domingo, 4 de fevereiro de 2024

Resenha – Raging Star (Moira Young)

 

Mais uma trilogia concluída com sucesso! E com o um final agridoce...


 

O que posso dizer dessa conclusão, é que, após dois livros com muitas disputas e lutas ferozes, no fim das contas nossa heroína escolhe o caminho da paz para resolver o problema. 

 

A distopia/ ficção pós-apocalíptica escrita por Moira Young difere de outros textos YA também por outros motivos. Na minha opinião, Dust Land é um romance bem mais adulto, e por isso, não tem medo de fugir dos clichês do gênero. 

 

Estrela Furiosa (em tradução literal) é uma narrativa bem mais apressada que os antecessores. Acredito que tudo acontece em aproximadamente 10 dias, repletos de ação e aventura. O terceiro volume, aliás, parece bem mais com o início da trilogia, se comparado ao volume dois que se resume a uma longa viagem. 



10 anos após o lançamento do último livro da série e não posso deixar de achar uma pena que os dois últimos volumes nunca foram traduzidos no Brasil. 

 


SINOPSE LIVRO 3


 

Saba está pronta para cumprir seu destino e derrotar DeMalo e o Tonton... até que ela o conhece e ele confunde todas as suas expectativas com sua visão sedutora de uma terra curada, um Novo Éden. DeMalo quer que Saba se junte a ele, na vida e no trabalho, para criar e construir um mundo saudável, estável e sustentável... para os poucos escolhidos. Os poucos que podem pagar.


  

A escolha de Jack é clara: lutar contra DeMalo e tentar impedir o Novo Éden. Ainda incerta e com sua ligação com DeMalo em segredo, Saba se compromete com a luta. Acompanhada por seu irmão, Lugh, ansioso pelas terras do Novo Éden, Saba lidera um bando de guerrilha inexperiente contra o poderosamente carismático DeMalo, no comando de seus colonos e da milícia Tonton. Que chance eles têm? Saba deve agir. E esteja disposto a pagar o preço.


 

Saba não sabe mais quem ela é. Seu encontro com DeMalo a deixa atraída pelo homem que ela sabe que deveria ser seu inimigo. Ela não tem escolha a não ser continuar a liderar a luta contra ele. Saba conhece o preço da violência. Ela perdeu muito na busca pela liberdade. Agora ela deve decidir se vale a pena lutar.


 

SINOPSE LIVRO 2


 

Parecia tão simples: enfrentar os Tonton, resgatar seu irmão Lugh e então a ordem seria restaurada no mundo de Saba. A simplicidade, entretanto, se tornou uma ilusão. A luta pela liberdade de Lugh liberou um novo poder nas terras desérticas e um novo inimigo está prestes a surgir.



Qual é a verdade sobre Jack? E até onde Saba irá para encontrar o que quer? Nesta aguardada continuação de Caminhos de Sangue, Saba se vê dividida entre perigo e destino, traição e paixão.

 

SINOPSE LIVRO 1


 

Saba passou a vida inteira na Lagoa da Prata, uma imensidão de terra desértica assolada por constantes tempestades de areia. O lugar não a incomoda, contanto que o irmão gêmeo, Lugh, esteja por perto. Quando, porém, uma gigantesca tempestade chega trazendo quatro cavaleiros de mantos negros em seu rastro, a vida que Saba conhece chega ao fim: Lugh é raptado e ela tem que embarcar em uma perigosa jornada para resgatá-lo.



Repentinamente jogada na realidade selvagem e sem lei do mundo além da Lagoa da Prata, Saba não consegue pensar no que fazer sem Lugh para guiá-la. Por isso, talvez a maior surpresa seja o que descobre sobre si mesma: é uma lutadora incansável, uma sobrevivente feroz e uma oponente perspicaz. Com a ajuda de um audacioso e atraente fugitivo e de uma gangue de garotas revolucionárias, Saba se torna a protagonista de um confronto que vai mudar o destino de sua civilização.



Com ritmo arrasador, ação constante e uma história de amor épica, Caminhos de Sangue é uma aventura grandiosa ambientada em um mundo futurista e violento.

