segunda-feira, 13 de maio de 2019

A MECÂNICA DOS FLUIDOS E A GEOLOGIA: possíveis aplicações


O Princípio da Isostasia e o Interior da Terra

Os conceitos introduzidos no estudo da física dos fluidos são de grande aplicabilidade nas geociências. Por exemplo, o Princípio de Arquimedes, nos das à definição da força de empuxo gerada por um corpo imerso em um fluído, e estabelece a força de empuxo de um corpo imerso em um fluído como igual ao peso do fluído deslocado. Dessa forma, se o empuxo for maior que a força peso do corpo, a tendência do corpo é de subir com aceleração. No caso de o peso ser menor que o empuxo, a tendência é de o corpo descer com aceleração. E por último, se o empuxo for igual à força peso o corpo terá a tendência de permanecer parado.
Ao contrário do que se vê em muitos filmes e da crença geral, um submarino ao tentar emergir não solta subitamente toda a água armazenada em seus tanques de lastro. Isso provocaria uma subida acelerada difícil de ser controlada. A liberação do lastro de seus tanques é feita de forma controlada, de modo a manter a força de empuxo igual à força peso, e com isto conseguir uma subida gradual, com velocidade constante.
Já com as rochas ocorre de forma diferente. Como ficam submersos em condições de temperatura e pressões muitos diferentes das que atuam na superfície, quando o peso do substrato sobre eles é liberado, acontece à exumação desse corpo rochoso e a rápida liberação de gases voláteis contidos neles, o que ocasiona o faturamento das rochas quando chega à superfície, o que aconteceria com o submarino se não houvesse o controle da liberação da água em seu lastro.
Outro exemplo pode ser a explicação da altura de um bloco de madeira que flutua na água, sendo que o mesmo também pode ser utilizado para explicar a altura que um continente flutua acima do nível do mar.
Com relação ainda ao interior da Terra, que hoje sabe não se encontra em apenas um estado da matéria, mas que se divide em camadas que de acordo com características químicas e físicas se comportam de maneiras diferentes ao longo do tempo geológico. Por exemplo, para explicar a convecção interna da Terra, é necessário entender o comportamento do manto em resposta a deformações rápidas ou lentas, ou seja, para as primeiras o manto se comporta como sólido, já ao longo do tempo geológico seu comportamento aproxima-se de um fluido newtoniano. Portanto, esse fluido newtoniano, possui variáveis como forças de flutuabilidade, resistência à viscosidade, difusão térmica e fluxo do fluido.

Pressão

A pressão é definida como a aplicação de uma força distribuída sobre uma área. A unidade de medida da pressão é newton por metro quadrado (N/m²). A pressão pode também ser exercida entre dois sólidos. No caso dos fluídos o newton por metro quadrado é também denominado pascal (Pa).
A Reologia é a disciplina que estuda o comportamento dos materiais quando submetidos a um esforço. A aplicação dos conceitos desta disciplina no estudo experimental do desenvolvimento de estruturas geológicas é o que se chama de análise dinâmica em Geologia Estrutural. O esforço ou tensão atuando em um plano é força por unidade de área. O esforço se exprime em pascal (Pa = N/m2). O comportamento reológico de uma rocha depende de suas características intrínsecas (composição química, mineralógica, modal; granulação; arranjo dos minerais, etc.) e de fatores externos (pressão, temperatura, etc.).
A Reologia tem por objetivo estabelecer leis relacionando a deformação sofrida como função do esforço aplicado. Para que haja deformação por mudança de forma é necessário que os esforços atuantes sobre um volume de rocha variem espacialmente. Caso o esforço seja igual em todas as direções pode ocorrer deformação por variação de volume, mas o strain é nulo. Chama-se de esforço diferencial a diferença entre o esforço máximo e o esforço mínimo.
No caso de rochas, a relação entre esforço diferencial e deformação é estabelecida através de ensaios mecânicos onde uma amostra tipicamente com alguns centímetros de comprimento é colocada em uma prensa mecânica e submetida a uma compressão uniaxial pela ação de um pistão. A pressão interna (chamada de pressão confinante) é controlada pela ação de uma bomba hidráulica e transmitida para a amostra através de um fluido, de tal maneira que o esforço efetivo exercido sobre o topo da amostra é a diferença entre o esforço aplicado e a pressão confinante. A maioria dos equipamentos também permite que a temperatura seja variada.
Dois outros tipos comuns de ensaios mecânicos são os de tração (ou extensão uniaxial) e de torção. Nos ensaios de tração, uma vez que a pressão confinante desejada seja atingida o pistão é soerguido, de tal forma que o esforço vertical no topo da amostra é menor que o esforço horizontal, levando a uma extensão. Tanto na compressão como na extensão uniaxial, apenas deformações relativamente modestas (<50%) são possíveis. Os ensaios de torção são equivalentes a um cisalhamento simples e permitem que valores bastante elevados de deformação sejam atingidos.
De uma maneira geral, a pressão é um fator determinante em todos os processos geológicos, e o principal deles é o de origem das rochas metamórficas, que são resultados justamente desse aumento de pressão e temperatura. Dessa forma, as rochas metamórficas são aquelas provenientes das transformações sofridas por qualquer tipo de rochas preexistentes que foram submetidas a processos termodinâmicos, (efeitos de variação de temperatura e pressão) os quais produziram novas texturas e novos minerais que geralmente se expressam orientados segundo diferentes traçados (fenômeno de metamorfismo).
É importante realçar que a simples elevação de temperatura não é um fator determinante do metamorfismo, mas é principalmente a pressão em combinação com a temperatura que mais contribui para as profundas modificações das rochas.
Diferentes tipos de pressões podem atuar sobre as rochas, produzindo diferentes resultados. A pressão pode ser orientada, com sobrecarga de rochas sobrejacentes, hidrostáticas, quando acontece em zonas profundas da crosta, onde as rochas trabalham hidrostaticamente ou pode ser resultado da pressão da água, gases, vapores (CO2, O2). A pressão é muito importante na geologia, pela capacidade de eliminar a porosidade dos sólidos, a partir da expulsão de voláteis.

