terça-feira, 3 de março de 2020

CRÍTICA| LOST IN SPACE - 2ª TEMPORADA




A primeira temporada da série é lenta e pode até parecer entediante, mas com o decorrer dos episódios a trama começa a ficar interessante e melhora muito até chegar na segunda temporada. O formato compacto do programa torna a trama sólida, com começo, meio e fim bem definidos. A parte do espaço é bem explorada e os episódios possuem uma trilha sonora bem bacana. A produção surpreende nos efeitos especiais de ótima qualidade, pois quando pensamos em séries a espera é sempre de algo mais econômico. Então obrigado Netflix por investir dinheiro no projeto e tornar a série tão boa.


A narrativa no segundo ano da série inicia com um salto temporal, ou que eu gosto de chamar de "o problema de trabalhar com crianças que crescem na vida real além da idade de seus personagens". Mas esse detalhe não tem nenhuma relevância para o desenvolvimento da segunda temporada, que apresenta episódios realmente emocionantes. O episódio 4 meu foi meu preferido, que trouxe desde descrições geológicas até perfuração de poços, com direito a frase do Will "eu gosto de geologia".


Sobre os personagens, a pobre da Penny é a mais burra da família, palavras da Dra. Smith inclusive. É uma personagem subutilizada, e as linhas de roteiro são igualmente sofríveis, porque ela quase sempre não contribui em nada para a discussão e só acrescenta coisas como "acho uma boa ideia" e "eu também acho". Por isso concordo que a Penny deve passar mais tempo com a Dra. Smith e aprender mais da vida, já que inteligente ela não é, resta aprender outras habilidades.


Apesar da Penny ter passado no teste e o Will não, como a série é sobre o Will e o Robô, ele tem que sempre ser a criança prodígio. Esse segundo ano faltou romance, faltou acontecer algo entre a Judy e o Don, já que ambos do ponto de vista técnico são importantíssimos seria legal estarem juntos. Don West é o típico anti-herói, que sempre está tentando se dar bem, mas no fundo é um bom homem. Maureen e John são dois pés no saco, muito puros, bonzinhos demais e eu detesto esse complexo deles de sempre querer salvar todo mundo. Além do mais acho esse papo família bem entediante.


Gosto da Dra. Smith e adorei a personagem ter ganhado mais importância na segunda temporada. Ela é o que realmente se deve esperar de uma pessoa em uma situação de perigo e risco a própria vida. Autêntica. Outro personagem que gostei da evolução foi o Robô. "NÃO, WILL ROBINSON" foi o auge.


Resumindo: Lost in Space é um show para família, onde sempre reina a dicotomia entre bem e mal. O bem sempre vence e mesmo os personagens malvados são no fundo boas pessoas. Gosto de comparar essa série com The 100, e quem viu ambas as séries vai vez por outra reparar algo em comum, como a facilidade que a narrativa encontra em se prolongar, vulgo vamos passar cada temporada perdidos em um planeta diferente e nunca chegar a Alpha Century. Por fim, deixo meu "Boa sorte aos 98 escolhidos".


The 100 corre aquiiiiii.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

RESENHA| MILLENNIUM 3: A RAINHA DO CASTELO DE AR











"Perguntava-se o que ela sentia por si mesma, e acabou se dando conta de que a vida lhe inspirava, antes de mais nada, indiferença"

Depois de muito tempo de leitura e aproximadamente 1800 páginas eu termino a trilogia Millennium. O terceiro livro, o mais extenso de todos, com quase 700 páginas, foi minha segunda leitura do ano. O livro é longo de uma maneira pouco necessária, com novos personagens sendo apresentados a todo instante, às vezes com contribuição mínima para o desenvolvimento da trama.

Mas apesar disso, o desfecho da história da hacker Lisbeth Salander está à altura do que foi os dois volumes anteriores. Bem escrito, rico em detalhes e com descrições que nos fazem questionar se a narrativa de fato nunca aconteceu.



Stieg Larsson encerra todos os questionamentos presentes desde o início da saga, e o final do livro é realmente de tirar o fôlego. As últimas linhas são excepcionais e finalizam bem tudo que aconteceu entre Bomkvist e Salander. Um término de fazer inveja, tenho que admitir.

