quarta-feira, 24 de junho de 2020

TOP 10| SÉRIES DE ÉPOCA

1- DOWNTON ABBEY



Downton Abbey é uma série de televisão britânica de drama histórico produzida pela companhia Carnival Films para o canal ITV. A série se passa em sua maior parte em uma propriedade fictícia, localizada em Yorkshire, chamada Downton Abbey e segue os Crawley, uma família aristocrática inglesa, e os seus criados, no início do século XX, a partir de 1912. Ela foi criada por Julian Fellowes, também seu principal roteirista, estreou em 26 de setembro de 2010 e teve seis temporadas.

 


2 - THE VILLAGE

 



The Village é uma série de televisão da BBC escrita por Peter Moffat. O drama conta a história da vida em uma vila de Derbyshire no século XX através dos olhos de um personagem central, Bert Middleton. Bert foi retratado como menino por Bill Jones, como adolescente por Alfie Stewart, como jovem por Tom Varey e como velho por David Ryall. John Simm interpreta o pai de Bert, John Middleton, um fazendeiro abusivo e alcoólico de Peak District, e Maxine Peake interpreta a mãe de Bert, Grace.




A primeira temporada foi lançada em 2013 e cobriu os anos de 1914 a 1920. Uma segunda temporada foi transmitida no outono de 2014 e continuou a história até a década de 1920. Estavam programadas mais temporadas durante a Segunda Guerra Mundial, austeridade britânica do pós-guerra e assim por diante, mas o programa foi cancelado. Ao contrário de Downton Abbey, esta versão da história é um trabalho história da classe trabalhadora.

 


3 - HATFIELDS AND MCCOYS



Minissérie em seis episódios, foi a primeira minissérie do canal a cabo americano History e produzida e estrelada por Kevin Costner. Com base em história real, Hatfields & McCoys apresenta a disputa sangrenta que existiu entre duas famílias durante o período pós-guerra civil, onde Anse e McCoy são amigos e companheiros que lutaram juntos na Guerra.




Com o fim do conflito, cada um retornou aos seus respectivos lares e famílias. Hatfield foi para Virgínia e McCoy para o estado de Kentucky. Quando o ex-soldado da União, Asa Harmon McCoy, primo de Randall, é assassinado, as suspeitas recaem sobre um grupo de ex-confederados conhecido pelo nome de Logan Wildcats. Acontece que o grupo foi formado por Anse Hatfield, que se torna o principal suspeito. Esse evento deu início a uma nova ‘guerra civil’ entre as duas famílias, que envolveu amigos, vizinhos e diversos personagens que nada tinham a ver com o caso, cada um sendo obrigado a tomar partido.

 


4 - SPARTACUS



SPARTACUS: SANGUE E ARENA foi uma série da Starz lançada em janeiro de 2010 e contou com apenas uma temporada. A série é focada em Spartacus, o famoso escravo que se tornou gladiador e liderou a mais célebre revolução da Roma Antiga. Sua história foi narrada em diversos livros, filmes, jogos e foi imortalizada pelo cineasta Stanley Kubrick em seu filme estrelado por Kirk Douglas. A série é bastante conhecida pelas inúmeras cenas de sexo, inclusive com nudez frontal.



Uma prequel estreou em janeiro de 2011, com o nome de SPARTACUS: DEUSES DA ARENA. A série segue o personagem Gannicus (Dustin Clare), o primeiro gladiador a se tornar Campeão de Capua. O elenco e personagens foram reprisados da série original, incluindo, Lucy Lawless (eterna Xena, A Princesa Guerreira)  como Lucretia, John Hannah como Batiatus, Peter Mensah como Oenomaus, e Manu Bennett como Crixus. Andy Whitfield fez uma pequena aparição como Spartacus. A minissérie tem 6 episódios que se passam um ano antes da chegada de Spartacus.