 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Resenha – Rebel Heart (Moira Young)


"I ain't afeared of nuthin."

 

Para quem gosta de ação esse é o livro perfeito! Narrativa apressada, frases curtas e muita aventura. É uma ficção pós-apocalíptica como eu gosto. Moira Young surpreende com um livro de estreia cativante. Como resultado foi muito elogiado pela crítica e pelos leitores ao redor do mundo. Tem um cenário que lembra muito Mad Max e com muitos elementos distópicos como Jogos Vorazes.


 

“Não consigo falar. Num consigo respirar. O Lugh foi embora. Embora. Meu coração de ouro foi embora. Eu ajoelho na poeira. As lágrimas escorrem pelo meu rosto. E uma chuva forte, vermelha, começa a cair.”

 

Coração Rebelde (tradução literal) é continuação de Caminhos Sangue. Eu li o primeiro volume no auge do hype das distopias e terminei insatisfeito. Acho que por conta das comparações.  Então, após terminar CAMINHOS DE SANGUE fiquei sem coragem para ler o resto. Achei o final bem fraco (dei 3 estrelas no Skoob o que quase nunca acontece). O que mais me desanimou foi que nunca lançaram a tradução dos volumes 2 e 3.

  


"O nome dele é Jack.

Sinto calor queimar dentro de mim. Rastejar pela minha pele. Um fio de suor desce pelo meu peito. Tiro a pedra do coração, que tava guardada em segurança dentro do meu colete. Ela tá morna. Não. Quente. Isso é estranho. Olho pro céu. O sol tá caíno no oeste. O dia devia tá esfriano. Mas parece meio-dia. Muito quente."

 

Desde 2015 eu espero por essa tradução, mas está claro que a Intrínseca engavetou o projeto. 9 anos depois, coloquei na cabeça que terminaria essa trilogia a partir do original. Não reli o primeiro volume, apenas continuei com o segundo, como se nada tivesse acontecido. E sinceramente desta vez gostei muito. O livro, apesar de ser uma sequência é bem conciso e aos poucos fui me lembrando dos acontecimentos do livro anterior.


 

“Eles vão precisar de você, Saba. O Lugh e a Emmi. E vão ter outros também. Muitos outros. Num se entregue ao medo. Seja forte, como eu sei que você é. E nunca desista, entendeu? Nunca. Num importa o que aconteça.

Eu fico olhano pra ele.

Num vou desistir, falo. Num sou de desistir, Pai.

Essa é a minha garota."

 

A série é boa, mas pelo que percebi a tradução não agradou o público brasileiro. O texto no original é escrito todo errado, em um inglês difícil de entender, na tentativa de representar a fonética das palavras ou como a personagem fala. Leva um tempinho para se acostumar, mas não chega a ser algo que influencie negativamente a qualidade do texto. Ele é incrivelmente único.


 

Enfim, ansioso pelo terceiro livro!

 

Rebel Heart - Dustlands - Livro 2

Ano: 2013 / Páginas: 448


SINOPSE EM PORTUGUÊS

 

Parecia tão simples: enfrentar os Tonton, resgatar seu irmão Lugh e então a ordem seria restaurada no mundo de Saba. A simplicidade, entretanto, se tornou uma ilusão. A luta pela liberdade de Lugh liberou um novo poder nas terras desérticas e um novo inimigo está prestes a surgir.



Qual é a verdade sobre Jack? E até onde Saba irá para encontrar o que quer? Nesta aguardada continuação de Caminhos de Sangue, Saba se vê dividida entre perigo e destino, traição e paixão.

 

SINOPSE EM INGLÊS

 

It seemed so simple: Defeat the Tonton, rescue her kidnapped brother, Lugh, and then order would be restored to Saba's world. Simplicity, however, has proved to be elusive. Now, Saba and her family travel west, headed for a better life and a longed-for reunion with Jack. But the fight for Lugh's freedom has unleashed a new power in the dust lands, and a formidable new enemy is on the rise.



What is the truth about Jack? And how far will Saba go to get what she wants? In this much-anticipated follow-up to the riveting Blood Red Road, a fierce heroine finds herself at the crossroads of danger and destiny, betrayal and passion.