No terceiro livro da série, uma continuação imediata do anterior, somos apresentados a uma Lisbeth debilitada, que após receber um tiro na cabeça, terá que contar com a ajudar de um restrito grupo de amigos disposto a provar sua inocência e desmantelar o plano da Polícia Secreta Sueca de incriminá-la.


Ler Millennium me apresentou um país completamente novo, a Suécia. É uma ficção policial que foge do comum, e parte disso se deve ao ar de mistério que envolve os acontecimentos. Uma característica da trama é sem dúvida a crueldade com que os crimes acontecem, os assassinatos e o elemento sórdido presente em todos as páginas. Algo bem legal también é que o livro é dividido em dias dias e meses específicos, então é bacana acompanhar o desenvolvimento dos fatos a partir de uma linha temporal tão exata.

Infelizmente o autor faleceu de um ataque cardíaco pouco depois de entregar o manuscrito da trilogia. Caso estivesse vivo, gostaria de dizer que a história da Millennium foi uma das melhores coisas que já me ocorreu de ler. Seguirei apaixonado por essa trilogia por muitos anos.



Tradução: Dorothée de Bruchard.
Editora: Companhia das Letras.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

CRÍTICA| INDICADOS AO OSCAR 2020

MELHOR FILME







ERA UMA VEZ EM ... HOLLYWOOD



Achei o filme bem mediano, inclusive as atuações. Tarantino já fez coisa melhor...  A produção tem 10 indicações: Melhor Filme, Melhor Ator (Leonardo DiCaprio), Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt), Melhor Direção (Quentin Tarantino) e Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Design de Produção, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.

CORINGA
O mais indicado desta edição do Oscar! 11 indicações e eu tive a sorte de assistir no cinema. Concorre a Melhor Filme, Melhor Ator (Joaquin Phoenix), Melhor Direção (Todd Phillips), Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhor Roteiro Adaptado. É uma produção que consegue agradar crítica e público.


HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
6 indicações: Melhor Filme, Melhor Ator (Adam Driver), Melhor Atriz (Scarlett Johansson), Melhor Atriz Coadjuvante (Laura Dern), Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Roteiro Original. A trama se desenvolve de forma lenta, mas as atuações da Scarlett Johansson e do Adam Driver estão fantásticas!


O IRLANDÊS
Filme mais comprido que um dia de fome! Definitivamente não sou público consumidor deste tipo de história. 10 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Al Pacino), Melhor Ator Coadjuvante (Joe Pesci), Melhor Diretor (Martin Scorsese), Melhor Fotografia, Melhor Figurino,  Melhor Edição, Melhor Design de Produção, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Roteiro Adaptado. 


FORD vs FERRARI
Um filme sobre a Ford e a Ferrari e corridas de carros. Quem diria que eu não ia gostar? Todo mundo! 4 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Edição, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.


1917
Uma verdadeira experiência de cinema. O filme é belíssimo e não surpreende o número de indicações (10!). Um dos momentos mais bonitos é uma sequência de cenas noturnas em uma vila destruída em que apesar da escuridão da noite é perceptível diversos elementos da cena, iluminados pelo fogo que consome a cidade. Em 2017 me arrependi muito de não ter ido ao cinema assistir Dunkirk e dessa vez não deixei de ir ver 1917. Filmes de guerra não são aclamados pela Academia a toa e são sobretudo produções que precisam ser apreciadas na tela grande com uma qualidade de áudio superior ao convencional. Há uma dificuldade muito grande em produzir bons filmes assim, e não me surpreenderei se 1917 for aclamado Melhor Filme de 2019. O filme tem um roteiro bom e mais que isso surpreende no quesito fotografia, indicando nesta categoria inclusive, e edição e mixagem de som. Ah, o protagonista é interpretado pelo George MacKay. Ele é um fofo, bonito e talentoso. Participa com a Saoirse Ronan de un filme chamado "How I Live Now". É um romance teen apocalíptico que eu amo. Também pode ser visto no filme "Capitão Fantástico". Indicado a Melhor Filme, Melhor Direção (Sam Mendes), Melhor Fotografia, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Design de Produção, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Roteiro Original.


JOJO RABBIT
O filme não decepciona. Amo produções cinematográficas sobre a Segunda Guerra Mundial, e a narrativa em forma de sátira é maravilhosa. Scarlett Johansson dá um show como Rosie e a indicação na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante é mais que merecida. Concorrendo na categoria de Melhor Filme, Melhor Figurino, Melhor Atriz Coadjuvante (Scarlett Johanssson), Melhor Edição, Melhor Design de Produção e Melhor Roteiro Adaptado.


