de alguns dos vilões mais conhecidos da DC Comics. Para encerrar o show sem um cancelamento, a emissora optou por fazer uma temporada reduzida, apenas 12 episódios. Como era de se esperar ficou tudo bem apressado, com passagem de tempo, ao estilo 10 anos depois, e personagens que não mudaram nada mesmo depois de todo esse tempo. O final foi satisfatório, e diferente de Smallville que levou 10 anos e mesmo assim não vimos o surgimento do Superman, GOTHAM como desfecho nos deu um vislumbre do Cavalheiro das Trevas em ação.

P.s.: A série está disponível na Netflix!

"There's a war coming; a terrible war. There will be chaos, rivers of blood in the streets, I know it." - Oswald Cobblepot

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

RESENHA| LOOKING FOR ALASKA




“So I walked back to my room and collapsed on the bottom bunk, thinking that if people were rain, I was drizzle and she was a hurricane.”


            Relendo o romance de estreia do talentoso John Green concluo que continuo amando esse autor e sua obra. Quando li "Quem É Você, Alasca?" pela primeira vez estava no ensino médio. Tinha 16 anos e John Green estava no auge. Na época me apaixonei pela história da Alasca com sua vida de adolescente de fazer inveja. Seis anos depois da primeira leitura descubro que ainda me fascina cada parte desse livro.

            Gosto da Alasca apesar de na maior parte do tempo odiar que o livro não tenha sido escrito do ponto de vista dela. A trama inteira gira ao redor da vida da Alaska, porém a narrativa é do ponto de vista do Miles, que basicamente é um pé no saco.

            Alasca é interessante. Gosta de livros, têm ideias revolucionárias. É intensa e com um desejo latente de ser livre. É a típica adolescente que quer mudar o mundo. Mas também tem um lado sombrio.

            E é assim. Os livros do John Green tem muito em comum. Pontos positivos e negativos. Romances que não acontecem. Investigações (des)necessárias. Aventura. Morte. Personagens femininas carismáticas e interessantes versus personagens masculinos nerds e chatos. Mas uma coisa seja dita, Green escreve com maestria para o público consumidor de Young Adult. São histórias interessantes, emocionantes, e para serem lidas bem rapidinho.

            Recentemente o livro foi adaptado ao formato de série pela Hulu. Espero que o serviço de streaming tenha feito um bom trabalho. Nós, como fãs esperamos uma adaptação dessa história há muito tempo.

            Morro de medo de "Quem É Você, Alasca?" terminar como 13 Reasons Why. Uma primeira temporada excelente, porém com uma continuação desnecessária. Inclusive acho que ideia de adaptar o livro para o formato de série aconteceu justamente por conta do sucesso de 13 Reasons Why. Ambos os livros tem um desfecho bem parecido, além de agregar outros elementos capazes de suscitar discussões importantes para a juventude dos dias atuais.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

RESUMO| THE 100: LIVROS E SÉRIE




            Eu conheci a história dos Escolhidos através da série de televisão, ainda bem no começo e me apaixonei por essa aventura no espaço. Aos que assistem a série e como eu ainda preferem a primeira temporada, uma super dica de leitura são os livros em que a série foi baseada. Apesar de bem diferentes da adaptação os livros são igualmente bons, e a Kass Morgan tem uma escrita cativante.

"Mas a verdade é que as coisas mais bonitas são as que mais podem magoar."

            O segundo livro da trilogia, Dia 21 é o meu favorito e por isso acho bem superior a série. É uma leitura agradável que oferece um conteúdo interessante que não foi explorado na adaptação. Podem ler sem arrependimentos!
       Umas das minha cenas favoritas de Dia 21 é a cena final de quando os Colonos estão abandonando a nave e semelhante ao naufrágio do Titanic, a ficção se utiliza da realidade e cria um cena linda. As naves a disposição da população eram poucas então as pessoas de Phoenix (classe rica) foram as únicas que tiveram acesso no início, além disso enquanto as pessoas tentam desesperadamente entrarem numa nave em direção a Terra, há um violinista que continua tocando até Walden e Arcadia serem destruídas...


"O dia em que a maioria dos pacientes ficava mais doente. O dia 21."