 


A sequência direta da primeira temporada foi ao ar em 2012 sob o nome SPARTACUS: VINGANÇA, se passando após a rebelião e fuga dos gladiadores da casa de Batiatus. A série teve 10 episódios e Spartacus foi interpretado por Liam McIntyre.

 


A terceira e última sequência, intitulada SPARTACUS: GUERRA DOS CONDENADOS, encerrou a saga do personagem Spartacus em 2013. Nessa parte da história é narrada a batalha entre o exército de ex-gladiadores liderados por Spartacus e os soldados romanos. A série teve 10 episódios e Spartacus foi interpretado novamente por Liam McIntyre.

 


5 - MASTERS OF SEX



Baseada em fatos reais, a série segue a história do Dr. William Masters (Michael Sheen) e da psicóloga Virginia Johnson (Lizzy Caplan), dois pioneiros no estudo da sexualidade humana (principalmente sobre o orgasmo feminino) nos anos sessenta. Uma série excelente que foi cancelada pelo canal Showtime em 2016 após quatro temporadas. Acabou de maneira satisfatória, encerrando com um final feliz e clichê. 


~We are the sexual revoluion!


6 - BONNIE AND CLYDE

 


Minissérie em dois episódios, é uma produção dos canais History, Lifetime e A&E dos EUA. Com roteiro de John Rice e Joe Batteer, a história de Bonnie e Clyde já foi retratada em livros, músicas, filmes, peças teatrais e até em um musical da Broadway, que tentaram captar o fascínio que a vida e morte dos dois exerce sobre o púbico.



A história apresenta a trajetória de Bonnie, uma garçonete que se muda para o Texas com a mãe Emma, uma costureira que está em busca de uma vida melhor em plena era da Grande Depressão. Lá ela conhece Clyde que, na companhia do irmão Buck e de outros, forma uma gangue para praticar diversos assaltos a pequenos bancos, lojas e postos de gasolinas. Ao se unir ao grupo, Bonnie também passa a ser procurada pela polícia, liderada por Frank Hunter, um patrulheiro do Texas.

 

7 - BAND OF BROTHERS

 


Minissérie narrada em 10 episódios tem como base o livro “Band of Brothers”, de Stephen Ambrose, além do livro de memórias “Parachute Infantry: An American Paratrooper’s Memoir of D-Day and the Fall of the Third Reich”, escrito por um dos soldados sobreviventes. A adaptação para a TV foi feita por uma equipe de sete roteiristas: Erik Jendresen, Tom Hanks, John Orloff, E. Max Frye, Graham Yost, Bruce C. McKenna e Erik Bork.

 


A história apresenta o batalhão desde o treinamento em uma base militar americana, passando pelas primeiras missões, o testemunho dos conflitos ocorridos no Dia D, e em outras batalhas históricas, culminando com a tomada da Alemanha e a descoberta da existência de campos de extermínio judeus.

 

8 - THE PACIFIC



Minissérie em 10 pisódios, e resultado novamente da união de Steven Spielberg e a HBO para mais uma produção sobre a 2ª Guerra Mundial. A direção ficou a cargo de Carl Franklin, Jeremy Podeswa, Tony To, Tim Van Patten, e Graham Yost.



Escrita com base nos diários do fuzileiro Eugene Sledge, a trama gira em torno de um grupo de soldados que questionam o sentido da guerra e de suas vidas. Centrada nas histórias de três fuzileiros, Robert, Eugene e John Basilone, a minissérie narra desde o primeiro ataque dos japoneses até o dia da vitória.


9 - 1864



Minissérie em oito episódios co-produzida pela Dinamarca, Suécia, Alemanha e Noruega. É a produção mais cara da TV dinamarquesa. Adaptada por Ole Bornedal da obra de Tom Buk-Swienty, Slagtebænk Dybbøl. A história é situada no período da 2ª Guerra de Schleswig contra o Reino da Prússia, também conhecida como a Guerra dos Ducados. Os irmãos Laust e Peter se apaixonam pela rica herdeira Inge, que inicia um romance com os dois rapazes.



