segunda-feira, 22 de março de 2021

RESENHA| EL PRINCIPITO (O PEQUENO PRÍNCIPE)


Eu amo de coração esse livro. Minha terceira vez lendo O Pequeno Príncipe e a cada vez me sinto mais tocado por essa narrativa que de infantil não tem nada.


"- Onde estão os homens? perguntou o pequeno príncipe finalmente. Estamos sozinhos no deserto ...

- Nós também estamos sozinhos entre os homens, disse a serpente"

 

A primeira vez que li foi em 2012, em português, e por meio de um empréstimo da biblioteca do SENAI RR. Na época eu percebi pouca coisa da verdadeira mensagem do livro, pois ainda era adolescente e imaginava tudo muito ao pé da letra. 


"Se vier, por exemplo, às quatro da tarde, às três eu vou começar a ser feliz"

 

Voltei a ler em 2017, em francês, e me apaixonei definitivamente. Foi uma releitura que jamais imaginei fazer e que me mostrou uma parte da história que até então não havia entendido, além de ter sido bem mais cativante. Obrigado Kenia pelo empréstimo do exemplar em francês.


"Voici mon secret. Il est très simple: on ne voit bien qu'avec le coeur. L'essentiel est invisible pour les yeux"


Agora em 2021 termino de ler em espanhol e estou cada vez mais certo de que O Pequeno Príncipe deve ser leitura obrigatória para qualquer pessoa. É um livro de poucas páginas e de fácil entendimento, mas que guarda grandes lições de vida
. Obrigado Miriam pelo presente que foi o exemplar em espanhol.


"- Eu tenho que suportar duas ou três lagartas se eu quiser conhecer borboletas"

 

Daqui a alguns anos eu voltarei a ler o Pequeno Príncipe, por fim em inglês, o idioma de publicação da primeira edição. É uma leitura bem leve e que também pode ser dirigida a crianças, adolescentes e adultos. Sempre recomendo esse livro quando me perguntam por um livro para quem está começando a ler em um segundo idioma.


"Eu deveria ter julgado ela por atos e não por palavras"

 

O texto é tão mágico que você pode abrir o livro aleatoriamente e sempre encontrará uma palavra de amor, amizade ou uma linda aquarela do autor. São simplesmente encantadoras como vocês podem conferir em algumas das várias edições do livro - em diferentes idiomas e formatos. Há também diversas adaptações para o cinema e teatro para quem não gosta de ler.


"Eu pensei que era rico com uma única flor, e só tenho uma rosa comum"

 

O PEQUENO PRÍNCIPE: O que deve ser feito?

A RAPOSA: Você tem que ser paciente. Você vai primeiro se sentar um pouco longe de mim, vou te olhar com o canto do olho ...

O PEQUENO PRÍNCIPE: E ...

A RAPOSA: E você não vai dizer nada.

O PEQUENO PRÍNCIPE: Oh ...

A RAPOSA: A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, a cada dia você poderá sentar um pouco mais perto.

 

"Devemos exigir de cada um o que cada um pode dar"

"É o tempo que você desperdiçou com sua rosa que a torna tão importante"

"Mas eu era muito jovem para saber como amá-la"

sexta-feira, 19 de março de 2021

RESENHA| THE WALKING DEAD: RETORNO PARA WOODBURY


The Walking Dead é bastante conhecido pela série e seus derivados também para a TV. A produção na verdade é baseada na história em quadrinhos homônima escrita por Robert Kirkman. A HQ, no entanto, chegou ao fim no dia 3 de julho de 2019, depois de 16 anos de história e 193 edições, dos quais acompanhei de perto os últimos seis. 


 


Os livros foram lançados simultaneamente com a história em quadrinhos e expandem alguns acontecimentos trabalhados na HQ e na série. A coleção conta com 8 volumes sendo boa parte co-escritos pelo próprio Robert Kirkman em parceria com Jay Bonansinga, escritor de livros de terror aclamados pela crítica.