Pressão litostática
Comportamento da pressão litostática segundo a teoria de Heim: age em todas as direções e provoca uma redução dos volumes sem deformação das rochas. Por vezes designada por pressão de confinamento. Este conceito apresenta paralelismo com o conceito equivalente de pressão hidrostática em hidrodinâmica.

Pressão atmosférica
No planeta Terra em qualquer parte de sua superfície os corpos estão envoltos em um fluído gasoso, o ar. Como todo fluído ele causa uma pressão nos corpos nele imersos.

Relação da densidade e porosidade

A Hidrostática é a parte da Física que estuda os fluídos (tanto líquidos como os gasosos) em repouso, ou seja, que não estejam em escoamento (movimento). Além do estudo dos fluídos propriamente ditos, serão estudadas as forças que esses fluídos exercem sobre corpos neles imersos, seja em imersão parcial, como no caso de objetos flutuantes, como os totalmente submersos.
Para a descrição macroscópica das rochas é necessário conhecer suas características físicas, e uma delas é o peso específico, que depende do peso específico dos seus elementos constituintes e de sua porosidade. A porosidade é a propriedade das rochas em conter espaços vazios (relação entre o volume dos vazios e o volume total da rocha) isolados e diminui a densidade real, enquanto que, se interligados, a densidade real será maior. Rochas muito porosas são de baixa densidade e a resistência à compressão, ao desgaste e ao corte cresce com a densidade. A densidade depende do tipo de rocha, como por exemplo, as rochas sedimentares possuem grande volume de vazios dando-lhes maior porosidade, quanto mais cimentadas, menor a porosidade, por conta disso, rochas ígneas extrusivas possuem maior porosidade que as intrusivas.
Outra característica das rochas relacionada à percolação de fluidos é a permeabilidade que diz respeito a maior ou menor facilidade que a rocha oferece à percolação da água. Enquanto que absorção é a propriedade na qual certa quantidade de líquido é capaz de ocupar os vazios de uma rocha, ou parte desses vazios.
Massa específica é a relação entre a massa e o volume ocupado por essa massa. A massa específica é definida para corpos homogêneos. Já para os corpos não homogêneos essa relação é denominada densidade. Um dos fatores que influenciam na densidade das rochas é o estado de alteração de seus constituintes. Outro fator são as reações químicas dos minerais densos em minerais menos densos causando aumento de volumes desses minerais.
Conhecer a densidade dos materiais é bastante útil para a mineração, por exemplo, para estimativas de teores de cobre em rochas, ou no geral para estimar o teor de certo mineral em uma rocha, e assim saber, se é viável a extração. Em muitos casos na geologia e necessário atentar-se para o peso específico dos seus elementos constituintes e de sua porosidade; principalmente quando se trata da exploração de petróleo e gás. Para existir petróleo ou gás numa área é necessário haver uma rocha porosa para armazenar esse material.
O uso de dados aerogeofísicos de alta densidade é utilizado para mapeamento geológico em terrenos altamente intemperizado, e mostra alto potencial para definição de contatos geológicos e estruturas tectônicas em terrenos arqueanos muito intemperizados. A análise de padrões morfométricos como a densidade de drenagem quando relacionados aos diversos processos superficiais, adquire grande importância como instrumento de análise da paisagem, sobretudo para a identificação de possíveis focos de susceptibilidade geomorfológica. A influência da densidade de drenagem na interpretação da evolução geomorfológica é capaz de informar se a área apresenta bastante drenagem, o que reflete o grau de permeabilidade das formações superficiais que estruturam a paisagem, e que as técnicas de análise morfométrica do relevo são de grande valia para a análise da morfogênese de uma área.
Ainda se utilizando dos métodos geofísicos é possível determinar os valores de condutividade hidráulica obtida a partir de ensaios de infiltração. Os valores de condutividade hidráulica relacionam-se com a capacidade de infiltração do solo. Durante o escoamento de um fluido observam-se um relativo movimento entre suas partículas, resultando um atrito entre as mesmas. Viscosidade ou Atrito Interno é a propriedade que determina o grau de resistência do fluido à força cisalhante, ou seja, resistir à deformação. A viscosidade é uma das variáveis que caracteriza reologicamente uma substância. Num sentido amplo, entende-se por propriedade reológica aquela que especifica a deformação ou a taxa de deformação que uma substância apresenta quando sujeita a uma tensão. Dependendo do comportamento reológico da substância pode-se classificá-la em puramente viscosa ou elástica. Esta classificação baseia-se em modelos lineares que relacionam a deformação à tensão aplicada no material. Viscosímetros são instrumentos utilizados para medir a viscosidade.

Isostasia e alteração no relevo

Isostasia, ou movimento isostático, é o termo utilizado em Geologia para se referir ao estado de equilíbrio gravitacional, e as suas alterações, entre a litosfera e a astenosfera da Terra. Esse processo resulta da flutuação das placas tectônicas sobre o material mais denso da astenosfera, cujo equilíbrio depende das suas densidades relativas e do peso da placa. Tal equilíbrio implica que um aumento do peso da placa (por espessamento ou por deposição de sedimentos, água ou gelo sobre a sua superfície) leva ao seu afundamento, ocorrendo, inversamente, uma subida, quando o peso diminui.