Quando o pai de Laust e Peter morre, os irmãos partem para os campos de batalha. A partir desse ponto a trama é narrada através do diário de Inge, encontrado cento e cinquenta anos mais tarde por Claudia, uma jovem que perdeu o irmão na guerra do Afeganistão e que trabalha como assistente de um Barão com cem anos de idade.

10 - THE HEAVY WATER WAR

 


Minissérie em seis episódios produzida pelo canal norueguês NRK em parceria com Sebasto Film (Dinamarca), Headline Pictures (Reino Unido) e da Svensk Filmindustri (Suécia). Com locações na República Tcheca, Inglaterra, Alemanha e no interior da Noruega, a minissérie tem direção de Per-Olav Sørensen e roteiro de Petter Rosenlund.



A história de The Heavy Water War inicia em 1932, ano em que Werner Heisenberg, um cientista alemão, ganha o prêmio Nobel de Física pela descoberta da mecânica quântica. Mais tarde, em 1939, ele se torna um dos encarregados pelo governo nazista de desenvolver a energia nuclear e a bomba atômica.

terça-feira, 23 de junho de 2020

RESUMO| OUTLANDER: LIVROS X SÉRIE DE TV

OUTLANDER: LIVRO 1 - TEMPORADA 1



SINOPSE OFICIAL


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.


Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro das Terras Altas, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo pelo escocês. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?


***


Outlander é tema da minha admiração por muitos motivos. Começando porque a trama é uma das melhores que eu já vi. Diana Gabaldon escreve de uma maneira única. Demonstra ter total conhecimento sobre o que está escrevendo. Entende de história, medicina, ervas e do amor.

 

Cria personagens vivos e dá vida aos que já morreram. Mescla ficção e acontecimentos reais do passado numa narrativa de tirar o fôlego. A mulher é surpreendente, tanto a escritora quanto a personagem protagonista, a Claire.

 

Sobre a adaptação, perde pouca coisa quem opta apenas por assistir. O seriado é muito fiel aos livros. Note que cada livro tem enredo fechado: começo, meio e fim, apesar de serem parte de uma série de 8 livros. Essa característica é transportada para a adaptação televisa, onde cada temporada acompanha os eventos de um único livro (talvez por enquanto). Isso serve para renovar a trama a cada nova temporada e nos deixar ávidos por uma continuação.

 

Novamente deixo minha recomendação de leitura para Outlander. É uma super opção de romance de época, mas longe de ser apenas um romance bobo, a série é repleta de ação, aventura e paisagens incríveis.

 


E para aqueles que não curtem muito o mundo dos livros, recomendo a série homônima que atualmente se encontra disponível na Netflix. Outlander no momento é minha maior recomendação de programa de TV. A recomendação é para os que gostam de romance, mas também ficção, aventura, ação mistério, intrigas, amor, sexo (e muito sexo!). É uma excelente adaptação da obra. Vale super a pena assistir.

 

Sucesso garantido, a série tem previsão de retorno para uma 6ª temporada e provavelmente ainda terá uma 7ª e 8ª temporada, se continuar adaptando um livro por temporada.


A LIBÉLULA NO ÂMBAR (LIVRO 2)

 


Vou iniciar minha fala sobre o segundo livro da série dizendo que este possui um dos melhores finais. O momento da separação da Claire e o Jamie foi um dos mais tristes que eu já li na vida. Um dos momentos mais tristes da saga dos dois é o retorno a Craigh na Dun, o círculo de pedras. Mesmo anunciada logo no início da narrativa, quando o momento chega é tão comovente e tão verdadeiro que me leva a pensar se realmente poderia existir um amor assim, capaz de sobreviver a um hiato de 200 anos de história.


A paixão que a Diana Gabaldon usa para escrever sobre a Claire e o Jamie é invejável. Cada pequeno detalhe do relacionamento dos dois é uma fonte de amor que se perpetua através do tempo, da dor e das infelicidades da vida. 


