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segunda-feira, 12 de junho de 2023

Resenha – The House in The Cerulean Sea



Você não gostaria de estar aqui? / Don't you wish you were here?

 

Mais uma leitura do clube do livro YA que participo, e mais uma surpresa agradável. Logo na capa há um comentário de abertura anunciando que este livro é muito perto da perfeição, e ao final da leitura apenas posso concordar.


 

É uma de fantasia repleta de mensagens lindas sobre amor, ainda mais bonito por ser um texto queer. E justamente por isso, todo o resto se completa para mostrar um amor que vai além do que vemos do lado de fora, da aparência.


 

Uma narrativa muito bem construída. O protagonista tem excelente evolução com final perfeito, de aquecer o coração e para não deixar de acreditar em finais felizes.


 

É tão bom que a leitura flui facilmente. Terminei de ler muito rápido, o que nem sempre acontece. T. J. Klune nos presenteia com um romance fofo, uma fantasia leve e estranhamente real, pode isso?

 

"você não percebe o quanto estava faminto até que você começa a comer"


Não é uma história realmente inédita, mas um protagonista queer de 40 anos é algo novo para mim. Um texto tratado com sensibilidade, e com muita maestria. Deixo como últimas palavras que este livro é maravilhoso e você não vai se arrepender de ler!

 

SINOPSE


Uma ilha mágica. Uma tarefa perigosa. Um segredo em chamas.


 

Linus Baker leva uma vida sossegada e solitária. Aos quarenta anos, ele vive em uma casa minúscula com uma gata malandra e seus velhos discos. No trabalho, é responsável por supervisionar orfanatos do governo.




Porém, tudo muda quando Linus é convocado para cumprir uma tarefa notável e altamente confidencial: visitar o Orfanato de Marsyas, onde moram seis crianças extraordinárias: uma gnoma, uma sprite, uma serpe, uma bolha verde não identificável, um canisomem e o Anticristo. Sua missão é determinar se essas criaturas são ou não capazes de trazer o fim dos tempos.



O responsável pelas crianças é o enigmático Arthur Parnassus, disposto a fazer qualquer coisa para manter seus órfãos em segurança e, à medida que Linus e Arthur se aproximam, segredos há muito guardados vêm à tona. Então, resta a Linus tomar uma decisão irrevogável: destruir um lar ou assistir ao mundo sucumbir.



Contada com maestria, A casa no mar cerúleo é uma história encantadora sobre a profunda experiência de descobrir uma família improvável em um lugar inesperado — e de lutar por ela como se fosse sua.



CITAÇÕES

 

A home isn’t always the house we live in. It’s also the people we choose to surround ourselves with.

 

Funny how this works out, isn’t it? That we can find the most unexpected things when we aren’t even looking for them.


 

às vezes, pensou ele, numa casa num mar cerúleo, era possível escolher a vida que queria. e, se você tivesse sorte, às vezes aquela vida te escolhia de volta.

 

Às vezes ficamos presos em nossas pequenas bolhas. Embora o mundo seja vasto e misterioso, essas bolhas nos mantêm protegidos de tudo isso. Em nosso próprio detrimento.

 

Há momentos na vida em que é preciso arriscar. É assustador porque há sempre a possibilidade de falharmos, eu sei disso. Eu sei.


 

His thoughts were all cerulean.

 

Home is where you feel like yourself,

 

Even the bravest of us can still be afraid sometimes, so long we don’t let our fear become all we know.

 

But we deal with it the best we can. And we allow ourselves to hope for the best. Because a life without hope isn't a life lived at all.

 

O ódio fala alto, mas acho que você aprenderá que é porque são apenas algumas pessoas gritando, desesperadas para serem ouvidas. Você pode nunca ser capaz de mudar suas mentes, mas contanto que você se lembre de que não está sozinho, você vai superar.

 

Humanity is so weird. If we’re not laughing, we’re crying or running for our lives because monsters are trying to eat us. And they don’t even have to be real monsters. They could be the ones we make up in our heads. Don’t you think that’s weird??

I suppose. But I’d rather be that way than the alternative.

Which is?

Not feeling anything at all.


 

Devemos arranjar sempre tempo para as coisas de que gostamos. Se não o fizermos, podemos esquecer-nos de como ser felizes.


As coisas que mais tememos são geralmente as coisas que menos devemos temer. É irracional, mas é o que nos torna humanos. Agora, se formos capazes de vencer esses medos, não há nada de que não sejamos capazes.


A humanidade é tão estranha. Se não estamos a rir, estamos a chorar, ou a fugir para salvar as nossas vidas porque há monstros a tentar comer-nos. E nem sequer precisam de ser monstros verdadeiros. Podem ser aqueles que inventamos nas nossas cabeças.