Causas e consequências
A isostasia pode ser encarada como o simples reequilíbrio no deslocamento do volume de um fluido (neste caso a astenosfera) pela flutuação de um sólido (neste caso a litosfera) num processo em tudo semelhante ao observado por Arquimedes. Quanto mais pesada à camada litosférica, maior volume de material astenosférico deve ser deslocado para que o equilíbrio se mantenha. Uma imagem sugestiva deste processo é o iceberg: quanto maior altura tiver acima da água, mais profunda estará a sua base.
Na realidade, as grandes extensões (placas com milhares de quilômetros de comprimento) e a elevada viscosidade dos materiais envolvidos tornam estes processos extremamente lentos (o reequilíbrio pode levar milhões de anos) e sujeitos a um complexo jogo de efeitos, em muitos casos contrários, resultantes dos processos de erosão e sedimentação, da própria geodinâmica e da tectônica de placas, que empurram as placas em direções diversas, provocando a sua subida ou afundamento (tal como uma embarcação se inclina e altera o calado quando empurrada pelo vento).
Quando uma região da litosfera atinge o equilíbrio entre o peso relativo da placa litosférica e a sua espessura inserida na astenosfera, diz-se que está em equilíbrio isostático. Contudo, largas áreas continentais, como a região dos Himalaia, não estão em equilíbrio, nem parecem tender para ele, o que demonstra a existência das outras forças geodinâmicas em jogo que permitem a manutenção de uma topografia que não corresponde à que seria determinada pela isostasia.
No caso dos Himalaias, a explicação reside na impulsão causada pela placa tectônica Indiana, comprimindo o bordo da placa Eurasiática, que literalmente força a subida da região que ora se constitui com o mais alta do planeta, sem a correspondente deslocação astenosférica (pois tal como acontece numa abóbada, as forças que mantêm aquelas montanhas em posição são descarregadas lateralmente e não para baixo).
Em conclusão, a isostasia é a tradução geológica da impulsão hidrostática descrita pelo princípio de Arquimedes: para que exista equilíbrio, o aumento do peso da litosfera traduzido na existência de elevações topográficas (ou a presença de sedimentos ou massas de gelo ou água) deve traduzir-se num correspondente afundamento da placa, e vice-versa. Contudo, este processo decorre numa escala de tempo geológico e está sujeito à homeostasia resultante da complexidade do sistema geológico. Os fluxos laterais necessários para ajustar as variações decorrem muito lentamente:
A Escandinávia, por exemplo, continua a subir lentamente (cerca de 9 mm/ano) por ajustamento isostático em resultado do desaparecimento dos gelos da última glaciação, e assim continuará por muitas centenas de milhares de anos.

Os efeitos isostáticos da deposição e da erosão
Quando grandes massas de sedimento são depositadas numa região, o seu imenso peso pode causar o afundamento isostático da crusta subjacente. Um processo inverso ocorre quando a erosão leva à remoção de grandes volumes de material, correspondendo à redução da carga sobre a crusta à sua subida. Tal processo leva a que as camadas expostas nas montanhas, à medida que são erodidas, sejam substituídas por outras, que vão subindo devido ao movimento isostático, até que o equilíbrio seja atingido. Esse mecanismo permite trazer à superfície rochas que se formaram a grandes profundidades.
Para a compreensão deste processo resulta novamente expedita a analogia com o iceberg: à medida que a parte emersa vai sendo erodida pela fusão, a parte submersa vai emergindo de forma a manter constante a proporção entre a massa do gelo emerso e submerso.

A isostasia e a formação de caldeiras vulcânicas
Embora sujeito a um conjunto de efeitos específicos, ditados pela presença de magmas muito fluidos e de gases, a isostasia assume um papel de relevo na evolução das estruturas vulcânicas, em especial na formação das caldeiras. À medida que os materiais vulcânicos vão sendo depositados, construindo tipicamente uma grande estrutura cônica, o seu peso perturba ao equilíbrio isostático, o que leva ao colapso e afundamento da parte central da estrutura, formando grandes estruturas circulares de abatimento (que chegam a ter dezenas de quilômetros de diâmetro), com bordos marcados por falhas.

Efeitos isostáticos da tectônica de placas
Quando o movimento relativo das placas tectônicas as leva a colidir, tal corresponde em geral a um espessamento das placas na zona de colisão. Mesmo quando a colisão corresponde a uma zona de subducção, a borda da placa continental é engrossado e sobrecarregado com os materiais vulcânicos correspondentes à emergência de produtos de fusão à superfície (por exemplo, a cordilheira dos Andes, formada nestas condições, tem cerca de 4000 m de altitude média e chega aos 6962 m de altitude no pico do Aconcágua).
Nas circunstâncias atrás apontadas, para além da orogênese que normalmente está associada a estes eventos (a subida da superfície), há também um espessamento para baixo, por forma a compensar o aumento de peso. Mais uma vez a analogia com o iceberg se aplica.
Contudo, tal não significa que a isostasia seja o único mecanismo que equilibra as elevações formadas por colisão ente placas, pois, conforme já foi referido em relação aos Himalaia, as tensões interplacas podem manter a elevação, distribuindo lateralmente as correspondentes cargas. Daí que a aplicação do princípio da isostasia nestas ambientes tectônicos deva ser feita com grande cautela e considerar os múltiplos fatores em presença.

A glacioisostasia - os efeitos da glaciação
A formação de glaciares e de mantos de gelo é um dos fatores mais comuns, dada a inter-ocorrência dos períodos glaciares, de desencadeamento de movimentos isostáticos. A acumulação de grandes camadas de gelo sobre a superfície leva ao afundamento regional da crosta, e a sua fusão, e à re-emergência correspondente. Dada à frequência e importância destes efeitos, para descrevê-los foi cunhado o termo glacioisostasia.
Dada a diferença de densidade entre o gelo (ou a água no caso da formação de lagos ou mares interiores) e as rochas da litosfera, tem sido deduzida uma relação aproximada, e muito variável, entre o afundamento devido a espessamento rochoso (com rocha com densidade próxima de 3) e o devido a igual volume de gelo ou água (densidade próxima de 1), sendo o devido à acumulação de gelo (ou água) apenas 30% do devido a rocha.
A importância dos movimentos glacioisostáticos associados com a última glaciação na modelação da linha costeira da Europa e da América do Norte é imensa. Na costa europeia, desde os fiordes da Noruega, à existência do Mar Báltico e do Mar do Norte e à separação da Grã-Bretanha e da Irlanda do continente, tudo é resultado da glacioisostasia; a Escandinávia central continua a subir ao ritmo de 9 mm/ano. No lado americano, os Grandes Lagos, a Baía de Hudson e o extraordinário recorte da costa ártica do Canadá, são o resultado direto do afundamento e re-emergência da crosta naquela vasta região.