            O volume 3, De Volta, encerra a jornada da humanidade de volta ao planeta Terra, com um desfecho bem elaborado e com bastante potencial para futuras continuações. E detalhe, tem algo destruidor sobre duas pessoas super importantes na série que só é revelado no livro...

"Os cem logo não seriam mais os cem"

            A  primeira temporada de The 100 é basicamente os três livros juntos e apesar da série ter ficado boa, uma temporada por livro não seria má ideia... Assisti o primeiro ano e amei, mas me desiludi com a temporada seguinte e com a protagonista. Daí que surgiu minha relação de amor e ódio com a Clarke...

Eu iludido acreditando que tinha terminado todos os livros de The 100, aí de repente surge um volume 4, Rebelião...

            Depois dos rumos da segunda temporada me senti frustrado com a série e a deixei de lado. Até que dois anos depois resolvi dar uma segunda chance, e o que vi me surpreendeu. Na terceira temporada a maior parte do tempo a série conseguiu se manter boa o suficiente, e reascendeu o meu interesse que surgiu lá atrás com aquela temporada de estreia sobre os tais "escolhidos" e toda aquela viagem rumo ao desconhecido.
            A capacidade de criar material novo me pareceu inesgotável o que tornou a terceira temporada melhor que a segunda, mas nada superior a primeiraAh, sim e essa temporada também marcou o início da versão Octavia assassina...
           


Será que alguém que já assistiu The 100 ainda consegue ouvir Radioactive do Imagine Dragons e não lembrar da Octavia saindo da nave?

            Antes de assistir a quarta temporada recebi tantos spoilers que não esperava mais nada. Felizmente não lembrei dos spoilers  e fiquei em choque com o final da temporada. E novamente surpreso com a capacidade dos produtores de adicionar conteúdo para as próximas temporadas.
            Nessa quarta temporada ficou mais evidente que The 100 funciona assim: todo mundo só fala da Clarke, Octavia e do Bellamy mas no fim das contas quem faz a parada toda funcionar é a Raven! A melhor personagem do ano é a Luna. Entra no conclave apenas pra ficar com o bunker e deixar todos os outros morrerem na radiação. Bem egoísta.
            A coisa mais chata em The 100 é que todo mundo quer sempre bancar o herói. Sério isso é insuportável e na quarta temporada parece que a Clarke e o Jasper estão competindo para o papel de personagem mais chato da série.



Apesar de ter sido uma temporada extremamente apressada, com viagens ao espaço acontecendo em menos de 3 minutos, o quinto ano da série rendeu um ano mediano.
Imitando os acontecimentos da primeira temporada mais inúmeras reviravoltas o show conseguiu uma completa revitalização, o que sem dúvida, garantindo mais estórias para contar.
A trama da quinta temporada foi muito similar as demais: o eterno embate de forças do bem e do mal que no fim das contas se mostram sendo 'farinha do mesmo saco'. O elemento 'guerra' apesar de já está visivelmente esgotado ainda é o principal motor da trama. O enredo sofre com a falta de drama e romance, mas insiste em repetir as sempre 'novas' lutas pelo poder.
            Os personagens novos e antigos compartilham das mesmas personalidades, as mesmas dores e os mesmos anseios. Poucos se destacam no decorrer nos 13 episódios, e mesmo após 6 anos de 'hiatus' quase nada evoluiu.
A morte é reservada apenas para os figurantes, o que causa zero impacto no público. Bellark nunca desapareceu completamente e continuo torcendo por: NINGUÉM...



            Com o final da sexta temporada, concluo que The 100 tem material para continuar por mais infinitas temporadas. A cada nova ano são adicionados elementos que tornam a trama cada vez mais longe de terminar. Apesar de anunciar que a próxima temporada (7ª) será a última eu vejo que ainda poderia ser explorada muita coisa. Desde outros 3 planetas além de Sanctum, até vida alienígena.
            Quem hoje vê Os Escolhidos, nunca imagina que a aventura que iniciou na volta para Terra chegaria tão longe. E quando falo de distancia me refiro a ESPAÇO e TEMPO.
            A série já experimentou de quase tudo nos roteiros das seis temporadas: brincou de distopia pós-apocalíptica, batalhas de clãs, inteligência artificial tentando dominar a humanidade (ou o que sobrou desta), e mais recentemente chegou bem perto de Carbono Alterado, e ainda prevejo que esse último ano será algo bem ao estilo de Prometheus, a busca pelo Criador no espaço. Com o formato compacto de  13 episódios é uma boa opção para maratonar, e tentar não ter uma overdose de personagem chato buscando redenção.