 


A coleção se inicia no arco que gira em torno da história do Governador e da cidade de Woodbury, apresentada na HQ e adaptada para série de TV e continua após o final apresentado em ambas produções. É uma ótima opção de leitura para quem quer conhecer um pouco mais sobre TWD ou para quem pretende começar a série, mas tem um certo receio sobre o que esperar.


 

O oitavo e último livro da coleção traz um desfecho a altura do que é The Walking Dead. Muito drama, zumbis e pessoas insanas. Melhor de tudo é que diferente da série, nos livros ninguém está a salvo. As perdas não funcionam apenas para os personagens figurantes. Sinceramente vou sentir falta de uma leitura assim!


 


Lilly, que no início passou maus-bocados nas mãos de Philip Blake, agora é uma mulher endurecida que está disposta a matar zumbis ou qualquer outra ameaça a sua sobrevivência ou a de seus amigos. Quatro anos se passaram desde o começo da Praga e ela fez coisas que nunca sonhou para sobreviver e renasceu das cinzas como uma líder fiel e uma guerreira sem piedade.


 


Após um período afastada da pequena cidade de Woodbury, Lilly convence seus amigos, muito a contragosto, a abandonar o refúgio em que se encontram e tentar recomeçar suas vidas no interior da Georgia. Então eles partem de Atlanta e percorrem as estradas desertas e alagadas da Georgia, que os leva inadvertidamente para uma das maiores reuniões de errantes já vista depois do início da Praga. Mas eles irão descobrir que os mortos, às vezes, são o menor de seus problemas.




Jay Bonansinga soube dar continuidade ao que Robert Kirkman começou. Seguiu escrevendo a história da Lilly Caul de forma muito parecida a dos demais sobreviventes da história em quadrinhos. Uma narrativa intensa, que te prende da primeira à última página.


 


Ano: 2018 / Páginas: 297. Editora: Galera

 

The Walking Dead foi meu primeiro amor e até hoje mantenho um carinho especial pela série. Além da coleção de livros, há um título quase desconhecido da maioria e que se chama “TWD e a Filosofia” escrito por Christopher Robichaud. É uma espécie de estudo filosófico sobre o que há de mais recorrente na série: espingarda, revólver e razão. Realmente só para fãs. 



Outro material de interesse dos fãs é “TWD: Os Bastidores” escrito por Paul Ruditis e o único guia oficial da AMC sobre os bastidores da primeira temporada. Robert Kirman também escreveu uma história em quadrinhos para a Marvel, onde os super heróis mais conhecidos da editora enfrentam um vírus zumbi de alcance interplanetário e que se espalha por todo o multiverso.



terça-feira, 9 de março de 2021

TOP 10 | OS LIVROS MAIS TRISTES QUE EU LI NA VIDA


A maior parte dos títulos desta lista eu assisti ao filme primeiramente e depois procurei ler o livro. Fui atrás de ler o material original porque fiquei emocionado com a adaptação, como foi o caso de O CAÇADOR DE PIPAS (The Kite Runner).


 

Assisti ao filme logo no ano de lançamento e só fui ler o livro alguns anos depois. Ainda lembrava muito da estória, pois foi realmente marcante e por isso posso garantir que nem de longe se compara a perfeição do livro. A obra é de uma magna excelência, cativante e emocionante. É o tipo de livro que consegue passar ao leitor a emoção que aflige o protagonista. Simplesmente fantástico.


Por Você Faria Isso Mil Vezes.

 

O CAÇADOR DE PIPAS é acima de tudo conhecido por ser um livro triste. Na verdade, todos os livros do Khaled Hosseini são de certa forma deprimentes. Li A CIDADE DO SOL e chorei feito criança.