A MAGNITUDE DO TEMPO GEOLÓGICO



Durante a existência do ser humano, várias maneiras de se "contar" o tempo geológico foram idealizadas. As primeiras propostas, anteriores ao Iluminismo e à revolução industrial, eram baseadas nas escrituras bíblicas e promulgavam que a Terra teria aproximadamente 6.000 anos. O Arcebispo Usher (1581-1656), declarou que a Terra teria sido criada na noite anterior ao dia 23 de Outubro, um Domingo, do ano 4004 antes de cristo.
O tempo geológico começa a ser contado a partir do momento que a Terra alcançou sua presente massa. Provavelmente, este era o mesmo ponto em que a crosta sólida da Terra se formou de início, mas não se tem rochas que datem deste tempo inicia
Em 1830 Charles Lyell, introduziu o conceito de tempo ilimitado e fundou a Geologia Histórica. Atualmente, a rocha mais antiga da Terra, datada por espectrômetro de massa, tem idade 3,96 ba. E as rochas datadas mais antigas foram as da lua e de meteoritos, com idades na ordem de 4,6 bilhões de anos
A história da terra está hierarquicamente segmentada em divisões para descrever o tempo geológico. Com unidades crescentes de tempo, as divisões geralmente aceitadas são eon, era, período, época e idade.

MÉTODOS DE DATAÇÃO

IDADE RELATIVA
A idade relativa não nos diz quantos milhões de anos a rocha tem. Ela nos informa que essa rocha é mais antiga ou mais jovem que outra ou então se ela se formou antes ou depois de um determinado evento geológico.

1. Princípio da superposição – em uma sequência de camadas de rocha não deformadas cada camada é mais jovem do que aquelas que estão abaixo dela e mais antiga do que as que estão acima.

2. Princípio da horizontalidade original – as formações sedimentares são depositadas originalmente na posição horizontal. Qualquer mergulho que elas apresentem é resultado de posterior dobramento ou basculamento.

3. Princípio da continuidade lateral original – sequencias estratigráficas idênticas expostas em lados opostos de um vale devem ser interpretadas como restos de camadas que já foram contínuas na área na qual o vale foi aberto.

4. Princípio das relações de interseção – qualquer rocha que foi cortada por um corpo intrusivo ígneo ou por uma falha é mais antiga que o corpo ígneo ou a falha.

5. Critérios Biológicos -  Fósseis são úteis porque certos conjuntos de espécies são característicos de determinadas épocas geológicas. Se a rocha contém fósseis, sua idade será a idade desses fósseis. Isso é muito simples, mas é um método com enormes limitações. Nem toda rocha contém fósseis; as ígneas, por exemplo, nunca os têm. E, mesmo quando a rocha contém restos ou vestígios de animais ou plantas, eles podem ser de difícil obtenção.

IDADE ABSOLUTA
A idade absoluta é aquela que nos diz, com maior ou menor grau de certeza, há quantos milhões ou bilhões de anos a rocha se formou. Este processo de datação, normalmente, é feito em milhões de anos e consiste na determinação da idade de formações geológicas ou acontecimentos, em valores numéricos.
    
1. Datação Radiométrica. Esta datação, consiste na desintegração de isótopos radioativos naturais. Quando a percentagem de isótopo-pai é elevada a rocha em estudo é mais recente, mas quando a percentagem de isótopo-filho vai aumentando, a rocha vai sendo mais antiga. A designação que se dá ao tempo que é necessário para que se dê a desintegração de metade do número de átomos iniciais da amostra em estudo, é de Semivida.

DIVISÕES E SUBDIVISÕES
Essas subdivisões foram estabelecidas ainda antes do desenvolvimento dos métodos de datação absoluta. As subdivisões de tempo definidas, portanto, não representam intervalos de tempo equivalentes, mas refletem a possibilidade de desvendar os detalhes da evolução geológica em todos os tempos. O registro geológico mais recente é mais completo e apresenta maior número de fósseis, permitindo delimitar intervalos temporais menores. O registro da evolução geológica antiga é muito mais fragmentado e com a ausência de fósseis possibilita apenas a delimitação de intervalos de tempo maiores, marcados por grandes eventos globais. 


A palavra éon significa um intervalo de tempo muito grande, indeterminado. A história da Terra está dividida em quatro éons: Hadeano, Arqueano, Proterozóico e Fanerozóico.
Com exceção do Hadeano, todos os éons são divididos em eras. Uma era geológica é caracterizada pelo modo como os continentes e os oceanos se distribuíam e como os seres vivos nela se encontravam.
O período, uma divisão da era, é a unidade fundamental na escala do tempo geológico. Somente as eras do éon Arqueano não são divididas em períodos.
A época é um intervalo menor dentro de um período. Somente os períodos das eras do éon Proterozóico não são divididos em épocas.
Das mais antigas para as mais jovens as eras geológicas são as seguintes:

Éon Hadeano (seu nome vem do grego Hades, que significa "inferno")- Dificilmente pode ser caracterizado em escala temporal, tendo somente como prova de sua existência as rochas lunares. O mais antigo éon, não possui subdivisão formal pela ICS.
         Fase da história da terra iniciada há 4,54 bilhões de anos, quando começou a formação dos planetas do nosso sistema solar. Terminou há 3,85 bilhões de anos, quando aparecem as primeiras rochas.

Éon Arqueano ou Arcaico - Começou há 3,85 bilhões de anos, com a formação das primeiras rochas, e terminou há 2,5 bilhões de anos. O interior da Terra, era, no início desta fase de sua história, muito quente, com um fluxo de calor era três vezes maior que hoje. Na superfície, porém, as temperaturas não eram muito diferentes das atuais, porque, acreditam os astrônomos, o Sol era 1/3 menos quente que hoje.
Das rochas formadas nesse éon, poucas existem hoje, devido às grandes transformações que a crosta terrestre sofreu desde então. São rochas principalmente ígneas intrusivas e metamórficas. A atividade vulcânica era consideravelmente maior que hoje. Não houve grandes continentes até a fase final desse éon, apenas pequenas porções de terra que não conseguiam se unir em massas maiores dada a intensa atividade geológica do planeta. A atmosfera era rica em dióxido de carbono (CO2) e praticamente sem oxigênio.
A vida no Arqueano já existia, mas era representada provavelmente pelos procariontes, organismos unicelulares primitivos, que não apresentavam seu material genético delimitado por uma membrana. Os eucariontes, animais em que o núcleo da célula está rodeado por essa membrana, não foram identificados em rochas desse período, mas podem ter existido e não terem ficado preservados. Cianobactérias formaram “tapetes” que ficaram preservados até hoje, e que são os estromatólitos.