A obra como um todo é uma leitura extremamente cativante. Não somente o final é fantástico, mas todo o resto. Preciso urgentemente saber se a Claire escolhe ficar com a filha no presente ou volta para o amor da vida dela no passado. Eu particularmente voltaria... 


TEMPORADA 2

 


Assim como o livro, a segunda temporada é uma das minhas favoritas. O inicio é marcado pela indecisão da protagonista em voltar para o futuro ou permanecer no passado. Trocar o Jamie Fraser por Frank Randall. Mas o que chama mesmo a atenção são os diálogos bem elaborados em inglês e francês, e a coragem da série em não cair no comodismo das produção americanas ao mostrar personagens de outros países sempre falando inglês.

 

Também é na segunda temporada que pela primeira vez a abertura muda para incorporar elemenos da musicalidade do novo local de gravação. A música passa a ter uma parte cantada em galês ao invés do som da gaita de foles. Mudanças desse tipo acompanharão a série em todas as temporadas.

 

Catriona Balfe dá um show de atuação, sobretudo pelo episódio FAITH. A atuação dela superou a narrativa do livro, sendo um dos meus momentos favoritos de todas as temporadas. Apesar da excelente atuação, Balfe foi ser injustiçada pelo Globo de Ouro. A série voltaria ser indicada na terceira temporada, completando um total de 3 indicações sem nunca levar o prêmio. 


O RESGATE NO MAR (LIVRO 3)



Dividido em dois volumes, o terceiro livro da série A Viajante do Tempo soma mais de 1200 páginas (o maior até agora). Longe de ser uma leitura maçante, a narrativa é equilibrada e convincente.


A autora no primeiro volume busca inspiração nos romances de época e capricha no quesito "romance proibido".
Já o segundo volume vem para amarrar qualquer ponta solta que ainda restava dos dois primeiros livros. Destino e coincidência nunca foram tão presentes em outro momento da vida da Claire e do Jaime. Aventura, suspense, amor, traições e muito sexo são marcas registradas dessa jornada.


Vinte anos após a Batalha de Culloden e da dolorosa separação em Craigh na Dun, Claire está de volta a Escócia, e dessa vez na companhia da filha Brianna. Apesar de todos esses anos ter pensado que seu amado morreu em Culloden, Claire descobre evidências que Jaime continua vivo no passado. Longe de tê-lo esquecido, os anos de separação não foram capazes de apagar as lembranças do guerreiro escocês. O desejo continua vivo, e desta vez Claire terá que fazer uma escolha difícil: continuar em 1968 com Brianna, a filha dos dois ou voltar para o século XVIII e tentar reencontrar o amor da sua vida. Além da difícil decisão, ainda há os desafios de uma terceira viagem através do círculo de pedras. O tempo está passando e Claire precisa decidir novamente entre o futuro e passado.


É unânime, a Diana Gabaldon continua escrevendo com maestria uma estória que parece não se esgotar! Nessa nova fase da saga é explorado um número bem maior de lugares ao redor do mundo. Personagens novos e antigos tornam a trama tão cheia de surpresas e reviravoltas que é difícil conter a empolgação.


TEMPORADA 3

 


Outlander é uma das melhores séries do momento. A trama e o elenco são sensacionais. São 3 temporadas e nenhuma sinal de desgaste da estória. É um exemplo de adaptação bem feita. Eu, fã dos livros, não tenho nada para reclamar. Inclusive desse terceiro ano, que posso caracterizar como a temporada mais original da série até o momento. É única e em alguns momentos bastante diferente da contraparte, o que em nada prejudicou a qualidade do show. Tudo está lá, mesmo que de uma maneira um pouco diferente...

 

Foi realmente um ano decisivo para a série e diferente de tudo já presenciado pelos fãs de Outlander. Distante dos ares frios da Europa e bem mais próximo do calor dos trópicos. A equipe técnica está de parabéns pela excelente qualidade das cenas no oceano, já que grande parte desse ano aconteceu em alto mar.