LITTLE WOMAN
Cada linha do roteiro desse filme é impactante. Meu vicio por romances de época foi satisfeito com tudo que vi, e com um elenco de peso como esse, era de se esperar a aclamação. Espero muito que a Saoirse Ronan leve o prêmio desta vez. É a quarta nomeação dela com apenas 25 anos. Indicado a Melhor Filme, Melhor Atriz (Saoirse Ronan), Melhor Atriz Coadjuvante (Florence Pugh), Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Roteiro Adaptado. 

MELHOR ANIMAÇÃO



A primeira categoria que eu assistir qualquer um dos filmes indicados. Me considero um grande fã de todo tipo de animação, em especial as que são cantadas. Comecei por TOY STORY 4, indicado também pela canção I Can't Let You Throw Yourself Away (https://youtu.be/RQsV0HgCsYE) ainda no cinema, e mesmo o saudosismo não foi suficiente para me fazer gostar. Outra produção que vi no cinema foi Frozen 2 que infelizmente não chegou a ser indicado a categoria, mas apenas a canção Into the Unknown (https://youtu.be/gIOyB9ZXn8s) está concorrendo.
           
Ainda da mesma categoria, gostei de PERDI MEU CORPO. A produção é uma obra peculiar sobre um jovem rapaz vivendo em Paris e uma mão decepada buscando seu dono. Dica de filme para quem gosta de "desenho" adulto.



Mas o meu queridinho mesmo é KLAUS, essa animação definitivamente é fantástica. Grandes chances de levar o prêmio de Melhor Animação. “A true act of goodwill always sparks another”. 

Ainda tão bom quanto Klaus, é LINK PERDIDO, uma das melhores coisas do Oscar 2020. A gente passa tanto tempo sem assistir produções em stop-motion que até esquece o quão fascinante elas são. O filme tem uma mensagem linda, sobre amizade, companheirismo e acima de tudo, como estereótipos podem se mostrar tão equivocados.




COMO TREINAR SEU DRAGÃO 3, é um final formidável para a trilogia. O filme consegue ter uma boa história e se mantém no nível dos anteriores. Gostei bastante.



MELHOR CANÇÃO ORIGINAL


Além de TOY STORY 4, indicado pela canção I Can't Let You Throw Yourself Away (https://youtu.be/RQsV0HgCsYE) e FROZEN 2 que indicado pela canção Into the Unknown (https://youtu.be/gIOyB9ZXn8s) estão concorrendo nesta categoria a canção I'm Standing With You (https://youtu.be/s7CHl9cB-m8) do filme SUPERAÇÃO: O MILAGRE DA FÉ;  Stand Up (https://youtu.be/TNO40mDaOEY) do filme HARRIET e (I'm Gonna) Love Me Again (https://youtu.be/0LtusBN3ST0) da trilha sonora de ROCKETMAN.



MELHOR CURTA ANIMADO



    Nem todos estão disponíveis por completo no YouTube, mas é possível ver ao menos o trailer.

DCERA (Daughter) (https://youtu.be/0K4iTXElx4E)


MELHOR CURTA-METRAGEM



       Produções concorrendo na categoria "Melhor curta-metragem", com exceção de "SARIA" as demais todas estão disponíveis por completo no YouTube.


Nefta Football Club (https://youtu.be/YP30vp2mCeg)
The Neighbors' Window (https://youtu.be/k1vCrsZ80M4)







MELHOR DOCUMENTÁRIO
           
O primeiro ano em que assisto os indicados nessa categoria, em parte por estarem disponíveis no catálogo Netflix. O primeiro que vi foi AMERICAN FACTORY. Esse documentário é bem interessante. Fala sobre as fábricas chinesas que se instalam nos EUA e querem que os empregados americanos trabalhem nas mesmas condições dos trabalhadores chineses. Condições extremamente precárias, com turnos de trabalho de 12 horas, baixos salários e falta de segurança durante as tarefas. Também conta como no futuro as pessoas terão que buscar novas opções de trabalho, já que as fábricas estão cada vez mais automatizadas e precisando de menos mão de obra humana.
           
DEMOCRACIA EM VERTIGEM é uma produção genuinamente brasileira lançando um olhar sobre nosso frágil sonho de democracia. Importante assistir e tirar cada um as próprias conclusões.