Era Eoarqueano (3,85-3,6 bilhões de anos) - Fase em que a Terra era ainda muito bombardeada por meteoritos.Marcado pelo início das primeiras formas de vida unicelulares (Procariontes), entre 3 bilhões e 850 milhões atrás, aproximadamente. A escassez generalizada de rochas do Eoarqueno é explicada pela quantidade de detritos presentes dentro do sistema solar inicial. A Terra estava coberta em sua maioria por com água, vulcões e ilhas vulcânicas que surgiam por toda sua extensão. Os oceanos eram verdes e ácidos, devido ao compostos de ferro dissolvido e o céu era laranja por causa da alta concentração de amônia, metano e dióxido de carbono.

Era Paleoarqeano (3,6 a 3,2 bilhões de anos) - Quando surgiram os primeiros continentes. Mais para o final desta era, pode ter se formado um supercontinente, chamado Vaalbara. Alguns cientistas acham que ainda não havia placas tectônicas se movendo, mas outros acreditam que elas existiam e que sua movimentação era mais intensa que hoje. Bactérias de 3,46 bilhões de anos bem preservadas foram encontradas na Austrália.

Era Mesoarqueano (3,2 a 2,8 bilhões de anos) - No final desta era, o supercontinente Vaalbara começou a se partir. Os estromatólitos proliferavam na Terra.

Era Neoarqueana (2,8 a 2,5 bilhões de anos). Era em que a tectônica de placas pode ter sido bastante similar à de hoje. Há bacias sedimentares bem preservadas e evidência de fraturas intracontinentais, colisões entre continentes e eventos orogênicos de âmbito global bem disseminados. Pode ter surgido e sido destruído um supercontinente, se não vários. A água era predominantemente líquida e havia bacias oceânicas profundas que dariam origem a formações ferríferas bandadas, depósitos de chert, sedimentos químicos e basaltos na forma de pillow lavas (lavas em forma de almofadas).

Éon Proterozóico (do grego proteros = anterior + zoikos = de animais) - Começou há 2,5 bilhões de anos e estendeu-se até 542 milhões de anos atrás. São dessa época rochas como as que formam o Gran Canyon, no Colorado (EUA).
Foi uma fase de transição, em que o oxigênio se acumulou na litosfera, formando óxidos, principalmente de silício e ferro. As camadas de óxido de ferro formaram-se sobretudo em torno de 2,5 a 2 milhões de anos.
Surgem os eucariontes e, um bilhão de anos atrás, muitos outros tipos de algas começaram a aparecer, incluindo algas verdes e vermelhas.
Cerca de 900 milhões de anos atrás os continentes estavam reunidos numa única massa, chamada Rodínia, que acabou se fragmentando no final desse éon, originando os paleocontinentes Laurentia, Báltica e Gonduana.

Era Paleoproterozóica (de 2,5 a 1,6 bilhões de anos) - Quando surgiram os primeiros seres eucariontes.

Período Sideriano (do latim sider = ferro) -  É o período da que está compreendido entre 2 bilhões e 500 milhões e 2 bilhões e 300 milhões de anos atrás, aproximadamente. Este período foi marcado pela fotossíntese oxigenada. Como os outros períodos de seu éon, não se divide em épocas.É caracterizado como um período de "calmaria" tectônica.Alguns elementos químicos (p. ex. Fe e U) começaram a reagir com o oxigêniodissolvidos em lagos e oceanos e iniciou-se o processo de oxidação.

Período Riaciano - É o período que está compreendido entre 2 bilhões e 300 milhões e 2 bilhões e 50 milhões de anos atrás, aproximadamente. É marcado pela Glaciação Huroniana, a mais antiga da qual há vestígios, ocorreu há 2 400 a 2 100 milhões de anos, durante os períodos Sideriano e Rhyaciano do Paleoproterozoico, após a Catástrofe do Oxigênio. Foi uma das mais severas glaciações da história geológica da Terra e alguns geólogos creem que foi muito semelhante à da Terra bola de neve ocorrida no Neoproterozoico.

Período Orosiriana (do grego orosira = cadeia de montanhas) - É o período que está compreendido entre 2 bilhões e 50 milhões e 1 bilhão e 800 milhões de anos atrás, aproximadamente. Período no qual, a atmosfera está livre de oxigênio.

Período Estateriano - Compreendido entre 1 bilhão e 800 milhões e 1 bilhão e 600 milhões de anos atrás, aproximadamente e como os demais períodos de seu éon, não se divide em épocas. Neste período aconteceu a expansão dos depósitos supercontinentais.

Era Mesoproterozóica(de 1,6 a 1,0 bilhão de anos) - Era em que se formou o supercontinente Rodínia e surgiu a reprodução animal sexuada.

Período Calimiano: Compreendido entre 1 bilhão e 600 milhões e 1 bilhão e 400 milhões de anos atrás, aproximadamente. É marcado pelo surgimento das primeiras eucariontes.

Período Ectasiano - Período marcado pelo surgimento das primeiras Rhodophytas, popularmente conhecidas como "algas vermelhas", está compreendido entre 1 bilhão e 400 milhões e 1 bilhão e 200 milhões de anos atrás, aproximadamente.

Período Steniano - É o período que está compreendido entre 1 bilhão e 200 milhões e 1 bilhão de anos atrás, aproximadamente. Marcado pelo surgimento dos primeiros animais.

Era Neoproterozóica (1,0 bilhão de anos a 542 milhões de anos). 

Período Toniano(do grego tonan = extensão) - Compreendido entre 1 bilhão e 850 milhões de anos atrás, aproximadamente. Foi no período Toniano que a Terra começou a se congelar (hipótese da Terra bola de neve).