 

Houve uma grande redução dos arcos paralelos, e o enredo focou principalmente no casal Claire e James, e em apresentar os personagens que terão uma maior participação na próxima temporada.

 

O melhor episódio de certeza foi o 13 (olho da tempestade). Não apenas por ter sido o último, mas por conta da atuação do Sam Heughan e da Caitriona Balfe. A maneira como a América foi apresentada aos telespectadores é formidável, com uma trilha sonora de fazer o coração tremer.


OS TAMBORES DO OUTONO (LIVRO 4)

 


O quarto volume desta saga épica continua surpreendendo. 1100 páginas divididas em duas partes e uma história que mais uma vez atravessa o tempo e espaço para mostrar a força do amor. E ao que parece a força do amor entre Claire e Jamie é inesgotável, assim como a habilidade da Diana Gabaldon de escrever sobre eles.

 

Confesso que fiquei um pouco apreensivo imaginando a motivação da autora para escrever um quarto livro e o que esperar de isso tudo. Outra vez não houve decepção. A trama é bem construída interligando passado, presente e futuro e uma forma cativante. Os detalhes são essenciais quando o assunto é Outlander. Nada acontece por acaso e a autora não cansa de mostrar isso.

 

Diana Gabaldon é mestra quando o assunto é romances históricos, seja na Escócia, Índias ou América. Nesta nova aventura o foco da narrativa deixa de ser meramente sobre Claire e Jamie e passa a envolver também a filha do casal, Brianna e o namorado Roger. A descoberta de Brianna em 1970 de que um incêndio no século XVIII acabaria com a vida de seus pais, leva a garota a tomar uma decisão drástica e atravessar o círculo em Craigh na Dun e avisar os pais sobre o incêndio fatal. Sem conseguir impedi-la do perigo da travessia, Roger resolve segui-la e apesar dos desencontros o destino guarda fortes emoções a esse novo casal rumo ao desconhecido.


TEMPORADA 4

 


Para quem antes reclamava que a trama era muito focada no casal Claire e Jaime essa 4ª temporada é um agrado. Pela primeira vez temos um episódio completamente livre da participação da Caitriona Balfe e do Sam Heughan. Temos um episódio todinho com a Sophie Skelton e o Richard Rankin, a Brianna e o Roger como protagonistas. E podemos esperar mais do casal Brianna e Roger nas próximas temporadas, além de uma maior participação de outros personagens.

 

Esse quarto ano é o ano do recomeço para Claire e Jaime. Depois de 20 anos separados o casal finalmente encontra a chance de refazer a vida no Novo Mundo. Longe de ser um lugar tranquilo, e tranquilidade é uma palavra que não existe na vida desses dois, as Colônias acabam se tornando palco de momentos de perigo e reencontros inesperados...


A série continua uma ótima adaptação do material original. A temporada é adaptação do qaurto livro da saga, intitulado Outlander - Os tambores do Outono, e até o momento é a que mais se distancia dos livros, na ordem dos acontecimentos e sobretudo com personagens assumindo arcos que diferem de suas contraparte nos livros.


A CRUZ DE FOGO (LIVRO 5)

 


- Quando chegar o dia em que tivermos que nos separar - disse ele baixinho, e virou-se para me olhar-, se minhas ultimas palavras não forem "eu amo você" saiba que isso não aconteceu porque não tive tempo.

 

Sinto que quase não tenho mais o que dizer sobre a incrível capacidade da Diana Gabaldon de contar uma boa história. A Cruz de Fogo é o quinto volume da série, e mesmo que de início possa parecer que não há mais o que inventar, ela sempre dá um jeito. O problema é que os livros são verdadeiros calhamaços e somente umas duzentas páginas depois do começo é a que a narrativa passa a ficar realmente interessante. Quando o ritmo da estória acelera, é quase impossível parar!