Ainda concorrem nesta categoria os documentários THE CAVE, FOR SAMA e HONEYLAND.





MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM


A VIDA EM MIM é um documentário de 45 minutos sobre como crianças refugiadas submetidas a situações traumáticas e de intenso estresse desenvolvem a chamada Síndrome da Resignação, um estado semelhante ao coma, em que a criança deixa de ter qualquer tipo de contanto com o mundo exterior, e passa a apenas a dormir um sono profundo por meses. Primeiramente relatado na Suécia, outros casos ao redor do mundo foram recentemente noticiados. Um filme bem produzido, que de certo levará umas estatuetas nas categorias técnicas, provavelmente as categorias de som, mas não faz meu tipo.




Ainda concorrem nesta categoria os documentários IN THE ABSENSE, LEARNING TO SKATEBOARD IN A WARZONE (IF YOU'RE A GIRL), ST. LOUIS SUPERMAN e WALK RUN CHA-CHA.


MELHORES EFEITOS ESPECIAIS



VINGADORES: ULTIMATO foi a maior bilheteria do ano e maior bilheteria da história, mas recebeu apenas uma indicação, assim como o tão aguardado STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER, indicado nesta categoria e também a Melhor Trilha Sonora Original.




REI LEÃO
Assisti apenas no áudio original com a voz da Beyoncé como Nala e Donald Glover como Simba. O filme é incrível com gostinho de infância e tudo mais.


Ainda concorrem nesta categoria o longa 1917 e O IRLANDÊS.



MELHOR MIXAGEM DE SOM



Sou super, hiper, mega fã de filmes no espaço. AD ASTRA é um dos poucos filmes que antes de ser indicado ao Oscar eu já tinha interesse em assistir. Mas infelizmente o filme decepcionou. O roteiro é fraco, e mesmo o fato de ser uma produção estrelada pelo Brat Pitt não torna a expêriencia mais agradável



Ainda concorrem nesta categoria FORD VS FERRARI, CORINGA, 1917 e ERA UMA VEZ EM... HOLLYWOOD.


MELHOR FOTOGRAFIA





O FAROL, filme protagonizado por Robert Pattinson (sim, o Edward de Crepúsculo). O filme é perturbador, do tipo difícil de entender e que nada parece fazer sentido. É uma produção em preto e branco.



Ainda concorrem nesta categoria O IRLANDÊS, CORINGA, 1917 e ERA UMA VEZ EM... HOLLYWOOD.


MELHOR ROTEIRO ADAPTADO



Como o cinema é mágico! Conseguiu vender a história de DOIS PAPAS, logo para mim que sou extremamente cético quando o assunto é religião. Assisti com receio e na obrigação de ver os indicados ao Oscar acabei gostando, e muito. 3 indicações: Melhor Ator (Jonathan Pryce), Melhor Ator Coadjuvante (Anthony Hopkins) e Melhor Roteiro Adaptado.



Ainda concorrem nesta categoria os longas: O IRLANDÊS, JOJO RABITT, CORINGA E ADORÁVEIS MULHERES.



































MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA




PARASITA
Fiquei bastante surpreso com o roteiro desse filme. Quando achava que as surpresas haviam acabado era só o começo da estória. É realmente bom quando o cinema consegue fazer isso, a junção de uma trama elaborada, do tipo que prende o telespectador, com uma produção bem-feita. Gostei de assistir pela primeira vez um filme sul-coreano, e como não entendo nada de coreano tive que prestar bastante atenção na legenda, coisa que pouco faço em inglês. O longa recebeu 6 indicações: Melhor Filme, Melhor Filme em Língua Estrangeira, Melhor Direção (Bong Joon Ho), Melhor Design de Produção e Melhor Roteiro Original.



Concorrendo nesta categoria estão CORPUS CHRISTI, HONEYLAND, OS MISERÁVEIS e DOR E GLÓRIA.




MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

ENTRE FACAS E SEGREDOS possui um roteiro fantástico, repleto de reviravoltas. É o tipo de filme que as pessoas buscam assistir no cinema: é divertido, bem produzido e com uma trama que prende o telespectador desde os primeiros minutos.