Muito parecido com os livros do Hosseini é a obra mais conhecida da escritora Åsne Seierstad. Por ter vivido três meses com uma família afegã, na primavera de 2002, logo após a queda do regime talibã, a jornalista norueguesa produziu O LIVREIRO DE CABUL, uma narrativa ímpar que mostra aspectos do país que poucos estrangeiros testemunhariam.


 

Outro título que me arrancou lágrimas foi MARLEY E EU. Vi o filme e pensei que nunca leria o livro. Até que um dia ganhei um exemplar de uma amiga e tive que ler. Me apaixonei pela escrita do John Grogan. Chorei com o final do livro e depois fiquei super triste, algo que nem de longe senti quando assisti ao filme.

 


De todos os títulos comentados, AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL é provavelmente o mais conhecido entre os jovens. Um relato emocionante com um filme igualmente bem produzido. Entre filmes de grande sucesso entre o público mais jovem ainda temos UM AMOR PARA RECORDAR do Nicholas Sparks. Eu gostei tanto desse filme que até hoje foi o único livro do Nicholas Sparks que eu li.


 


O maior sucesso de crítica e público fica a cargo de 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO. O relato histórico do negro Solomon Northup, nascido livre e condenado a escravidão ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2012, e deixou muitos aos prantos.


 

GIRL é igualmente baseado em um acontecimento real e da mesma natureza. Em 2014 a seita radical Boko Haram invadiu uma escola cristã para meninas no interior da Nigéria e sequestrou todas as estudantes. A partir desse fato, Edna O'Brien escreve sobre a vida de uma dessas garotas. Além das meninas sequestradas o romance traz histórias de outras pessoas em situações semelhantes.



Um dos poucos títulos desta lista que ainda não virou filme é A VIDA NA PORTA DA GELADEIRA. A obra da escritora Alice Kuipers capta a ansiedade por trás da tragédia e revela a importância de viver a vida intensamente, lembrando ao leitor a necessidade de encontrarmos tempo para as pessoas que amamos mesmo em momentos de dificuldade e desafios.


 


Por último, A LIÇÃO FINAL do autor Randy Pausch também é uma narrativa que por conta da tragédia se aproxima de A VIDA NA PORTA DA GELADEIRA. Uma obra que combina humor, inspiração e inteligência numa lição surpreendente, uma história de coragem, alegria de viver e sonhos realizados. Uma herança generosa e otimista para futuras gerações.


 

1: O CAÇADOR DE PIPAS - Khaled Hosseini


 

O caçador de pipas é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade.


 

Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.


 

2 - A CIDADE DO SOL - Khaled Hosseini


 

Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.


 

Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós.


 

E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

 

3 - MARLEY E EU - John Grogan


 

John e Jenny eram jovens, apaixonados e estavam começando a sua vida juntos, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para casa Marley, "um bola de pelo amarelo em forma de cachorro", que, rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos.


 

Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, esgadanhava paredes, babava nas visitas, comia roupa do varal alheio e abocanhava tudo a que pudesse. De nada lhe valeram os tranquilizantes receitados pelo veterinário, nem a "escola de boas maneiras", de onde, aliás, foi expulso. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Imperdível.


 

4: A VIDA NA PORTA DA GELADEIRA - Alice Kuipers


 

Claire, de 15 anos, e sua mãe têm uma rotina muito atribulada. Nos raros momentos em que a mãe está em casa (ela é obstetra), a filha está na escola, com amigos ou com o namorado. Resultado: as duas quase não se veem e se comunicam deixando recados na porta da geladeira. Esses recados vão desde cobranças banais [Oi, MÃE! (Que eu NUNCA MAIS vi!)] até revelações tocantes e contundentes por parte de mãe e filha durante o penoso tratamento do câncer de mama da mãe, num ano que se revelará decisivo para as duas.