 

A autora tece com maestria uma rede de intrigas na Carolina do Norte, e apresenta para os leitores um panorama do funcionamento da aristocracia colonial  do século XVIII. Claire e Jamie novamente se vêem no meio de uma disputa, desta vez entre a Coroa inglesa e os pioneiros europeus. A guerra pela Independência das colônias se aproxima, e Jamie é convocado para liderar uma milícia contra os insurgentes. Em seus esforços para construir uma comunidade na Cordilheira dos Frasers, proteger sua terra, e continuar fiel a Coroa ele contará com a ajuda da filha Brianna e do genro Roger, nascidos no século XX. Além do conflito histórico uma outra figura voltará do passado recente para atormentar a vida dos moradores da Cordilheira.

 

Uma das marcas mais claras da escrita da Gabaldon é que ela é muito detalhista, e mesmo depois de mais de mil páginas ela sempre deixa um gancho para a continuação. No caso continuações, no plural. A trama é complexa, mas bem humorada. Com muita aventura e personagens históricos quase sempre reais. Outra característica de sua prosa é o erotismo. A cenas de sexo são recorrentes, descritas de maneira sutil e cheias de emoção.

 

Eu amo quando surgem umas referências atemporais. Citações a bandas de rock dos anos 60-70, autores, ciência. Nessa época de quarentena, sem poder viajar, tem dias que a gente sente no fundo da alma a vontade de sair de casa sem necessidade. Para amenizar essa sensação nada melhor que ler um livro que é pautado por viagens, no tempo e na história.

 

Mesmo sendo o quinto livro da série Outlander é quase tão bom quanto o primeiro! É uma história fantástica e original. Todo mundo deveria ler esse livro. É maravilhoso e viciante. Agora preciso do caríssimo volume 6: um sopro de neve e cinzas.

 

Outlander, volume 5: A Cruz de Fogo. 2001. 1117 páginas.


TEMPORADA 5

 


Esse ano logo que terminei o livro comecei a ver a temporada, então passei mais tempo focado em perceber as diferenças que foram muitas. Inclusive fico mais ansioso por saber o que vai acontecer com a série e não com os livros. Os livros de Outlander apesar de serem majoritariamente narrados pela Claire se distanciaram de sua história, e a série é bacana porque acaba trazendo o protagonismo para ela.

 

Essa sem dúvida foi a temporada mais diferente do livro-base, os produtores escolheram encerrar alguns arcos que nos livros ainda estão acontecendo e apresentaram novos personagens e acontecimentos de forma distinta. O número de personagens é reduzido considerando que nos livros há sempre alguém novo aparecendo. A temporada deu mais espaço para o Roger e a Brianna, sobretudo para o Roger. Tornaram o personagem mais importante e com mais destaque. O argumento para a próxima temporada é diferente do que eu esperava após ler o quinto livro, mas sigo com expectativa elevada.

 

Acredito que seja uma tendência do programa se afastar cada vez mais das contrapartes. Uma tentativa de continuar atrativa para o público, considerando a complexidade da estória. Esse ano teve apenas doze episódios, alguns bons momentos, uma fotografia linda e a proeza de adaptar os melhores diálogos de A Cruz de Fogo. Entretanto me incomodo que haja muita violência, sobretudo violência sexual. A equipe de produção tem o desafio de buscar melhores maneiras de acrescentar reviravoltas no show e se manter interessante para a sexta temporada. Estou aguardando!


domingo, 21 de junho de 2020

13 REASONS WHY: O FINAL TARDIO


Antes de criticar 13 REASONS WHY é preciso ler o livro, ou assistir a série da Netflix. Eu fiz as duas coisas. Logo após a estreia da primeira temporada, a série se tornou sensação do momento para jovens e fãs de séries. O livro de Jay Asher é um fenômeno mundial há alguns anos e voltou com uma cara diferente. A série Netflix tem 13 episódios por temporada, uma coincidência com o número de razões? Acho que não!