Os outros filmes que concorrem a esta categoria são: HISTÓRIA DE UM CASAMENTO, 1917, ERA UMA VEZ EM... HOLLYWOOD e PARASITA.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

RESENHA| MILLENNIUM 2: A MENINA QUE BRINCAVA COM FOGO



"Inocentes não existem. Em compensação, existem diferentes níveis de responsabilidade"

Primeira leitura de 2020. Uma leitura trabalhosa que para ser concluída precisei ter disciplina na hora de ler. 600 páginas não é um número muito grande, mas se tratando de Millennium a coisa fica complicada. 50  páginas por dias e entre atrasados e antecipações levei 14 dias para terminar.

Um segundo volume primoroso, e dono de uma trama bem construída.  Stieg Larsson não deixa pontas soltas e a narrativa é consistente e perspicaz. A qualidade do texto sobrevive mesmo sendo resultado da tradução da tradução. O livro é escrito em sueco sob o título de "Flickan som lekte med elden" e a versão brasileira é traduzida a partir da edição francesa "la fille qui rêvait d'un bidon d'essence et d'un allumette". Curiosamente o título brasileiro é mais próximo do título da edição americana "the girl who played with fire".

Escrito em 2006, a continuação de "Os homens que não amavam as mulheres" nos aprofunda no passado da protagonista Lisbeth Salander  quando a mesma se vê envolvida em três misteriosos assassinatos. Considerada a principal suspeita dos assassinatos, Lisbeth passa a ser perseguida pela polícia e a mídia. Em contrapartida, Mikael acredita que Lisbeth é inocente e o crime longe de ter uma explicação simples foi resultado de uma rede de criminosa ligada a esquemas de tráfico de mulheres dos países do Leste Europeu. A menina que brincava com fogo é uma obra que deve ser lida com atenção, um verdadeiro mistério de tirar o sono.

Millennium é um dos poucos romances policias que eu leio atualmente. Depois de passar por Sherlock Holmes e os romances de Agatha Christie, havia dado um tempo em investigações criminais. Quando conheci "os homens que não amavam as mulheres" me apaixonei por este novo tipo romance sobre investigação pessoal. Parte disso se deve a protagonista Lisbeth, uma hacker bad ass e o jornalista investigativo Mikael Blomkvist que formam uma combinação perfeita.

O primeiro volume foi adaptado para o cinema, com titulo homônimo, em uma  super produção estrelada por Daniel Craig e Rooney Mara nos papeis de Mikael e Lisbeth. A produção consta no catálogo da Netflix. Recentemente o quarto volume (A garota na teia de aranha),  lançado postumamente e com edição de David Lagercrantz , também ganhou uma adaptação estrelada por Claire Foy e Sverrir Gudnason. A trilogia completa foi adaptada pelo cinema sueco no ano de 2009 com Noomi Rapace e Mikael Nyqvist nos papéis de Lisbeth e Mikael.

Tradução: Dorothée de Bruchard.
Editora: Companhia das Letras.



segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

CRÍTICA| TITANS - 2ª TEMPORADA



Quando anunciaram mais uma série do Universo DC Comics, foi impossível não pensar que seria apenas mais uma série para fazer crossover com Arrow e The Flash. Apesar das primeiras impressões pouco positivas gostei muito da primeira temporada, e continuei gostando dessa nova temporada.

Por incrível que pareça a temporada não começou bem, e a continuação imediata da primeira temporada deixou a desejar. A luta com Trigon e assim o desfecho do primeiro ano foi horrível. Felizmente a série conseguiu se recuperar e ficou realmente interessante, sobretudo os capítulos que introduziram os novos personagens. Tudo isso para logo depois, os últimos capítulos especificamente, voltar a ficar ruim.

Houve uma morte horrorosa de desnecessária, basicamente como se alguém precisasse sumir. Confio que uma terceira temporada possa ficar muito boa, se focarem mais na Rachel (Ravena) e na Kory (Stelar), como ficou entendido. Espero também que o Gar (Mutano) consiga se transformar em algo mais que um tigre (ou uma serpente). Os demais personagens não gosto muito, pois a série tem muita luta (eles que lutem!) e eu gosto de ver é eles usarem os poderzinhos apesar de preferir os momentos com diálogos e mais focados na trama.

Os momentos de ação são importantes, mas todas as séries da DC já bebem desta fonte. Ah, o Superboy tá de parabéns (que boy, hein?) e os figurinos de todos os personagens também.