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CRÍTICA| 13 REASONS WHY



Antes de criticar 13 REASONS WHY é preciso ler o livro, ou assistir a série da Netflix. Eu fiz as duas coisas. Logo após a estreia da primeira temporada, a série se tornou sensação do momento para jovens e fãs de séries. O livro de Jay Asher é um fenômeno mundial há alguns anos e voltou com uma cara diferente. A série Netflix tem 13 episódios por temporada, uma coincidência com o número de razões? Acho que não!

Durante a leitura, acompanhamos a história de Hannah Baker, uma jovem que cometeu suicídio. Além disso, antes de cometer suicídio, Hannah deixou 7 cassetes e cada cassete conta um motivo que a levou a cometer suicídio.

"É necessário saber que não foi apenas um motivo, não foi um incidente isolado. Foram vários, e tudo se tornou uma bola de neve. Desde o momento em que a borboleta encontra o furação, foram diversas as tentativas de fugir. Mas no final, mesmo após uma última tentativa não foi suficiente"

A primeira temporada é um trabalho excepcional. O assunto da discussão, suicídio, é um tema muito importante do século XXI, e o autor conseguiu criar uma situação formidável para falar sobre o bullying. A abordagem me agradou muito e o desenvolvimento da história é surpreendente. Além de ser um exemplo de excelente adaptação de livro.

Confirmada uma segunda temporada, aguardei para ver que tipo de continuação dariam a  estória, diga-se de passagem desnecessária. Tentei assistir a segunda temporada assim que estreou e não consegui. Gostei muito do livro e como a primeira temporada foi adaptada. Quando a nova temporada veio, achei forçada.

Entretanto fiquei sem opção do que assistir e resolvi dar uma nova chance a segunda temporada de 13 Reasons Why. A pior coisa foi ver a Hannah versão fantasma, a trama está boa e voltar a ver a Hannah a partir da versão da história dos outros personagens é incrível, mas o Clay conversando com o fantasma da Hannah e muito sem noção.

O elenco se resumiu muito mais aos personagens masculinos e a abordagem da série para com assuntos sérios ainda soa um tanto superficial o que continua para a terceira temporada, que apesar de introduzir uma nova personagem feminina não consegue chegar a um equilibro. Novamente o final é forçado e longe da realidade.

Nunca foi preciso uma continuação, mas ainda temos uma quarta temporada para só assim encerrar o show. Nem sei o que esperar da quarta temporada....




quinta-feira, 26 de setembro de 2019

RESENHA| SINGLETASKING




Longe de ser uma de minhas leituras favoritas, livros de auto-ajuda, negócios e coach são sempre um desafio para mim. Dessa vez me obriguei a ler "Faça mais Coisas se Fizer uma de Cada Vez". Ganhei de, e presente é presente. A gente tem quer ler (a menos que seja algum livro religioso, aí pode pular)!

O próprio título já resumo bem o conteúdo do livro. São 7 capítulos com dicas para evitar os perigos de tentar fazer várias coisas ao mesmo tempo, iniciar uma tarefa e repentinamente mudar para outra sem ter finalizado a anterior. Essa falta de foco segundo a autora diminui o desempenho durante o dia e está diretamente relacionada a baixa produtividade no trabalho.

Infelizmente eu sou 100% esse indivíduo que sempre está fazendo duas, três coisas ao mesmo tempo. E realmente acabo levando muito mais tempo para concluir uma única tarefa que seja. Baseado na minha própria experiência concluo que multitasking é sim ineficaz, porém mais difícil ainda é colocar o singletasking em prática. No meu caso poso por a culpa em minha forte inclinação a impaciência e ansiedade. Não preciso citar a recorrente falta de foco também.