 

"É necessário saber que não foi apenas um motivo, não foi um incidente isolado. Foram vários, e tudo se tornou uma bola de neve. Desde o momento em que a borboleta encontra o furação, foram diversas as tentativas de fugir. Mas no final, mesmo após uma última tentativa não foi suficiente"



Durante a leitura, acompanhamos a história de Hannah Baker, uma jovem que cometeu suicídio. Além disso, antes de cometer suicídio, Hannah deixou 7 cassetes e cada cassete conta um motivo que a levou a cometer suicídio.


A primeira temporada é um trabalho excepcional. O assunto da discussão, suicídio, é um tema muito importante do século XXI, e o autor conseguiu criar uma situação formidável para falar sobre o bullying. A abordagem me agradou muito e o desenvolvimento da história é surpreendente. Além de ser um exemplo de excelente adaptação de livro.


"E agora, sempre que alguém disser 'Sinto Muito', vou pensar nela."


Confirmada uma segunda temporada, aguardei para ver que tipo de continuação dariam a  estória, diga-se de passagem desnecessária. Tentei assistir a segunda temporada assim que estreou e não consegui. Gostei muito do livro e como a primeira temporada foi adaptada. Quando a nova temporada veio, achei forçada.


Entretanto fiquei sem opção do que assistir e resolvi dar uma nova chance a segunda temporada de 13 Reasons Why. A pior coisa foi ver a Hannah versão fantasma, a trama está boa e voltar a ver a Hannah a partir da versão da história dos outros personagens é incrível, mas o Clay conversando com o fantasma da Hannah e muito sem noção.



O elenco se resumiu muito mais aos personagens masculinos e a abordagem da série para com assuntos sérios ainda soa um tanto superficial o que continua para a terceira temporada, que apesar de introduzir uma nova personagem feminina não consegue chegar a um equilibro. Novamente o final é forçado e longe da realidade.


Após a segunda temporada me esforcei para continuar a série. O roteiro passou a ser repetitivo: morte, diálogos com os mortes e investigação policial. Selena Gomez foi produtora da série nas duas primeiras temporadas, mas depois da forte polêmica entorno do programa ela se afastou. Outra que também se afastou depois da segunda temporada foi a interprete da protagonista Hannah Baker (Katherine Langford)  que inclusive não retornou nem para o nostálgico episódio final. A produção utilizou uma gravação da primeira temporada para a despedida da personagem.



A última temporada de 13 Reasons Why voltou com apenas 10 episódios e não mais 13, porém igualmente ruim. Cada episódio foi um momento clichê na vida dos estudantes americanos: visita a Universidade; Baile de Dia dos Namorados; Viagem da Escola; Entrevista para a Faculdade; Baile de Formatura etc.

 

A quarta temporada voltou mais adolescente que nunca. Tentou imitar as outras séries de sucesso e falhou. Os adolescentes nessa série são extremamente infantis - uma tendência que se agravou depois do primeiro ano. O pior é que a série criou vários momentos impossíveis de acreditar que poderiam ser verdadeiros, principalmente a causa da morte de um personagem. Falando dos mortos, como nos anos anteriores, alguém morto da temporada antecedente voltou a aparecer. Na verdade esse último ano foi basicamente de diálogos com fantasmas.



Fico feliz por essa série ter acabado, a primeira temporada é excelente, uma ótima adaptação do livro. Porém as continuações ficaram horrendas. Além da irresponsabilidade dos produtores ao abordar vários problemas ligados a saúde mental sem o aprofundamento necessário.

 

Sobre os personagens: finalmente tiraram o personagem gay do armário e ainda tentaram criar um romance, mas tudo aconteceu tão rápido que ficou impossível criar empatia por qualquer coisa na temporada inteira.



Infelizmente colocaram a menina que sobreviveu a um estupro e estava com um arco super desenvolvido para ficar fazendo ciuminhos para macho. Estragaram a Jessica, tornando-a cada vez mais superficial, e com uma existência a mercê do Justin.


