segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

CRÍTICA| TITANS - 2ª TEMPORADA



Quando anunciaram mais uma série do Universo DC Comics, foi impossível não pensar que seria apenas mais uma série para fazer crossover com Arrow e The Flash. Apesar das primeiras impressões pouco positivas gostei muito da primeira temporada, e continuei gostando dessa nova temporada.

Por incrível que pareça a temporada não começou bem, e a continuação imediata da primeira temporada deixou a desejar. A luta com Trigon e assim o desfecho do primeiro ano foi horrível. Felizmente a série conseguiu se recuperar e ficou realmente interessante, sobretudo os capítulos que introduziram os novos personagens. Tudo isso para logo depois, os últimos capítulos especificamente, voltar a ficar ruim.

Houve uma morte horrorosa de desnecessária, basicamente como se alguém precisasse sumir. Confio que uma terceira temporada possa ficar muito boa, se focarem mais na Rachel (Ravena) e na Kory (Stelar), como ficou entendido. Espero também que o Gar (Mutano) consiga se transformar em algo mais que um tigre (ou uma serpente). Os demais personagens não gosto muito, pois a série tem muita luta (eles que lutem!) e eu gosto de ver é eles usarem os poderzinhos apesar de preferir os momentos com diálogos e mais focados na trama.

Os momentos de ação são importantes, mas todas as séries da DC já bebem desta fonte. Ah, o Superboy tá de parabéns (que boy, hein?) e os figurinos de todos os personagens também.

MR. ROBOT - 4 TEMPORADAS DE PURO SUCESSO




Mr. Robot é uma daquelas séries que ainda na primeira temporada a gente sabe que vai gostar e continuar assistindo até o final. Na verdade o episódio piloto já promete muito, e o restante da temporada, de apenas dez episódios, cumpre todas as promessas. A segunda temporada vem com dois episódios a mais que a primeira, e consagra de uma vez por todas Mr. Robot como uma das melhores séries da atualidade. Neste mesmo ano Rami Malek vence o Emmy de Melhor Ator em Série Dramática e ainda manda um "Please tell me you're seeing this too", brincando com o personagem Elliot.

 
~Do you have a time?

Após duas temporadas fenomenais vemos os primeiros sinais de declínio na terceira temporada. O show teve bons momentos, mas nem de longe tão bons quanto os anos anteriores. Elliot e Mr. Robot funcionando como duas pessoas diferentes não ajudaram muito a criar empatia por esse novo momento da trama. Personagens como o Wellick e a Darlene surpreenderam positivamente, enquanto a Angela continuou sendo um estorvo para todos. 


Bônus: Eu já esperava que Bohemian Rhapsody fosse um filme sensacional desde que escalaram o Rami Malek para dar vida ao Freddie Mercury. O cara é um baita de um ator com um trabalho incrível em Mr. Robot e o filme ficou realmente bom, além disso rendeu um Oscar de Melhor para Malek.



Enfim, chegou a quarta temporada que esperávamos que fosse melhor que a anterior. Um final de temporada a altura de tudo que foi Mr. Robot durante essas quatro temporadas. Rami Malek, um super ator, fez da série uma obra de arte. A equipe técnica também não fez por menos, e a série como um todo foi excelente. O formato compacto, de 10-13 episódios por temporada, rendeu ótimas estórias, e mais que isso, finais com verdadeiros plot twist. A ideia de terminar a série depois de quatro anos, foi sábia, pois ainda mesmo na terceira temporada o show já mostrava sinais de desgaste. Ainda acho que nada supera a temporada 1 e 2, com suas reviravoltas de fazer inveja a outras séries.


4ª temporada. Episódio 7. 5 atos. Último ano. Genial. Obra prima. Nota 10 no IMDb.

Uma das melhores séries da atualidade que terminou com tudo!



RESENHA| CONTOS DA RUA BROCÁ



A obra, tradução dos contos de fadas (e bruxas) "Contes de la rue Broca", contém 13 contos de cerca de 20 páginas cada, todos escritos pelo francês Pierre Gripari e publicados pela primeira vez em 1967. 

No Brasil a editora Martins Fontes lançou uma edição com ótimas ilustrações, assinadas pela Cláudia Scatamacchia. O trabalho de traduzir ficou por conta de Monica Stahel, que realizou um excelente trabalho e adaptação dos contos e das músicas/ feitiços que aparecem no texto. 


A narrativa é feita para crianças, mas adultos também podem ler. O pré-requisito para esta leitura é ter imaginação. As estórias são as mais fantasiosas possíveis, e incluem desde uma batata falante que se apaixona por uma guitarra até a história da criação do Universo e um porquinho malandro que rouba uma estrela. Mas em tudo há um elemento comum, a tenda do Seu Said, localizada na Rua Brocá, em Paris. É nesse local que o autor escuta e conta suas estórias que mais tarde foram reunidas nesta coletânea.


O livro foi adaptado para o formato de desenho animado no ano de 1995, e você consegue conferir os episódios no YouTube, em diferentes dublagens. 


RESENHA| A OUTRA VOLTA DO PARAFUSO




"Mas, por mais horrível que fosse, suas mentiras formam a minha verdade"

Um romance estilo noir e extremamente perturbador. Uma prosa intimidadora capaz de criar uma atmosfera de tensão e mistério a ponto de me fazer sentir dentro de um filme de terror. Henry James construiu ótima estória, excelente obra de ficção e acima de tudo um jogo que brinca com o limite da nossa percepção, entre real e imaginário.

A estória é o relato de uma moça, cujo nome não é citado em nenhum momento, que deixou um manuscrito narrando uma série de aparições sobrenaturais no período em que trabalhou como governanta em uma propriedade rural na Inglaterra. O manuscrito é lido em uma noite de 25 de dezembro, quarenta anos depois dos eventos, por um rapaz a quem a moça confidenciou o relato.

O livro é o próprio manuscrito, e por isso é narrado a partir do ponto de vista da governanta, e conta como a moça foi contratada para cuidar de duas crianças órfãs, e quando trabalhando como governanta passa a ver dois fantasmas na residência. Mais tarde a governanta acaba descobrindo se tratar dos fantasmas de dois antigos funcionários da propriedade, e que morreram em condições suspeitas, sua  predecessora e um antigo empregado da casa.

Ao suspeitar que os espíritos mantenham algum tipo de influência sobre as crianças, Miles de 10 anos, e sua irmã Flora de oito anos, influência capaz de arrastar a alma das crianças para o Inferno, a governanta passa a ter como missão salvar a almas dos pequeninos e isso pode trazer consequências reais para todos.

Tradução de Paulo Henrique Britto. Primeira edição em 1898.

"[...] mas algo, que exigia, afinal, para manter uma fachada serena, apenas outra volta do parafuso da virtude humana comum"

P.S.: Lembra muito A Menina Que Não Sabia Ler.