Porque tal como os gatos nos podem indicar coisas sobre as pessoas, também podemos sempre avaliar uma pessoa pela forma como ela trata os animais. Se houver crueldade, essa pessoa deve ser evitada a todo o custo. Se há bondade, gosto de pensar que isso é a marca de uma boa alma.


As pessoas não prestam, mas às vezes é melhor que se afoguem na sua própria porcaria sem a nossa ajuda.


A nossa casa nem sempre é o local onde vivemos, são também as pessoas pelas quais escolhemos rodear-nos.


Porque é que a vida não pode funcionar da maneira que queremos? Qual é o sentido de vivermos se só fazemos o que os outros querem que façamos?

 

Acho que vai perceber que o impossível é mais acessível por aqui do que você foi levado a acreditar.

 

Eles temem o que não entendem. E esse medo se transforma em ódio por razões que não sei se consigo compreender.

 

São as pequenas coisas. Pequenos tesouros que encontramos sem conhecer sua origem.

 

Arthur riu. Linus ficou desconfortável com o quanto ele gostava daquele som.

 

Às vezes nossos preconceitos influenciam nossos pensamentos quando menos esperamos. Se pudermos reconhecer isso e aprender com isso, podemos nos tornar pessoas melhores.


E eu me recuso a acreditar que o caminho de uma pessoa está gravado na pedra. Uma pessoa é mais do que de onde vem.


As coisas que mais tememos costumam ser as que menos devemos temer. É irracional, mas é o que nos torna humanos. E se formos capazes de vencer esses medos, então não há nada de que não somos capazes.

 
Porque as pessoas não são pretas e brancas. Não importa o quanto você tente, você não pode permanecer no mesmo caminho sem distrações. E isso não significa que você é uma pessoa má.


Essas crianças enfrentam nada além de noções preconcebidas sobre quem são. E eles crescem e se tornam adultos que sabem apenas o mesmo. Você mesmo disse: Lucy não era quem você esperava que ele fosse, o que significa que você já havia decidido na sua cabeça o que ele era. Como podemos combater o preconceito se nada fazemos para mudá-lo? Se permitirmos que apodreça, do que adianta?


Palavras podem machucar também,

Eu sei. Mas devemos escolher nossas lutas. Só porque outra pessoa age de determinada maneira, não significa que devemos responder da mesma maneira. É o que nos torna diferentes. É o que nos torna bons.


 

Sou apenas papel. Frágil e fino. Sou erguido contra o sol e ele brilha através de mim. Eu sou escrito e nunca poderei ser usado novamente. Esses arranhões são uma história. Eles são uma história. Eles contam coisas para os outros lerem, mas eles só veem as palavras, e não o que as palavras estão escritas. Sou apenas papel e, embora haja muitos como eu, nenhum é exatamente igual. Eu sou um pergaminho ressecado. Eu tenho falas. Eu tenho buracos. Me molhe e eu dissolvo. Ponha fogo em mim e eu queimo. Pegue-me em mãos endurecidas e eu desmorono. Eu rasgo. Eu sou apenas papel. Frágil e fino.


I am but paper.
Brittle and thin. I am held up to the sun, and it shines right through me. I get written on, and I can never be used again. These scratches are a history. They're a story. They tell things for others to read, but they only see the words, and not what the words are written upon. I am but paper, and though there are many like me, none are exactly the same. I am parched parchment. I have lines. I have holes. Get me wet, and I melt. Light me on fire, and I burn. Take me in hardened hands, and I crumple. I tear. I am but paper. Brittle and thin.

 

"a warm and fluffy blanket" they said, and they were right,


As pessoas são péssimas, mas às vezes, elas deveriam simplesmente se afogar em sua própria sucção sem a nossa ajuda.


A mudança vem quando as pessoas querem o suficiente.

 

Uma casa nem sempre é a casa em que vivemos. São também as pessoas de quem escolhemos nos cercar.


Não. Não é. A vida raramente é. Mas lidamos com isso o melhor que podemos. E nos permitimos esperar o melhor. Porque uma vida sem esperança não é uma vida vivida.

 

Qual o nome dele?

E é assim que eu sei que este poderia ser o lugar para ele, porque você não me perguntou o que ele era, apenas quem ele é.

 

sábado, 11 de abril de 2020

CRÍTICA| THE MAN IN THE HIGH CASTLE - LIVRO E SÉRIE DE TV



"Verdade, ela pensou. Tão terrível quanto a morte. Mas mais difícil de encontrar"

Conheci O HOMEM DO CASTELO ALTO através do piloto da série lançado em 2014. Apenas com um episódio me encantei com trama, os personagens e a ideia do programa. Logo em seguida descobri seguida que a série não teria continuação e aguardava até que uma emissora comprasse a produção. 