5: O LIVREIRO DE CABUL - Åsne Seierstad


Como ocidental, mulher e hóspede de Sultan Khan, um livreiro de Cabul, obteve o privilégio de transitar entre o universo feminino e masculino de uma sociedade islâmica fundamentalista. A autora apresenta uma coleção de personagens comoventes que reflete as contradições do Afeganistão, e nos emociona sobretudo ao apresentar a rotina, a pobreza e as limitações impostas às mulheres e aos jovens do país.


 

Preso e torturado durante o regime comunista, Sultan Khan teve sua livraria invadida e parte dos livros queimados, mas alimentava o sonho de ver seu acervo de 10 mil volumes sobre história e literatura afegã transformar-se no núcleo de uma nova Biblioteca Nacional.


 

Apesar da situação estável, a família do livreiro, dividia uma casa de quatro cômodos em uma cidade que se recuperava da guerra e de trágicos reflexos políticos. Os integrantes da família acostumaram-se à presença da autora sob uma burca. Assim, ela pôde observar relatos das rixas do clã; da exploração sexual das jovens viúvas que esperavam doações de alimentos das organizações de ajuda internacional; da adúltera sufocada com um travesseiro pelos três irmãos sob as ordens da mãe; do exílio no Paquistão da primeira esposa de Sultan Khan, após um segundo casamento com uma moça de 16 anos, do filho adolescente do livreiro obrigado a trabalhar 12 horas por dia sem chance de estudar.

 

6: A LIÇÃO FINAL - Randy Pausch


 

Quando Randy Pausch, professor da Carnegie Mellon University, subiu ao palco diante de um público de quatrocentas pessoas para apresentar sua palestra de despedida, ele não havia pensado em falar sobre sua morte. Diagnosticado com um câncer terminal de pâncreas, ele queria falar sobre a vida, sobre tudo aquilo que mais estimava. Como aproveitar um tempo tão limitado? O que temos de mais precioso a ensinar a nossos filhos? Cinquenta dias depois, a palestra já havia percorrido o mundo pela internet, comovendo milhões de pessoas.


 

7: AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL - Stephen Chbosky


 

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.


 

8: 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO - Solomon Northup


 

12 Anos de Escravidão narra a história real de Solomon Northup, negro americano nascido livre que, por conta de uma proposta de emprego, abandona a segurança do Norte e acaba sendo sequestrado e vendido como escravo. Durante os doze anos que se seguiram ele foi submetido a trabalhos forçados em diversas fazendas na Louisiana.




Esse relato autobiográfico, publicado depois da libertação de Northup, em 1853, logo se tornou um best seller, e hoje é reconhecido como a melhor narrativa sobre um dos períodos mais nebulosos da história dos Estados Unidos. Verdadeiro elogio à liberdade, essa obra apresenta o olhar raro de um homem que viveu na pele os horrores da escravidão.


 

9: UM AMOR PARA RECORDAR - Nicholas Sparks


 

“Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade.


 

A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.”


 

10: GIRL – Edna O'Brien


 

Em 2014 a seita radical Boko Haram invadiu uma escola cristã para meninas no interior da Nigéria e sequestrou todas as estudantes. É um texto ficcional baseado em diversos relatos de outras sobreviventes que ela conheceu durante os três anos que levou para escrever o livro.


 

Girl é sobre Maryam, que consegue escapar dos mais cruéis abusos e volta para casa. A recepção longe de ser acolhedora se torna um pesadelo. Durante o cativeiro a jovem foi obrigada a se casar com um radical muçulmano e teve uma filha.  Assim, de volta ao lar a menina passa a viver com o estigma de "mulher de djihadista". Para escapar da opressão e poder seguir vivendo com a filha, Maryam acaba indo morar em um campo para refugiados.


 

O livro é contado como um monólogo de Maryam, imaginado pela autora. Os capítulos se tornam menores à medida que a narrativa fica mais violenta.  A vida das meninas no cativeiro é repleta de privações, abusos sexuais e físicos e por isso a autora deixa muita coisa nas entrelinhas.