
"A quei tempi era sempre festa. Bastava uscire di casa e attraversare la strada, per diventare come matte, e tutto era bello, specialmente di notte ..."
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Achei um texto atual para a época que foi escrito, bem maduro, e talvez por isso, apesar de ter sido finalizado em 1940 só foi publicado em 1949. O final na verdade é apenas um recorte temporal, o que é bem bacana para uma história que acontece praticamente em uma estação do ano e em um momento da vida.
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“Tina ch’era uscita zoppa dall’ospedale e in casa non aveva da mangiare, anche lei rideva per niente, e una sera, trottando dietro gli altri, si era fermata e si era messa a piangere perché dormire era una stupidaggine e rubava tempo all’allegria.”
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Cesare Pavese publicou esse conto em um livro intitulado “O belo verão” que se compõe de três narrativas: O belo verão, O diabo nas colinas e Mulheres sós. Não é uma trilogia, mas três contos com muito em comum e considerado um dos melhores livros italianos de todos os tempos. O volume ganhou o Prêmio Strega de 1950. Mês passado li “O Colibri” do Sandro Veronesi, outro ganhador do prêmio.
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Dessa vez li uma edição bilíngue, que contém apenas o conto que dá título ao livro. É curtinho e com um bom ritmo. Entendi razoavelmente bem, acho que por conta do interesse genuíno que senti pela história. Uma espécie de romance jovem e drama coming of age. Gostei como o Pavese escreveu com um toque de humor e das personagens que pareciam ter vida própria. Do mesmo autor também adquiri recentemente “La spiaggia” e pretendo ler em breve. Descobri que tem um filme de 2024. Merece ser assistido.
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"Quell’anno faceva tanto caldo che bisognava uscire ogni sera, e a Ginia pareva di non avere mai capito prima che cosa fosse l’estate, tanto era bello uscire ogni notte per passeggiare sotto i viali ..."
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Sinopse em português
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Vive-se um verão quente, festivo, leve, e Ginia, de dezasseis anos, anseia por aventura. Conhece então Amelia, jovem sofisticada que se move pelo meio cultural boémio, e com ela descobrirá um mundo novo de liberdade intoxicante, repleto de prazeres reservados apenas àquela estação – andar pelos campos para lá das colinas, abrir as janelas e sentir o perfume da noite, descobrir o que há por detrás de um cortinado vermelho. O Belo Verão é uma história intensa e delicada sobre a perda da inocência e o primeiro amor, narrada por um dos mais talentosos autores italianos do século xx. Escrito na primavera de 1940, mas publicado apenas em 1949, O Belo Verão foi distinguido em 1950 com o Prémio Strega.
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Sinopse em italiano
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Sullo sfondo di una Torino grigia e crepuscolare, si dipana la dolorosa maturazione di un’ingenua adolescente: nell’ambiente corrotto e sregolato della bohème artistica torinese, Ginia si innamora di un giovane pittore da cui, dopo resistenze interiori e rimorsi malcelati, si lascerà sedurre. È l’inizio di un amore disperante, carico di attese e vane illusioni, destinato a consumarsi nel breve attimo di una stagione. Un romanzo intenso e delicato che narra l’iniziazione alla vita, nella fase che segna, con la scoperta dei sensi e della tentazione, il passaggio dall’adolescenza alla maturità e la consapevolezza del proprio inevitabile destino.
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