O Clay mais insuportável que nunca, participou da última temporada com um arco que ignora completamente as três temporadas anteriores. Acredito que ele só continuou vivo até o final pois era o vínculo mais forte com a Hannah, e assim com a origem do show. Por sorte falaram pouco da Hannah: uma vez mencionam o nome dela e uma foto e depois no último episódio voltam a fazer referência as fitas, como se ainda precisasse de algum encerramento ao arco dela.

 


Com um elenco majoritariamente masculino quase não havia mais o que ser explorado e tampouco havia tempo para introduzir novos personagens. A última temporada surgiu com um roteiro raso, baseado na suposta necessidade de encerrar a série com a formatura dos alunos e só. Por fim tudo acabou. Um final tardio mas um final.

 

As 4 temporadas estão disponíveis no catálogo da Netflix. Recomendo apenas a primeira temporada. Depois finge demência e ignora a existência da temporada 2, 3 e 4.

 

quarta-feira, 3 de junho de 2020

RESENHA| OMBRE DE L'OMBRE



« les conspirations sont une ombre - sans profil, sans objectifs clairs. Et nous, qui les poursuivons par à-coups, comme des enfants qui courent a l'aveuglette et trébuchent, sommes l'ombre de cette ombre»

 

Traduit de l'espagnol par Mara Hernandez et René Solis sur le titre original La Sombra de la Sombra . L'auteur, Paco Ignacio Taibo II est un écrivant espagnol très réputé avec plusieurs livres publiés. Ces ouvres plus connus sont les biographies de Pancho Villa, Ernesto Guevara et Tony Guiteras. Il vit aujourd'hui au Mexique en tant que président de l'Association Internationale des Écrivains de Romans Policiers.

 

Mexique 1922. Un journaliste spécialisé dans les affaires criminelles, un avocat dont les meilleures clientes sont des prostitués, un poète virtuose dans l'art du slogan publicitaire et compagnon de Pancho Villa et un chinois anarchiste et syndicaliste se retrouvent le soir au bar de L'hôtel Majestic pour jouer aux dominos. L'assassinat d'un joueur de trombone, la défenestration d'un colonel de l'armée, des fusillades nocturnes, des chocolats empoisonnés, une belle et mystérieuse jeune femme vont entrainer les quatre amis loin de leurs chers dominos, au milieu d'un complot qui unit des colonels félons, des sénateurs Américains et quelques compagnies pétrolières.

 

Ombre de l'ombre est un livre transcrit dans un bar alors que les protagonistes jouent aux dominos. L'histoire est une enquête dans le Mexique du temps des complots pour dominer le pétrole du pays, d'aprés le décrét de nationalisation. Il y a l’air d'un roman au style Agatha Christie/un peu comme Sherlock Holmes par conséquent un roman policier extraordinaire.

 

Chaque fois que j'essaye de lire quelque chose en Français est un mission vraiment difficile. Il y a beaucoup de temps que j'ai fini mes classes de cette langue, et je ne suis pas en contact quotidien avec l'univers francophone. Récemment j'ai commencé a lire de la littérature plus avancé et je suis sûr que c'est juste une question de temps pour moi d'avoir le même niveau de lecture qui j'ai en anglais et espagnol. Par ailleurs, j'appris de de nouveaux mots (gros mots, surtout mdr) et c'était une lecture formidable avec plusieurs références aux lieux au Mexique.

Pardon my French if you find any mistake. I'm not used to write about books in French (or anything lol). It's hard to write in French after so long not using this skill. Next time I'm just probably record a voice note. I'm sure my speaking is better.

 

Curiosidade: 

#1: encontrei o romance em uma lojinha de livros usados na cidade mexicana de Guadalajara. Foi pura sorte, já que o livro estava na seção de livros em inglês. 

#2: é um livro mexicano escrito por um autor espanhol e traduzido para o francês (e essa frase está em português).


Édition: Publisher's Weekly Rivages/ Noir Inedit, 1986.

240 pages.