 

LIVRO ANTERIOR: CAMINHOS DE SANGUE

 

Blood Red Road - Dustlands, Book 1

Ano: 2011 / Páginas: 459

 

SINOPSE EM PORTUGUÊS


 

Saba passou a vida inteira na Lagoa da Prata, uma imensidão de terra desértica assolada por constantes tempestades de areia. O lugar não a incomoda, contanto que o irmão gêmeo, Lugh, esteja por perto. Quando, porém, uma gigantesca tempestade chega trazendo quatro cavaleiros de mantos negros em seu rastro, a vida que Saba conhece chega ao fim: Lugh é raptado e ela tem que embarcar em uma perigosa jornada para resgatá-lo.

Repentinamente jogada na realidade selvagem e sem lei do mundo além da Lagoa da Prata, Saba não consegue pensar no que fazer sem Lugh para guiá-la. Por isso, talvez a maior surpresa seja o que descobre sobre si mesma: é uma lutadora incansável, uma sobrevivente feroz e uma oponente perspicaz. Com a ajuda de um audacioso e atraente fugitivo e de uma gangue de garotas revolucionárias, Saba se torna a protagonista de um confronto que vai mudar o destino de sua civilização.



Com ritmo arrasador, ação constante e uma história de amor épica, Caminhos de Sangue é uma aventura grandiosa ambientada em um mundo futurista e violento.

 

SINOPSE EM INGLÊS

 

No heart beats alone.

 

Saba has spent her whole life in Silverlake, a dried-up wasteland ravaged by constant sandstorms. The Wrecker civilization has long been destroyed, leaving only landfills for Saba and her family to scavenge from. That's fine by her, as long as her beloved twin brother Lugh is around. But when a monster sandstorm arrives bearing four cloaked horsemen, Saba's world is shattered. Lugh is captured, and Saba embarks on a quest to get him back.

 

A AUTORA: Moira Young

 

Moira Young foi uma atriz, dançarina e cantora de ópera, mas seus primeiros amores são livros e a escrita. Nascida no Canadá, ela agora vive no Reino Unido com seu marido. Blood Red Road é seu primeiro romance.

 

CITAÇÕES FAVORITAS

 

“LUGH GOT BORN FIRST. ON MIDWINTER DAY WHEN THE SUN hangs low in the sky.
Then me. Two hours later.

That pretty much says it all.

Lugh goes first, always first, an I follow on behind.

An that's fine.

That's right.

That's how it's meant to be.”

 

"O Lugh nasceu primeiro. No solstício de inverno, quando o sol fica bem baixinho no céu.

Depois fui eu. Duas horas depois. Isso já diz tudo.

O Lugh vai primeiro, sempre primeiro, e eu venho atrás.

E assim tá bem.

Assim tá certo.

É assim que tem que ser."


“Ever heard of the rule of three? he shouts as we run.

No!

If you save somebody's life three times, their life belongs to you. You saved my life today, that makes once. Save it twice more an I'm all yers.

I'll jest hafta make sure that don't happen, I says.”

 

"Já ouviu falar da regra de três? ele grita enquanto a gente corre.

Não!

Se você salvar a vida de alguém três vezes, a vida dessa pessoa é sua. Você salvou minha vida hoje. Salva ela mais duas vezes e eu sou todo seu."


 

“I weep fer the girl with the butterfly on her cheek.

I weep fer Emmi. Fer Pa. Fer Lugh. Fer me.

Fer what we used to be.

Fer what got took from us.

Fer what's lost to us ferever.”

 

"Porque tá tudo definido. Tá tudo determinado".

 

“Move fast, travel light an never tell 'em yer real name, Jack says.”

 

" O amor faz você fraco. Quando você se importa tanto assim, você num consegue pensar direito."

 

"Estremeço e me enrolo mais no manto. 

Faz tanto frio na neblina. 

Fica ainda mais frio sem o sorriso do Jack".


"Prefiro dormir pelado num ninho de escorpiões"


"Eu só tava falano...

Bom então num fala!"