Período Criogeniano do (grego crion = frio) – É o período que está compreendido entre 850 milhões e 630 milhões de anos atrás, aproximadamente. Um período com temperaturas muito baixas e com seu oceano tendo uma capa de gelo que poderia ter em torno de um quilômetro de profundidade, acredita-se que a formação da Rodínia, um supercontinente que abrangia a maior parte da porção continental da Terra, e que quebrou-se em oito continentes cerca de 750 milhões de anos atrás aconteceu durante este período.

Período Ediacarano: período compreendido entre 630 milhões e 542 milhões de anos atrás, aproximadamente. Provém das Colinas Ediacara, no sul da Austrália – onde também foram encontrados fósseis similares, que constituem a Biota ediacarana. Foi neste período em que surgiram os primeiros corais, acredita-se que a formação da Panótia, é um supercontinente hipotético, descrito por Ian W. D. Dalziel em 1997, teria existido entre há 600 milhões de anos e até ao final do período Pré-cambriano há 540 milhões de anos.

Éon Fanerozóico - 542 milhões de anos atrás até agora. Significa vida visível, por ser o éon em que houve a grande explosão de vida no nosso planeta.

Era Cenozóica - "Cen " quer dizer recente e " Zoic " vem de "Zoo" que significa animal.

Período Quaternário (1,6 milhões de anos) - Clima flutuando entre frio e ameno. Avanços e recuos glaciais. Extinção de muitos mamíferos e aves de grande porte. Primeiros humanos modernos do gênero Homo. A era dos seres humanos.

Época Pleistoceno - Ocorreu uma grande glaciação no hemisfério norte e uma bem menor no hemisfério sul, daí ser essa época chamada de Idade do Gelo. Apareceu o hominídeo mais antigo que se conhece, o Homo heidelbergensis, há cerca de 450.000 anos.

Época Holoceno - o grupo animal dominante são os mamíferos

Período Neógeno (23 milhões de anos) - Vários surgimentos e formações de montanhas. Início de glaciação nos Hemisférios Norte e Sul. Elevação do Panamá e consequente união das Américas do Norte e do Sul. Primeiros macacos do Velho Mundo. Mamíferos pastadores em abundância. Primeiros hominídeos eretos. Grandes carnívoros. Aves e mamíferos marinhos diversificam-se.

Época Mioceno – Aquecimento.

Época Plioceno.

Período Paleógeno (65 milhões de anos) - Clima ameno a frio. Mares continentais largos e rasos. Elevação dos Alpes e Himalaia. A América do Sul separa-se da Antártida. Clima ameno a muito quente no final do período. Primeiros mamíferos insetívoros e primatas. Radiação extensiva de mamíferos e aves. Irradiação de famílias de mamíferos placentários. Primeiros macacos do Novo Mundo. Formação inicial de pradarias. Aves carnívoras gigantes, incapazes de voar, eram predadores comuns.

Épocas Paleoceno.

Época Eoceno - surgiu o cavalo primitivo, no hemisfério Norte. O cavalo atual apareceu na América do Norte, mas bem mais tarde.

Época Oligoceno - A Austrália separou-se completamente da Antártida.

Era Mesozóica - "Meso" quer dizer meio e " Zoic " vem de "Zoo" que significa animal

Período Cretáceo (135 milhões de anos, pela abundância de camadas de cré - calcário branco poroso, formado por conchas de forminífer) - Clima uniforme em todo o período. Níveis dos mares elevados. A África e a América do Sul se separam. Clímax dos dinossauros e répteis marinhos, seguido da extinção destes grupos. Início da irradiação de mamíferos marsupiais e placentários. Primeiras angiospermas. Declínio das gimnospermas. Aparecimento de muitos grupos de insetos.

Período Jurássico (205 milhões de anos, por ter sido estudado e definido pela primeira vez nos montes do Jura, localizados entre a França e a Suiça) - Clima ameno. Os níveis dos continentes são baixos com grandes áreas cobertas pelos mares. Primeiras aves. Abundância de dinossauros. Crescimento exuberante de florestas.

Período Triássico (250 milhões de anos, o nome tem a ver com a divisão em três camadas das rochas dessa idade na Alemanha, que se sobrepunham às rochas paleozóicas) - Continentes montanhosos, unidos em um supercontinente (Pangea). Extensas áreas áridas. Primeiros dinossauros. Primeiros mamíferos. Crescimento exuberante de florestas com predomínio de coníferas.

Era Paleozóica - "Paleo" quer dizer antigo e " Zoic " vem de "Zoo" que significa animal.

Período Permiano (290 milhões de anos, o nome foi dado porque as rochas desta idade situavam-se próximas à província de Perm, na Rússia) - Glaciação extensiva no Hemisfério Sul no início do período. Elevação dos Apalaches. Aridez marcante em algumas áreas. Origem das coníferas, cicadófitas e ginkgos. Desparecem os anteriores tipos de florestas. Irradiação dos répteis. O período termina com extinção em massa.

Período Carbonífero (355 milhões de anos, em virtude do grande desenvolvimento de camadas de carvão) - Clima quente com pequena variação sazonal nos trópicos. Níveis das terras baixos. Áreas pantanosas com a formação de depósitos de carvão. Irradiação dos anfíbios. Abundância de tubarões. Samambaias com esporos e árvores com "casca". Primeiros répteis. Insetos gigantes. Grandes florestas de pteridófitos.

Período Devoniano (410 milhões de anos, é uma homenagem a Devonshire, na Inglaterra onde estão expostas rochas dessa idade) - Mares na maior parte das terras, com montanhas locais. Primeiros peixes com nadadeiras raiadas e nadadeiras lobadas. Primeiros tetrápodes terrestres.

Período Siluriano (438 milhões de anos homenageia a tribo dos Silures, que habitava uma região de Gales) - Clima ameno. Topografia em geral plana. Primeiros peixes com maxilas. Primeiros invertebrados terrestres.

Período Ordoviciano (510 milhões de anos, vem de Ordovices, que é o nome de uma antiga tribo celta.) - Clima ameno. Mares rasos. Continentes em geral com topografia plana. Os mares cobrem boa parte do atual território dos Estados Unidos. Glaciação no final do período. Primeiros vertebrados (peixes sem maxila). Invertebrados marinhos em abundância. Primeiras plantas terrestres.