Preciso dar um crédito a autora, Devora Zack, que escreve de forma simples e acessível mesmo para os que não estão familiarizados com a vida em empresas de negócios. Tem bastante experiência no ramo e formação acadêmica na área.

Singletasking: Get More Done—One Thing at a Time


RESENHA| THE UPSIDE OF UNREQUITED





Depois de ler Simon vs A agenda Homo Sapiens (Com Amor, Simon) eu tive a certeza de que qualquer coisa que a Becky Albertalli escrevesse eu iria gostar. Apesar de The Upside of Unrequited ter sido escrito depois de sua obra mais conhecida é um livro igualmente fantástico.

A sensibilidade que a autora dedica aos personagens, os diálogos do tipo "ei, isso já aconteceu comigo também!" e a narrativa leve e sem pretensão são as principais características da escrita da Becky.

Ler esses romances teens se tornou um vício que mesmo tentando eu não consigo largar! São leituras rápidas, maior parte das vezes simples porém capazes de ensinar muito sobre a vida, sobre aceitar o próprio corpo, gênero, sexualidade, amizades, amor e tudo isso de forma honesta e divertida. São verdadeiramente apaixonantes!

Em "The Upside of Unrequited" ou "Os 27 Crushes de Molly" em português, acompanhamos a história da Molly, que tem 17 anos mas nunca beijou um garoto, ou garota. Molly já teve 26 crushes e em nenhum foi correspondida o que parece estar preste a mudar quando ela conhece o Will, um garoto meio hipster com todo potencial para ser o crush número 27 e até evoluir para mais que um simples crush... O problema é que para deixar a situação mais confusa, surge o Reid, colega de trabalho da Molly e um excelente competidor para o título de crush número 27...

"Here's the thing they don't tell you about time: there are spaces in between seconds. And sixty seconds is actually a pretty huge number. Three hundred seconds might as well be infinity seconds"

Netflix faz o favor de adaptar esse livro eu te imploro!


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

RESENHA| SANTA



Escrito no inicio do século 20, Santa é o retrato da sociedade mexicana neste período. A história da moça pobre nascida em um pequeno povoado mexicano e que acaba se tornando a prostituta mais cobiçada da Cidade do México é de causar uma subida de calor até nos leitores mais acostumados.

No livro de Federico Gamboa, Santa era uma moça pobre do interior que se apaixona por um soldado cujo batalhão estava de passagem pelo seu povoado. O amor dos dois marca o fim da inocência de Santa, que abandona pelo soldado descobre estar grávida. Rejeitada pela família por conta da gravidez, a moça sofre um aborto. Esse é o ponto de virada na vida de Santa, que decide ir para capital tentar a vida em um bordel.

A história da Santa me lembrou muito a de uma personagem da série Gabriela (2012), a Lindinalva, ou Linda como ficou conhecida no prostíbulo. Na série a Linda estava noiva de um rapaz de família, que se aproveita da inocência da moça e acaba por colocá-la em situação idêntica a de Santa.

Como prostituta mais cobiçada da capital, Santa é alvo de fofocas e uma série de mentiras a seu respeito é espalhadas por todos os bordeis. A situação piora quando a moça é atacada por uma doença misteriosa.

Do lixo ao luxo, e depois ao lixo de novo, a história dessa moça foi a minha melhor leitura em espanhol. Melhor e mais difícil. Leitura clássica na língua materna já é complicado, imagina em um segundo idioma.

RESENHA| LA IMPROBABLE TEORÍA DE ANA E ZAK







Um romance inusitado entre o garoto geek e a menina mais inteligente da escola. Dois adolescentes desenvolvendo a relação mais improvável de acontecer. Tudo em meio a correria de uma convenção de comics e um campeonato de perguntas e respostas.

A improvável teoria de Ana e Zak é uma leitura super fácil, com uma narrativa centrada em diversos acontecimentos no decorrer de pouco mais de 24 horas. Os capítulos são curtinhos e divididos entre os dois protagonistas. Foi uma leitura rápida, Brian Katcher escreve bem, e o livro é genuinamente young adult, repleto de referências a cultura pop, nerdices e um romance fofinho. Entretanto a trama não é das melhores. A ideia é boa, mas as tentativas do autor de tornar a estória mais emocionante acaba por deixar tudo muito fora da realidade.