Por acaso chegou ao meu conhecimento que O HOMEM DO CASTELO ALTO na verdade se chamava THE MAN IN THE HIGH CASTLE e era um livro bem conhecido do Phillip K. Dick, mesmo autor do livro que inspirou o filme Blaide Runner, além de outras grandes produções como Minority Report, O Vingador do Futuro, e Os Agentes do Destino.


Pois bem, consegui ler o livro, que particularmente é bem diferente da série. A ideia do K. Dick é que em um mundo alternativo a Segunda Guerra Mundial durou de 1939 até 1948, e que o final desse grande capítulo da história da humanidade aconteceu diferente de como conhecemos. Seguimos então a seguinte prerrogativa: 

"E SE NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL AO INVÉS DOS ALIADOS (EUA, FRANÇA, INGLATERRA) TEREM VENCIDO A GUERRA, QUEM VENCEU FOI O EIXO (ALEMANHA, JAPÃO, ITÁLIA)?"

"O QUE ACONTECERIA COM UMA AMÉRICA DIVIDIDA EM DOIS PAÍSES, IGUAL O QUE ACONTECEU COM A ALEMANHA DO PÓS-GUERRA?"


"Para cada evento no nível quântico, o universo atual se divide em múltiplos universos. Isso significa que, para cada escolha que você faz, existe um número infinito de universos nos quais você fez uma escolha diferente"
~Nicola Yoon (tradução literal)

A criação de mundo do K. Dick aborda justamente essa duas questões, em uma América dividida, conquistada em um lado pelo Japão Imperial e no outro pela Alemanha Nazista, que após conquistar a Eurásia e destruir a África segue com seus planos de dominação do mundo. O livro é bem original, mas deixa muito a desejar, e a série acaba sendo um ótimo complemento.

A série ainda na primeira temporada avançou em muita a ideia original do Phillip K. Dick. Foram 4 temporadas, 40 episódios, baseados em um único livro. Uma única ideia. O drama se passa em 1962, quando a jovem Juliana Crain (Alexa Davalos) recebe uma misterioso fita em que é possível assistir um filme em que os Estados Unidos da América vence a guerra. A partir desse momento Juliana passa a questionar sua realidade, e mesmo sem querer acaba envolvida em uma conspiração liderada pelo Homem do Castelo Alto.



A série então rapidamente se tornou uma das maiores produções da atualidade. O crédito se deve a produção que conseguiu adaptar os melhores momentos do livro e superou de maneira grandiosa a trama escrita por Phillip K. Dick, trazendo muito mais mistério e aquilo que não pode faltar em tudo que é bom: romance! Aliás, tem o melhor triangulo amoroso ever. 

Lançada uma segunda temporada, ficou claro que o show só melhoraria. Incrivelmente a segunda temporada conseguiu ser ainda melhor que a primeira. É uma ótima opção pra quem gosta de dramas sobre a Segunda Guerra Mundial, não só isso, mas também pra quem se amarra em uma boa obra de ficção! A ideia original da série, que é baseada no livro do Philip K. Dick, ainda continua forte na segunda temporada com vários elementos novos adicionados que deixam a trama ainda melhor. 
EDELWEISS: Canção de abertura de THE MAN IN THE HIGH CASTLE. 

O terceiro ano da série marcou um novo começo para a trama. Algo totalmente diferente dos anos anteriores, que inclusive abriu precedentes para para os acontecimentos da temporada final. As realidades alternativas (multiverso) ganharam mais destaque, mostrando ser o principal motor do show. O enredo tornou-se mais denso, mais sombrio, mais cruel. Mais audacioso...

A produção não hesitou em matar personagens queridos, além de trazer um elenco mais diversificado (de figurantes, pelo menos). O show tornou-se menos conservador (finalmente!) e mais cheio de ficção científica! O seriado, como aconteceu com a oitava temporada de The Walking Dead, sofreu de um sério problema de iluminação. As cenas estavam muito mais escuras, além do ar sombrio típico da série. Por vezes era impossível reconhecer muitos detalhes na cena por conta de isso.


A nossa heroína, dona das realidades alternativas, Juliana Crain continuou como minha preferida. Perspicaz e sedutora, ela fez a série acontecer. Houve maior desenvolvimento dos co-protagonistas, Ed e Robert Childan, personagem característico dos livros. Além da Helen Smith que ganhou uma estória sensacional. Do lado japonês, o Inspetor Chefe Kido continua insuportável, fazendo questão de querer se intrometer em tudo sem saber de nada! Tagomi-san se mostrou de grande utilidade e cada vez mais disposto a impedir uma 3ª Guerra Mundial com consequências em diferentes dimensões. Sem dúvidas um ano excelente para a adaptação do Phillip K. Dick.