Período Cambriano (570 milhões de anos vem de Cambria, que é o nome latino para Gales, onde suas rochas foram primeiramente estudadas) - Extensos mares invadindo os continentes existentes. Origem de vários filos e classes de invertebrados. Primeiros cordados. Moluscos com conchas. Abundância de trilobitas.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

CRÍTICA| THE OA




Depois de muito tempo de espera a segunda parte finalmente chegou!
Para quem está com ressalvas quanto a assistir essa segunda temporada, digo: THE OA continua do jeitinho que a gente gosta: confusa, misteriosa e uma grande e louca viagem digna de uma mente insana.
Os primeiros capítulos são tão diferentes da primeira parte que a principio pode parecer uma série totalmente diferente. As novidades também estão nos diversos personagens apresentados, sendo o principal o detetive Karim (Kingsley Ben-Adir). Os novos rostos acabaram por deixar a trama bem confusa no início, e só com o passar dos episódios tudo começa a tomar sentindo.
Nesse novo ano exploramos mais o multiverso e a capacidade de outras pessoas de viajarem a outras dimensões e de diferente maneiras... De longe o melhor dessa temporada são as revelações sobre o papel da OA em tudo que está acontecendo.
São 8 episódios com duração média de 1 hora. Brit Marling continua excelente no papel de Nina Azarova/Prairie/OA além do trabalho como roteirista, produtora e criadora. A mulher basicamente é dona da série!
O ritmo mais lento da trama ainda é o mesmo e o final desta nova temporada vem no estilo da temporada anterior: um desfecho parcial para tudo que foi apresentado. Agora resta saber se teremos que esperar mais 3 anos para uma nova temporada.
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Triste porque meu casalzinho novamente não aconteceu, mas firme na esperança de que em uma terceira parte e em uma terceira dimensão Homer e Prairie finalmente ficarão juntos.

terça-feira, 5 de março de 2019

CRÍTICA| AINDA SOU EU



Da mesma forma como ocorreu com Depois de Você, eu novamente tardei para terminar mais uma continuação de como Eu Era Antes de Você. Mas como diz o ditado: antes tarde do que nunca! E dessa vez foi por bons motivos...

O terceiro livro da trilogia Como Eu Era Antes de Você, AINDA SOU EU, da Jojo Moyes e desfecho da história fantástica da Louisa Clark conseguiu retormar a mesma qualidade de escrita do primeiro livro, e nem de longe se parece com o desastre que foi o segundo título.

Me encantei mais uma vez com a Lou, seu jeito único de se vestir e sua capacidade incrível de sempre dar a volta por cima. Moyes retorna com uma prosa engraçada e romântica do jeito que a vida é. As situações e dilemas da vida da Lou são por vezes tão reais que surpreende. Não faltou ocasiões em que me comparei com a protagonista: quando tinha que tomar uma decisão difícil, sobre como lidar com o futuro incerto, as escolhas profissionais, sentimentais e mais recentemente o fato de ambos estarmos separados da família. 

Ainda Sou Eu é um livro apaixonante e que espero muito que seja adaptado para o cinema. Para os que desanimaram com DEPOIS DE VOCÊ sugiro mais uma tentativa de leitura porque o que vem depois está incrível!

sábado, 29 de dezembro de 2018

CRÍTICA| OUTLANDER



Outlander é uma das melhores séries do momento. A trama e o elenco são sensacionais. São 3 temporadas e nenhuma sinal de desgaste da estória. É um exemplo de adaptação bem-feita. Eu fã dos livros não tenho nada para reclamar, inclusive desse terceiro ano, que posso caracterizar como a temporada mais original da série até o momento. É única e em alguns momentos bastante diferente dos livros, o que em nada prejudicou a qualidade do show. Tudo está lá, mesmo que de una maneira um pouco diferente. 
Foi realmente um ano decisivo para a série e diferente de tudo já presenciado pelos fãs de Outlander. Distante dos ares frios da Europa e bem mais próximo do calor dos trópicos. A equipe técnica está de parabéns pela excelente qualidade das cenas no oceano, já que grande parte desse ano aconteceu dentro de navios. 
Houve uma grande redução dos arcos paralelos, e a trama focou principalmente no casal Claire e James, e em apresentar os personagens que terão uma maior participação na próxima temporada. 
O melhor episódio de certeza foi o 13. Não apenas por ter sido o último, mas por conta da atuação do Sam Heughan e da Caitriona Balfe. A maneira como a América foi apresentada aos telespectadores é formidável, com uma trilha sonora de fazer o coração tremer. 
Outlander é minha melhor recomendação de série. Quem ainda não assistiu tem disponível na Netflix. É realmente um arraso! 

RESENHA| ÁGUA PARA ELEFANTES



'a vida é o maior espetáculo da Terra' 

O clássico romance proibido em que uma das partes é casada e a outra um jovem solteiro, encantador e ruivo. Agora acrescente um marido agressivo, e todos eles trabalhando para o Circo dos Irmãos Benzini, O Maior Espetáculo da Terra! 
Gostou da ideia? Então Água para Elefantes é isso. Um Jacob Jankowski de 90/93 anos em uma casa de repouso lembrando da época em foi contratado por um circo para cuidar dos animais e dar água aos elefantes. Detalhe: o circo ainda não tinha sequer um elefante... 
Tudo isso aconteceu por conta de um acidente de carro que deixou o jovem Jacob órfão e sem nenhum tostão no bolso. Aos 23 anos ele se vê obrigado a largar a faculdade de veterinária antes dos testes finais e embarcar em um trem cujo destino nem ele mesmo sabia. 
Como nem tudo na vida é tristeza, o Jacob acaba sendo contratado como veterinário do circo. Trabalhando sob o comando do chef do setor dos animais, o impetuoso August, Jacob passa a conhecer melhor a esposa do sujeito, a estrela do número dos cavalos, Marlena. 
Mais tarde o dono do circo, o Tio Al, compra a elefanta Rosie e assim Jacob e Marlena passam a trabalhar cada vez mais juntos. 
O romance surge entre troca de olhares e conversas banais, mas a autora consegue deixar tudo mais misterioso e encantador. 
A prosa da Sara Gruen é leve e capaz de manter a atenção do leitor do início ao fim. Uma leitura tão rica em detalhes que chega a soar como real. 
Por último, ler Água Para Elefantes foi uma pequena conquista na minha vida literária. Assisti ao filme em 2012 e desde então programei de ler o livro. O interesse foi graças ao elenco perfeito da adaptação que contou com Reese Witherspoon, Robert Pattinson e Christopher Waltz, com direção de Francis Lawrence.  