"- No, está fuera de mi alcance. No creo tener demasiada suerte en ese sentido - me gustaría alardear, pero sé que no tengo esperanzas.

- Sí, pero mira, habían dicho que para 1990 tendríamos ciudades en la luna, pero nadie predijo que existiría el Internet ni las cámaras digitales. A veces las mejores predicciones terminan siendo erróneas y las teorías más improbables terminan haciéndose realidad."


CRÍTICA| ORANGE IS THE NEW BLACK - 7ª E ÚLTIMA TEMPORADA!





O fim do primeiro grande sucesso da Netflix! Um encerramento emocionante e necessário, em vista do desgaste que a série vinha sofrendo desde a quarta-quinta temporada.

Porém o final que assistimos está  longe de ser definitivo, deixando a possibilidade de retorno para daqui a alguns anos. Gostei do que vi, sobretudo os dois últimos episódios que contém uma carga dramática enorme.

Essa nova temporada trouxe temas bastante atuais nos EUA, o mais triste deles o caso dos milhares de imigrantes de diversas nacionalidade que escolhem os EUA como lar e acabam encarcerados em centros de detenção por estarem em situação "ilegal" no país.

Ao final de 7 temporadas, algumas detentas conseguiram passar pela experiência da prisão e se tornarem pessoas melhores, ou no mínimo dentro da lei. Outras acabaram se tornando pessoas muito piores, né Daya?

Foi de enorme satisfação voltar a ver personagens queridas que não víamos desde aquele momento fatídico de transferência de detentos na temporada 5.

Orange Is The New Black foi meu primeiro contanto com a Netflix, antes mesmo de saber o que era Netflix. Foi um show fantástico e nota 10 no quesito representatividade, um verdadeiro marco nesse sentido. Cumpriu um excelente papel, exaltou a diversidade e abriu espaço para que muitas outras produções ousassem ir além do homem/ mulher cis hétero.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

CRÍTICA| OUTLANDER - 4ª TEMPORADA



Para quem antes reclamava que a trama era muito focada no casal Claire+Jaime essa 4ª temporada é um agrado. Pela primeira vez temos um episódio completamente livre da participação da Caitriona Balfe e do Sam Heughan. Temos um episódio todinho com a Sophie Skelton e o Richard Rankin, a Brianna e o Roger como protagonistas. E podemos esperar mais do casal Brianna+Roger nas próximas temporadas, além de uma maior participação de outros personagens.


Esse quarto ano é o ano do recomeço para Claire e Jaime. Depois de 20 anos separados o casal finalmente encontra a chance de refazer a vida no Novo Mundo. Longe de ser um lugar tranquilo, e tranquilidade é uma palavra que não existe na vida desses dois, as Colônias acabam se tornando palco de momentos de perigo e reencontros inesperados...


A série continua uma ótima adaptação do material original. A temporada atual é adaptação do 4º livro da saga, intitulado Outlander - Os tambores do Outono, e até o momento é a que mais se distancia dos livros, na ordem dos acontecimentos e sobretudo com personagens assumindo arcos que diferem de suas contraparte nos livros.


Sucesso garantido, a série tem previsão de retorno no primeiro semestre de 2020 para uma 5ª temporada e já tem 6ª temporada confirmada. Provavelmente ainda terá uma 7ª e 8ª temporada, se continuar adaptando um livro por temporada (a série de livros é formada por 8 volumes).


Outlander no momento é minha maior recomendação de programa de TV. É uma super opção de romance de época, mas longe de ser apenas um romance bobo, a série é repleta de ação, aventura e paisagens incríveis. As três primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix, então corre lá e dá uma conferida...

RESENHA| CALL ME BY YOUR NAME



Sou suspeito de dizer qualquer coisa sobre esse livro por vários motivos, e o maior deles é que eu já amava a história do Oliver e do Elio antes mesmo de ler sobre eles. É de certo um dos melhores romances que eu li na vida. É a história do primeiro amor, da descoberta da própria sexualidade em uma paixão de verão que durará a vida inteira. O encontro de almas, as duas metades do pêssego.