 

“Ele é a minha luz. Eu sou a sombra dele. O Lugh reluz que nem o sol. Por isso que deve ter sido tão fácil acharem ele. Só precisaram seguir a luz dele.”

 

"Maldito Jack. O que há com ele? O que ele tem que parece encantar todo mundo e tudo que cruza o caminho dele? A Ash e praticamente todas as outras Gaviãs Livres, a minha irmã, e agora meu maldito corvo. Juro, se tivesse uma pedra no caminho e ele não quisesse passar por cima, bastava dar uma olhadinha pra ela e a pedra rolava pra fora do caminho."

 

“Ele num diz nenhuma palavra. Só percorre os olhos devagar pelo meu corpo, até os meus pés, e depois vai subin de novo. Os outros homens assoviam e uivam. Sinto um calor me percorreno toda. Sinto ele queimar o meu peito, o meu pescoço, as minhas bochechas. Devo tá muito vermelha. Então ele sorri. Um sorriso torto, inclinado.”

 

“O homem sábio vê isso, dá meia-volta e foge o mais rápido que pode. (Jack)

Mas a gente num vai dar meia-volta, falo. (Saba)

Não, ele fala. Sabedoria num é uma virtude que eu finjo ter.”

 

“Eu num vou abandonar você, falo. Prometo. Vou tentar ser uma irmã melhor pra você Emmi. (Saba)

Tá tudo bem. Num precisa. Eu to meio que acostumada com você do jeito que é. (Emmi)”

“Eu num tenho tempo pra isso Emmi, digo. Eu…

Cala a boca Saba, ela fala.

Eu to tão bestificada que fico quieta.”


“Atrás de mim ele (Jack) começa a cantar.

Eu já escalei montanhas altas e naveguei por mares vastos

E muitas formosas vi

Mas a beleza dela me derrubou com um único olhar

Ó, Annie malvada, a quem nunca hei de agradar.

(…)

Ah, tantas belezas desejaram que eu ficasse

Mas só Annie me arrebatou

Pode me ferir, me afastar, meu coração cortar

Mas minha Annie malvada eu não vou deixar.

(…)

Em pouco tempo tô cansada não só da melodia e da voz dele, mas também de ouvir falar da Annie malvada. Que canção imbecil. Quer dizer, que tipo de idiota ia aguentar uma mulher tão problemática?”

 

"Os mesmos homens que mataram o Pai levaram o Lugh, falo. Eu vou atrás deles.Num sei pra onde levaram ele. Pode ser muito longe daqui. Posso demorar um tempo pra encontrar ele. Mas eu vou. Vou trazer ele de volta."

 

"O Nero faz o de sempre, que é se empoleirar no meu ombro e gritar bem alto no meu ouvido, pra me dizer o que ele tá pensano. Ele sempre tem uma opinião, O Nero, e ele é muito esperto mesmo. Eu acho que se a gente entendesse a língua dos corvos a gente ia descobrir que ele tava dizeno uma ou duas coisas sobre o melhor jeito de consertar um telhado."

 

“Choro pela Emmi. Pelo Pai. Pelo Lugh. Por mim.

Pelo que a gente era.

Pelo que foi tirado da gente.

Pelo que a gente perdeu para sempre.”

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

O CONTO DA AIA – MARGARET ATWOOD (The handmaid’s tale)

 

Que livro perfeito. Imediatamente adicionado na minha lista de distopias preferidas. Desde que surgiu a série eu queria muito assisti-la, porém não sem antes ler o livro. Pronto, estou livre da minha promessa.

 

O conto da Aia tem o que eu mais gosto em distopias. Esse recorte de um só momento da história daquele universo e não necessariamente ela por inteira. As distopias YA da atualidade sempre mostram algum tipo de herói colocando fim ao sistema. Tem sempre o bem vencendo o mal. Eu prefiro esses finais abertos. E aqui temos um final bem diferente.

  

“Tudo o que as Aias usam é vermelho: como a cor do sangue, que nos define.”

 

O romance é contado em primeira pessoa, o texto oscila entre presente e passado. Algumas cenas são bem pesadas, necessitam de um tempo para serem digeridas, mas fora isso, é uma leitura rápida e interessante. A narrativa é tocante, bem íntima e repleta de momentos reflexivos.