CRÍTICA| The Man in the High Castle


O terceiro ano da série marcou um novo começo para a trama. Algo totalmente diferente dos anos anteriores, que inclusive abre precedentes para os anos vindouros...
As realidades alternativas (multiverso) ganharam mais destaque, mostrando ser o principal motor do show. O enredo tornou-se mais denso, mais sombrio, mais cruel. Mais audacioso...
A produção não hesitou em matar personagens queridos, além de trazer um elenco mais diversificado (de figurantes, pelo menos). O show tornou-se menos conservador (finalmente!) e mais cheio de ficção científica! 
O seriado, como aconteceu com The Walking Dead ano passado, sofreu de um sério problema de iluminação. As cenas estavam muito mais escuras, além do ar sombrio típico da série. Por vezes era impossível reconhecer muitos detalhes na cena por conta de isso.
A nossa heroína, dona das realidades alternativas, Juliana Crain continua como minha preferida. Perspicaz e sedutora, ela faz a série acontecer. Houve maior desenvolvimento dos co-protagonistas, Ed e Robert Childan, personagem característico dos livros. Além da Helen Smith que ganhou uma estória sensacional. Do lado japonês, o Inspetor Chefe Kido continua insuportável, fazendo questão de querer se intrometer em tudo sem saber de nada! Tagomi-san se mostrou de grande utilidade e cada vez mais disposto a impedir uma 3ª Guerra Mundial com precedentes em diferentes dimensões.

Sem dúvidas um ano excelente para a adaptação do Phillip K. Dick e que espero de coração o retorno em 2019.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

RESENHA| CAIXA DE PÁSSAROS



Uma leitura incrível. A trama envolve duas coisas que eu amo: thriller e mundo apocalíptico. A estória não decepciona!
Quatro anos após misteriosas criaturas reduzirem a civilização a poucos sobreviventes, uma mãe tenta manter seus dois filhos pequenos a salvo. A coisa responsável por destruir a humanidade não pode ser vista. Basta uma única olhada para levar a pessoa a cometer atos de violência mortal que culminam em suicídio. 
A busca por um local seguro obrigará Malorie a deixar a casa abandonada em que mora e encarar uma jornada de mais de 30 quilômetros por um rio desconhecido em um barco a remo tendo como companhia apenas as crianças. 
Detalhe: todos estão vendados! Continuar de olhos fechados é a única chance de sobrevivência. Os três precisarão prestar muita atenção a todo tipo de som. Qualquer descuido pode ser fatal!
A escrita do Josh Malerman é simples, porém extremamente bem elaborada. A narrativa envolve acontecimentos do presente e uma série de flashbacks criando uma permanente atmosfera de suspense e terror. 
A recomendação é clara: leia este livro de uma vez só. Ou mais rápido possível. Será difícil parar antes do fim...

CRÍTICA| THE 100



Apesar de ter sido uma temporada extremamente apressada, com viagens ao espaço acontecendo em menos de 3 minutos, a série rendeu um ano mediano.
Imitando os acontecimentos da 1a temporada + inúmeras reviravoltas o show conseguiu uma completa revitalização, o que sem dúvida, garante mais estórias para contar, vulgo MAIS TEMPORADAS PELA FRENTE!
A trama dessa 5a temporada foi muito similar as demais: o eterno embate de forças do bem e do mal que no fim das contas se mostram sendo 'farinha do mesmo saco'.
O elemento 'guerra' apesar de já está visivelmente esgotado ainda é o principal motor da trama. O enredo sofre com a falta de drama e romance, mas insiste em repetir as sempre 'novas' lutas pelo poder.
Os personagens novos e antigos compartilham das mesmas personalidades, as mesmas dores e os mesmos anseios. Poucos se destacam no decorrer nos 13 episódios, e mesmo após 6 anos de 'hiatus' quase nada evoluiu.
A morte é reservada apenas para os figurantes, o que causa zero impacto no público. Bellark nunca desapareceu completamente e continuo torcendo por: NINGUÉM...

CRÍTICA| ORANGE IS THE NEW BLACK



Eu nunca demorei mais de uma semana para assistir uma temporada de OITNB. Até me deparar com essa season 6. 
Desde o final da 3a temporada a série está em queda livre. Perdeu muito da qualidade e a trama entrou em uma péssima fase com quase nada de interessante para contar. A 5a temporada inclusive foi narrada em 72 horas, o que claramente não funcionou para deixar a estória mais interessante. 
Tudo contribui para um total de 0 vontade em continuar assistindo. Mas sou o tipo que precisa ver (e ver até o final) para crer. Então para vencer o desânimo eu me desafiei a ir até o fim. 7 horas depois posso concluir que o final foi razoavelmente bom. Bom no sentido de ser conclusivo. 
Encerrar a produção de OITNB com essa 6 temporada seria uma ótima escolha da Netflix. O season finale foi um ótimo encerramento para a série como um todo. A sentença chegou ao fim. Claramente a fórmula mágica não está mais funcionando. O material está saturado. LIBERTE-SE! 

RESENHA| outros jeitos de usar a boca


primeira vez que eu leio um livro de poesia e a escolha não poderia ser melhor.
rupi kaur escreve de uma forma tão sublime que chega a ser impossível passar ileso pelas páginas de milk and honey.
como o título original propõe os poemas são suaves como o leite e espessos como o mel. as lágrimas são abundantes e repletas de aprendizado.
o texto é dividido em 4 partes. dor. amor. ruptura. e cura.
cada parte aborda sentimentos diferentes. com poemas sobre amor. sexo. abuso. violência. perda. traumas e feminilidade.
uma leitura que considero obrigatória sobretudo para mulheres. um livro verdadeiramente sobre autoaceitação e empoderamento.