Antes de ler o livro eu já havia assistido ao filme duas vezes. E me emocionei de igual forma em ambas as vezes. A leitura foi tudo que eu esperava. A narrativa é construída com um tom de confissão, algo bastante pessoal, como se estivéssemos lendo um diário sem permissão. Uma confusão de sentimentos que nunca conseguiria ser adaptada para o cinema. Comparações deste tipo são inevitáveis. Livro e filme possuem finais diferentes, e me atrevo a dizer que desta vez a adaptação conseguiu construir um desfecho melhor, mais real. De toda forma, meu muito obrigado ao André Aciman por presentear a humanidade com tão grande obra de amor.

“I stopped for a second. If you remember everything, I wanted to say, and if you are really like me, then before you leave tomorrow, or when you’re just ready to shut the door of the taxi and have already said goodbye to everyone else and there’s not a thing left to say in this life, then, just this once, turn to me, even in jest, or as an afterthought, which would have meant everything to me when we were together, and, as you did back then, look me in the face, hold my gaze, and CALL ME BY YOUR NAME”


RESENHA| LA LECCIÓN DE AUGUST (EXTRAORDINARIO)






São poucos os livros que eu li mais de uma vez na vida. Quando isso acontece é como o caso de Extraordinário, que eu li pela primeira vez em 2013 e reli agora, 6 anos depois, em outro idioma.

A vida do Auggie é um desses exemplos de superação capaz de inspirar qualquer pessoa. Guardo um carinho enorme por essa estória. E acredito que deve ser obrigação de todo leitor ter contato com essa obra. Se engana quem pensa que é um livro para crianças. Extraordinário nos ensina muito sobre empatia e ser amigável. A respeitar as diferenças e sempre tentar ser gentil com as pessoas.

Acredito que meu exemplar em português é o livro mais emprestado da minha coleção. A prova disso é que o pobrezinho está em bem acabado. É uma leitura fácil, com poucas páginas e capítulos bem curtinhos.

“Se nos debería recordar por las cosas que hacemos. Las cosas que hacemos son las cosas más importantes de todas. Son más importantes que lo que decimos o que nuestro aspecto. Las cosas que hacemos duran más que nuestras vidas… Las cosas que hacemos están hechas de los recuerdos que la gente tiene de ti. Por eso tus actos son como tus monumentos. Están construidos con recuerdos y no con piedras.”

L E I A

quarta-feira, 17 de julho de 2019

RESENHA| OUTLANDER: Os tambores do outono



O quarto volume desta saga épica continua surpreendendo. 1100 páginas divididas em duas partes e uma história que mais uma vez atravessa o tempo e espaço para mostrar a força do amor. E ao que parece a força do amor entre Claire e Jamie é inesgotável, assim como a habilidade da Diana Gabaldon de escrever sobre eles.

Confesso que fiquei um pouco apreensivo imaginando a motivação da autora para escrever um quarto livro e o que esperar de isso tudo. Outra vez não houve decepção. A trama é bem construída interligando passado, presente e futuro e uma forma cativante. Os detalhes são essenciais quando o assunto é Outlander. Nada acontece por acaso e a autora não cansa de mostrar isso.

Diana Gabaldon é mestra quando o assunto é romances históricos, seja na Escócia, Índias ou América. Nesta nova aventura o foco da narrativa deixa de ser meramente sobre Claire e Jamie e passa a envolver também a filha do casal, Brianna e o namorado Roger. A descoberta de Brianna em 1970 de que um incêndio no século XVIII acabaria com a vida de seus pais, leva a garota a tomar uma decisão drástica e atravessar o círculo em Craigh na Dun e avisar os pais sobre o incêndio fatal. Sem conseguir impedi-la do perigo da travessia, Roger resolve segui-la e apesar dos desencontros o destino guarda fortes emoções a esse novo casal rumo ao desconhecido.