 

“A sanidade é um bem valioso: eu a amealho e guardo escondida, como as pessoas antigamente amealhavam e escondiam dinheiro. Economizo sanidade, de maneira a vir a ter o suficiente quando chegar a hora.”

 

A obra de Margaret Atwood é um dos clássicos que nunca deixam de ganhar reedições. Ele é um livro bem datado, como Fahrenheit 451 no quesito tecnologia ainda falando de disquetes e outras invenções antiquadas. Porém, em seu conteúdo, continua mais atual que nunca. Talvez seja por isso que a série de televisão homônima (The handmaid’s tale, no original e produzida pelo canal de streaming Hulu) faz/fez tanto sucesso.


"Considero todas essas possibilidades ociosamente. Cada uma delas parece ter a mesma medida que todas as outras. Nem uma parece preferível. A fadiga está aqui, em meu corpo, em minhas pernas e olhos. Isso é o que derruba você no final. Fé é apenas uma palavra bordada."

 

Li a tradução em francês e uma coisa que gostei foi o uso do ‘De’ para posse, como no francês. No Brasil ficou igual ao original em inglês, como se fossem nomes, Ofglen, Ofcharles, Ofwayne, Offred. No francês ficou Defred, Deglen etc. E falando em França, como Simone de Beauvoir diria: ‘Basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados.’

 


SINOPSE EM PORTUGUÊS

 

A história de O conto da aia passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes - tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado - há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar.



Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.

 

SINOPSE EM FRANCÊS

 

Devant la chute drastique de la fécondité, la république de Gilead, récemment fondée par des fanatiques religieux, a réduit au rang d'esclaves sexuelles les quelques femmes encore fertiles. Vêtue de rouge, Defred, «servante écarlate» parmi d'autres, à qui l'on a ôté jusqu'à son nom, met donc son corps au service de son Commandant et de son épouse. Le soir, en regagnant sa chambre à l'austérité monacale, elle songe au temps où les femmes avaient le droit de lire, de travailler... En rejoignant un réseau secret, elle va tout tenter pour recouvrer sa liberté.

 

SINOPSE EM INGLÊS

 

The Republic of Gilead offers Offred only one function: to breed. If she deviates, she will, like dissenters, be hanged at the wall or sent out to die slowly of radiation sickness. But even a repressive state cannot obliterate desire – neither Offred's nor that of the two men on which her future hangs.

Brilliantly conceived and executed, this powerful evocation of twenty-first-century America gives full rein to Margaret Atwood's devastating irony, wit and astute perception.

 

CITAÇÕES FAVORITAS



“Se acontecer de você ser homem, em qualquer tempo no futuro, e tiver chegado até aqui, por favor lembre-se: você nunca será submetido à tentação de sentir que tem de perdoar um homem como uma mulher. É difícil de resistir, acredite.
Mas lembre-se de que o perdão também é um poder. Suplicar por ele é um poder, e recusá-lo ou concedê-lo é um poder, talvez de todos o maior.
Talvez nada disso seja a respeito de controle. Talvez não seja realmente sobre quem pode possuir quem, quem pode fazer o que com quem e sair impune, mesmo que seja até levar à morte. Talvez não seja sobre quem pode se sentar e quem tem de se ajoelhar ou ficar de pé ou se deitar, de pernas arreganhadas. Talvez seja sobre quem pode fazer o que com quem e ser perdoado por isso. Nunca me diga que dá no mesmo. "

 

"Não deixem que os bastardos esmaguem vocês."

 

"Acredito na resistência do mesmo modo que acredito que não pode haver luz sem sombra; ou melhor, não pode haver sombra a menos que também haja luz."

 

"Falhei mais uma vez em satisfazer as expectativas dos outros, que se tornaram minhas próprias expectativas."



"Mãe nenhuma jamais corresponde, completamente, a ideia de uma filha do que a mãe deveria ser, e imagino que isso também seja verdade no sentido inverso."


"Um rato num labirinto está livre para ir a qualquer lugar, desde que permaneça dentro do labirinto."