Já o primeiro episódio da quarta temporada de TMITHC denuncia uma mudança no foco da narrativa da série, que deixa de ser apenas um drama focado na Juliana (rainha da série) e sua contribuição para a queda do Reich e passa a mostrar a participação de outros grupos. A Juliana parece mais paranormal que nunca no início, mas depois tudo é explicado.

Uma coisa que muito me agradou foi que finalmente o show colocou em centro o protagonismo dos afroamericanos na resistência aos japoneses, e contra o Reich. Até então a série dava pouco destaque a lutas dos negros para libertar a América.


Muita coisa mudou no último ano da série. No afã para finalizar a série, cortaram o suspense e em alguns momentos parece que ignoraram boa parte dos acontecimentos das outras temporadas, ou deixaram a entender que elas acrescentaram pouca coisa. Queriam porque queriam terminar a série com reunificação dos EUA e fim do Reich . Ignoraram o triângulo amoroso Frank - Juliana - Joe que eu tanto amava. Inclusive lá vai o SPOLIER: Frank Frink (Rupert Evans) e Joe Blake (Luke Kleintank) não voltam para o último ano do programa.


Apesar dos pesares, gostei bastante do final, até porque seja qual for a série os finais sempre me emocionam. A ideia do fim me atrai. O episódio final é de um desagrado em consenso geral. Poderia ter sido melhor? PODERIA! ah, e ainda sobrou muito material para continuar a história do homem do castelo alto.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Revelada a capa nacional do novo livro de The Walking Dead


A Galera Record divulgou a capa nacional do novo livro de The Walking Dead. Intitulado de “Declínio”, a obra foi escrita por Robert Kirkman e Jay Bonansinga. A previsão é que o livro seja lançado no fim do mês de março deste ano.
No novo livro continuamos a acompanhar a história de Lilly Caul, sobrevivente de Woodbury cujo ponto de vista é usado nos livros anteriores para contar a ascensão e a queda do Governador. Desta vez, Lilly retorna a Woodbury depois do ataque do Governador ao presídio, para tentar reconstruir a comunidade murada. Uma batalha nada fácil.
“Estou animado em poder trabalhar com Jay Bonansinga em mais romances. Existe uma boa quantidade de territórios ainda inexplorados no universo de The Walking Dead, e creio que o público vai amar o que Jay preparou nesse novo material.”, revela Robert Kirkman.
A Galera também relevou que em breve divulgará a sinopse oficial e o primeiro capítulo para leitura online.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

RESENHA| Bruxos e Bruxas



            O primeiro livro da série BRUXOS E BRUXOS chegou às minhas mãos meio que sem querer. Na época estava trocando dois livros e um amigo meu me indicou uma outra leitora que também estava querendo trocar livros. Quando ela ofereceu os 4 livros da série pelos meus 2, não teve como recusar...
            Todo mudo diz que não se deve julgar um livro pela capa, certo? Mas se eu fosse julgar BRUXOS E BRUXAS daria o melhor julgamento possível, por que as capas são simplesmente fantásticas, com direito a brilho e tudo mais!!! James Patterson caprichou nesse quesito.

            Bom vamos ao que interessa!

            BRUXOS E BRUXAS, como muitos livros que estão sendo lançados agora, acontece em um futuro não muito bom, típico de uma distopia, onde O Único Que É O Único controla todos através do regime da Nova Ordem. Nele vamos acompanhar a saga dos jovens irmãos Whitford P. Allgood(17) e Wisterya Rose Allgood(15) carinhosamente chamados de Whit e Wisty.

            O livro é recheado de ação, sendo que no próprio prólogo já vemos a sentença de morte da família Allgood, e a partir daí o livro será uma recapitulação do que ocorreu até eles chegarem a sentença.

Com 286 folhas o Best Seller do The New York Times é excelente pra quem gosta de leituras rápidas, apesar dele ter muitos capítulos eles são bem curtinhos, estimulando aquele famoso “Só mais um capítulo...”. A história é narrada pelos próprios irmãos, de forma intercalada (e tomara que mais a frente não aconteça o que aconteceu em Convergente), que muitas vezes confunde o leitor pela semelhança entre os nomes.

            A narração tem início com os irmãos descobrindo que supostamente são bruxos e no mesmo momento sendo retirados de casa e acusados de bruxaria. Com diálogos diretos e recheados de humor a história é perfeita pra quem deseja matar um pouco a saudade de Harry Potter.