Continuo recomendando OUTLANDER não somente para os que gostam de romance, mas também ficção, aventura e ação. As 3 primeiras temporadas da série de TV estão disponíveis na Netflix, e o material adaptado é bem fiel ao original.

terça-feira, 2 de julho de 2019

DIFERENÇAS ENTRE TURFA, TUFA, TURFO E TUFO



 TURFA

Carvão é o nome dado a diversas rochas sedimentares passíveis de uso como combustível, constituídas de um material heterogêneo originado de restos vegetais depositados em águas rasas, protegidos da ação do oxigênio do ar.  Do ponto de vista químico, os carvões caracterizam-se pelo alto teor de carbono, normalmente 55% a 95%. De acordo com esse teor, têm-se, dos tipos menos ricos para os mais ricos em carbono: turfa, linhito, hulha (ou carvão betuminoso) e antracito.
A turfa é um tipo de carvão húmico, e como tal é considerada uma rocha sedimentar de origem biogênica. Consiste de camadas fracamente consolidadas de várias misturas de plantas herbáceas, visíveis à olho nu e matéria mineral. Arde com chama fuliginosa e cheira a ervas secas queimadas. A porcentagem de carbono varia entre 55% a 60% tendo um alto teor de água e outras impurezas.

TUFA

A tufa calcária é uma rocha calcária muito porosa.Forma-se quando a água flui à superfície das regiões calcárias carregada de carbonato de cálcio dissolvido, ao encontrar-se com a atmosfera, ocorrendo a liberação do CO2 dissolvido (processo favorecido pela existência de vegetação), pelo que a componente calcária precipita, formando a rocha.A precipitação do carbonato de cálcio se dá pela perda de pressão e de temperatura da água.
É uma rocha muito leve e fácil de ser cortada a partir do solo, de modo que é fácil de trabalhar. É uma rocha bastante utilizada em trabalhos de esculpir.Sua coloração pode variar em função da presença de outros metais na água, indo do branco ao amarelo, até mesmo marrom ou preto. Vestígios da flora e fauna local pode ser encontrada no interior destes calcários.
Tipicamente apresentam granulação fina, alta porosidade, predomínio de cálcio em relação ao magnésio nos carbonatos, presença de restos de vegetais, de animais e baixos teores de terrígenos.

TUFO

O tufo é uma rocha sedimentar esponjosa de origem química que, em regra, deixa ver os órgãos vegetais, conchas, etc. sobre os quais fez o deposito.Possui baixa densidade, reduzida consistência intergranular que se traduz na presença de grãos (ou partículas de qualquer natureza) facilmente desagregáveis.Podem ser de dois tipos:

Tufo vulcânico: rochas piroclásticas originadas da consolidação de grãos finos que estiveram soltos, é uma rocha relativamente fácil de cortar e de esculpir, só que, como se forma apenas em erupções submarinas pouco profundas e sujeitas a erosão inicial, é relativamente raro. Seus componentes possuem diâmetro inferior a 4 mm. A maioria possui de 0,062 a 2 mm. Quanto à composição dos fragmentos, podem ser:

·         Vulcânico cristalino — O tufo vulcânico cristalino possui em sua composição mais de 75% de cristais vulcânicos e fragmentos de cristais ejetados.
·         Tufo vulcânico lítico — No tufo vulcânico lítico predominam fragmentos de rochas cristalinas geradas do resfriamento rápido dos materiais vulcânicos.
·         Tufo vulcânico vítreo — Mais de 75% da composição do tufo vulcânico vítreo é constituída por cinza vulcânica endurecida.

Tufo calcário: é uma rocha esbranquiçada originada a partir de sedimentos em água doce ou água subterrânea percolante, cujo depósito de carbonato de cálcio incorpora plantas e conchas ao longo do tempo. O travertino é um tipo mais compacto do tufo calcário.
    
TURFO
Não existe significado para a geologia.




REFERÊNCIAS

O TUFO VULCÂNICO NA CONSTRUÇÃO FAIALENSE. Disponível em <http://geocrusoe.blogspot.com.br/2008/05/o-tufo-vulcnico-na-construo-faialense.html>. Acessado dia 01/08/2016.
PRESS, F, SIEVER R.,GROTZINGER, J. & JORDAN, T. H., 2006. Para Entender a Terra. Tradução RualdoMenegat, 4 ed. – Porto Alegre: Bookman.
TEIXEIRA, Wilson (org.)  et. al; Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000.
TOLEDO, Sérgio L. V;Caracterização das tufas calcárias quaternárias de Ourolândia, Bahia; Universidade Estadual Paulista - UNESP, Rio Claro.